25 de julho de 2014

CURITIBA RECEBE LANÇAMENTO DE "BARSA" DO ROCK OBSCURO

Sugestão do Marcos, da Joaquim Livraria e Sebo.

No próximo dia 28 de julho a capital paranaense receberá o lançamento do livro  "(Mais) Rock Raro: O maravilhoso e desconhecido mundo do Rock - vol. 2". A obra é assinada por Wagner Xavier e aborda o lado obscuro do Rock nas décadas de 1960 e 1970. São textos e fotos que apresentam 343 bandas (!) desconhecidas do grande público. 

Esta é bem sucedida sequência de "Rock Raro: O maravilhoso e desconhecido mundo do Rock", que abordou outras 352 bandas. Resumindo, são quase 700 nomes do Rock catalogados em apenas 2 livros. Vale ou não a pena? Segue o convite.



23 de julho de 2014

OUÇA TRECHOS DO NOVO ÁLBUM DE ACE FREHLEY

Conforme já postado aqui no Blog, em breve estará disponível o novo disco de ACE FREHLEY, o fodástico ex-guitarrista do KISS. E para quem está curioso para conhecer as novas músicas tem um link onde é possível ouvir trechos de todas as faixas de Space Invader

Imagem: facebook.com

Para ouvir um pouquinho de cada uma das doze faixas, clique AQUI.


17 de julho de 2014

ROCK DE LUTO: JOHNNY WINTER

Foi confirmada na manhã de hoje (17) a morte do lendário guitarrista norte-americano JOHNNY WINTER. Ele tinha 70 anos e estava em um hotel na Suíça quando veio a falecer. Segundo o perfil oficial do músico na rede social Facebook, mais detalhes serão divulgados em momento oportuno.

Imagem: facebook.com

JOHNNY havia gravado recentemente seu novo álbum (chamado Step Back, contendo várias participações especiais) com previsão de lançamento para 02 de setembro. Desde o fim dos anos 1960 ele já havia lançado mais de 30 discos (incluindo coletâneas e discos ao vivo). O músico faria uma apresentação em Curitiba no dia 09 de outubro, no Teatro Guaíra.

Abaixo, três sons: uma performance de JOHNNY para a faixa "Jumping Jack Flash", a conhecidíssima "Johnny Guitar" e um teaser do recente documentário sobre o músico que vinha sendo divulgado no início do ano.




Descanse em paz, JOHNNY.


9 de julho de 2014

BRIAN SETZER E O SEU ROCKABILLY EM NOVO DISCO

Um dos maiores figuraças do Rock disponibilizará em breve um disco de inéditas: trata-se de BRIAN SETZER, o cara dos STRAY CATS e, claro, do BRIAN SETZER ORCHESTRA. O novo álbum terá o título Rockabilly Riot! All Original e estará no mercado a partir de 12 de agosto. Já é possível conferir a capa e as faixas (inclusive ouvir uma delas).


Abaixo, o tracklist:

01. Let's Shake (ouça-a AQUI!)
02. Rockabilly Blues
03. Vinyl Records
04. Lemme Slide
05. Nothing Is A Sure Thing
06. What's Her Name?
07. Calamity Jane
08. The Girl With The Blues In Her Eyes
09. Stiletto Cool
10. I Should'a Had A V-8
11. Blue Lights, Big City
12. Cock-a-doodle Don't

Para encomendar o seu exemplar, clique AQUI.


3 de julho de 2014

O 'TESOURO' OCULTO DE BOB DYLAN SAI À LUZ 45 ANOS DEPOIS

Bacana. Matéria publicada na edição nacional do El País. Texto de Irene Crespo.


O ‘tesouro’ oculto de Bob Dylan sai à luz 45 anos depois

Surgem 149 mini-LPs de gravações do cantor norte-americano num mezanino de Nova York

No fundo de um mezanino, no dormitório de um imóvel no térreo na rua Houston, 124-oeste, em Nova York. Lá, num canto, o último proprietário do edifício achou, depois da morte da sua irmã, a dona original, duas caixas de cartolina nas quais se lia: old records (discos velhos). Depois de abrir, se deparou com uma enorme coleção de discos, alguns com o nome de Bob Dylan nos envelopes, o endereço do seu selo discográfico, a Columbia Records, e o título da canção. Não sabia o que eram, só que deveriam ser importantes, porque recordava que sua irmã havia alugado aquele espaço para o cantor no final dos anos sessenta.

Eram 149 discos de acetato, mini-LPs de vinil. Ensaios e testes que Dylan fez entre o final dos anos sessenta e o começo dos setenta para seus álbuns Nashville Skyline (1969), Self Portrait (1970) e New Morning (1970) e que nunca haviam saído dessas caixas. Até agora. “É definitivamente um dos achados mais importantes da minha carreira”, diz de Los Angeles, por telefone, Jeff Gold, ex-vice-presidente da Warner Bros. Records, conhecido colecionador musical fundador da Recordmecca e especialista na obra de Bob Dylan.

Foi para ele que o dono do imóvel telefonou quando percebeu o valor do que tinha em mãos. “Ele levou muito tempo para descobrir o que eram”, conta Gold, negando-se a revelar o nome do dono. “Os vinis contêm ranhuras em um só lado, são mais pesados do que o normal e não têm capa. Não sabia se eram todos de Dylan. Só que seriam peças de coleção.”

Um dos 149 acetatos, anotado com a caligrafia de Bob Dylan.

Depois de algumas conversas telefônicas, Gold voou para Nova York para ver o material de perto. “Quando abri as caixas e dei uma olhada, enlouqueci. Efetivamente todos eram discos de Dylan, em excelentes condições, e muitos deles tinham notas escritas à mão nos envelopes.” Embora não tenha podido escutá-los nessa viagem (porque é necessário um equipamento especial para discos tão delicados), não pensou duas vezes e ofereceu ao descobridor o dobro do valor que o proprietário havia imaginado. Quanto? O comprador se recusa a dar uma cifra, mesmo que aproximada. “Para mim não é uma questão de dinheiro: isto é história. O importante é descobrir como Dylan trabalhava em seus discos naquela época.”

No começo dos anos sessenta, Bob Dylan chegou a Nova York atraído pelo revival folk que se vivia então no bairro do Greenwich Village. Tudo mudou completamente com a chegada de Dylan, o dono da voz mais rouca entre todos os que cantavam em bares e praças por lá. Cantava melhor do que ninguém e, depois de lançar seus primeiros álbuns, alugou um apartamento na rua MacDougal e um térreo, a duas quadras, na rua Houston, 124-oeste, que ele usava como estúdio de gravação. Lá ele compunha, gravava os vinis que agora pertencem a Jeff Gold e os mandava a seu produtor, Bob Johnston, que morava em Nashville. Johnston fazia a mixagem e os mandava de volta com anotações – as mesmas que agora podem ser lidas nos garranchos recém-encontrados. “Mandei [a Johnston] algumas fotos dos vinis para ver se eram seus, e me confirmou que era a sua letra. As outras eram de Dylan”, continua. “Era a forma de manter o músico controlado à distância. E demonstra o quanto custava a Dylan refinar suas canções.”

O imóvel da Rua Houston, 124-oeste, em Nova York,
escondia o tesouro das gravações de Dylan.

Como reconhecido especialista e colecionador do cantor e compositor de Minnesota, Jeff Gold mantém uma boa relação com a equipe dele. Após passar três meses, com ajuda de amigos, “digitalizando, catalogando e fotografando todos os vinis”, chamou-os para oferecer cópias de tudo o que possuía. “E me agradeceram muito por isso. É provável que a Columbia Records tenha as matrizes de todos estes temas em seus arquivos, mas possivelmente não de algumas mixagens específicas.”

A maioria dos discos contém versões inéditas de canções que depois sairiam em três álbuns consecutivos. “Em alguns casos são desconhecidas”, diz Gold. “Nunca antes havia escutado as versões que ele fez dos temas de Johnny Cash, Folsom Prison Blues e Ring of Fire; nem a versão gospel que fez deTomorrow Is a Long Time, gravada, mas nunca incluída no álbum New Morning.”

Esses discos são alguns dos que ficarão com Gold, que considera esse descobrimento como um dos dois principais marcos em sua carreira de colecionador e fã de Dylan. “O outro foi quando encontrei em 2010 uma fita do seu show na universidade Brandeis, em 1963. Eu a vendi ao escritório de Dylan e o lançaram como um álbum ao vivo. E, sim, fico com os melhores e os mais interessantes”, diz, emocionado. O resto ele já começou a colocar à venda em seu site, o Recordmecca, a um preço que vai de cerca de 5.500 a mais de 16.000 reais.


2 de julho de 2014

NOVA TECNOLOGIA FAZ CDs FUNCIONAREM COMO DISCOS DE VINIL

Matéria interessante sobre uma demostração de 2010. Saiu na Exame.com.


Nova tecnologia faz CDs funcionarem como discos de vinil

Adaptado por músico Aleksander Kolkowski, aparelho de som da década de 1950 torna-se capaz de gravar sons em CD para que sejam lidos por agulha de vitrola

São Paulo - O músico londrino Aleksander Kolkowski criou uma nova forma de ouvir e gravar música. Por meio de adaptações num Wilcox-Gay Recordette, aparelho de som da década de 1950, ele desenvolveu uma máquina que transforma CDs em LPs.

Para isso, o aparelho precisa de uma fonte sonora exterior. A máquina é compatível com qualquer dispositivo - inclusive microfones.

Uma vez conectada a outro aparelho, a criação de Kolkowski transforma o sinal elétrico enviado pelo dispotivo externo em uma série de furos microscópicos - que são gravados no CD por meio de uma agulha.

Por fim, o CD fica inutilizado para ser usado em CD Players - mas apto a reproduzir até 2 minutos e 50 segundos de som quando posto para tocar em uma vitrola com frequência de 45 rotações por minuto.

Apresentada por seu criador em demonstrações na Europa, a novidade vem fazendo sucesso. Veja a tecnologia em ação no vídeo a seguir (está em inglês):


"Em algumas ocasiões, as pessoas me perguntam sobre tornar a produção comercial, mas esta não é a minha intenção", afirmou Kolkowski em entrevista ao site The Atlantic.

CD x LP

Num CD, o som ou outros tipos de informação são armazenados por meio de pontos escuros e brilhantes, lidos como bits por CD players com a ajuda de um laser de luz infravermelha. Daí, a denominação da tecnologia como digital.

Já no som analógico presente nos LPs ou discos de vinil, a agulha do toca-disco percorre os sulcos de cada faixa, vibrando e produzindo o som - que é amplificado pelo aparelho. Por seu design atraente e caráter nostálgico, o formato mantém milhões de fãs ao redor do mundo.

No Brasil, uma fábrica de LPs registrou aumento de 126% nas vendas de disco de vinil entre março e abril de 2014 e diversas lojas e sites especializados comercializam discos de vinil.