25 de maio de 2017

SHOWS INESQUECÍVEIS: THE SWEET - HELLOOCH, CURITIBA - 25/05/2007

O mais curioso em escrever esta postagem é saber que muita gente vai dizer que não sabia que o SWEET já tocou por aqui...

Senhoras e senhores, hoje comentarei mais uma bela lembrança que possuo, talvez uma das mais significativas de minha modesta e pobre vida de roqueiro: o show do SWEET em Curitiba, há exatos dez anos.


A passagem da  Sweet Fanny Adams Revisited 2007 Tour no Brasil é um fato histórico. O SWEET é uma daquelas bandas que, embora mundialmente reconhecidas, raramente saem da Europa. 

Estavam previstas quatro datas no país incluindo Campinas, Porto Alegre, Curitiba e São Caetano do Sul. Mas apenas as capitais do sul tiveram o privilégio de ver a banda. Aliás, o show de Curitiba poderia ter sido ainda mais épico, já que a banda SLADE também viria ao Brasil para tocar em nossa capital na mesma noite. Mas por motivos de força maior o SLADE adiou sua vinda ao nosso país (até hoje).

Fiquei sabendo do show à época através da internet. Lembro também que o Canal 4 (SBT) fez uma chamada bem bacana. Aliás, queria muito que alguém postasse esse vídeo na rede...


O ingresso custou R$ 50,00. Comprei o meu lá pelo centro da cidade. Na verdade foram dois tickets, pois convidei um então colega de trabalho.

A casa escolhida pelos organizadores foi a Hellooch (ex-Moinho São Roque e atual Trésor Eventos), local que historicamente apresentou vários bons nomes da música. Cheguei cedo pra não me incomodar. A fila era discreta e formada predominantemente por quarentões e cinquentões. Em virtude deste perfil, um bom papo à espera da abertura da casa era inevitável. Conheci um casal gente finíssima, que levou a jovem filha pra conhecer uma das maiores bandas britânicas de todos os tempos.

O frio naquela noite era considerável mas me arrependi de vestir lã debaixo da jaqueta de couro. A coisa esquentou rápido. Ainda mais quando meu então colega de trampo encontrou uma "cliente" trabalhando no bar principal do local. Digamos que ela foi gentil. Nós comprávamos fichas para refrigerante e ela nos servia Cuba Libre com dose dupla de Rum. Cheers!


line-up era muito bom. Além de ANDY, que só melhorou com o passar dos anos, a banda tinha o carismático e talentoso PETE LINCOLN (vocal e baixo), o porretada BRUCE BISLAND (bateria e vocal) além do talentosíssimo STEVE GRANT (teclados, violão, guitarra e vocal).

O som mecânico ajudou a manter todo mundo animado. E com um bom público lá pelas tantas eis que o sistema de som toca aquela introdução tradicional nas apresentações dos caras. Em seguida, a banda abre fodasticamente  com "Hellraiser". Insanidade pura.

O público simplesmente pirou com a sequência de hits. A banda, especialmente o guitarrista ANDY SCOTT, não esperava uma plateia tão fiel, cantando TODAS as faixas. Ele anunciou sua faixa preferida ao público, "The Sixteens". A banda tocou-a duas vezes seguidas. Em um determinado momento, ANDY parou para pronunciar algumas palavras, incluindo "CAIPIRINHA" (ele estava tomando uma). 


A apresentação seguiu surpreendendo, incluindo um rápido número do tecladista STEVE GRANT, que brincou com um clássico dos BEATLES. A conexão entre plateia e banda foi constante, mas chegou a níveis estratosféricos quando a banda tocou "Fox On The Run". A noite foi encerrada com o hino "Ballroom Blitz".

A impressão causada pelos curitibanos aos roqueiros britânicos foi tão grande que eles mencionam tal fato na página oficial do quarteto. Numa tradução livre, os caras disseram que "o público foi provavelmente o mais louco que vimos. Do riff de abertura de "Hellraiser" ao estrondo final de (Ballroom) Blitz foi caos do melhor tipo! Que show". 

Foi tão louco que a banda carioca SNOW, que faria a abertura para o SWEET, acabou tocando depois...(risos). 


Neste momento uma fila formava-se no corredor lateral direito, no acesso aos camarins. A expectativa era de poder tirar fotos e pegar autógrafos com a banda. Rapidamente meu colega e eu nos posicionamos na fila. Alguns estavam lá com seus LPs. Logo um funcionário da casa chegou com vários posters promocionais do show e distribuiu para quem estava por ali. Eu já tinha onde pegar assinaturas.

Eis que depois de um tempo os fãs puderam conhecer seus ídolos. Simplesmente surreal. PETE é um cara extremamente simpático; STEVE é mais reservado; BRUCE é muito bem humorado; E ANDY é um legítimo Sir. Todos tiraram fotos e deram autógrafos. A empolgação foi tanta que eu, por exemplo, não tirei foto com o baterista, enquanto meu colega tirou foto com ele duas vezes (risos).

Um momento impar na vida dos roqueiros curitibanos que estiveram lá.

Uma honra conhecer Sir ANDY SCOTT
MÚSICAS:
Intro
Hellraiser
Sweet F.A.
Into The Night
The Sixteens (tocada duas vezes)
Wig Wam Bam
Little Willy
Heartbreak Today
Restless
No You Don't
Teenage Rampage
Love Is Like Oxygen
Action
Blockbuster
Fox On The Run

Set Me Free
Ballroom Blitz

3 comentários:

Rafael Bote disse...

Meu amigo, esse show foi o máximo!

Foi o meu primeiro (tinha 15 anos na época), e trabalhei igual um condenado pra conseguir comprar o ingresso. Fora que nem sabia como chegar na tal helooch (morava em Campo Largo).

O Show em si nem tem como descrever. Foi simplesmente incrível, e o público também matou a pau! Ainda acabei conhecendo uma menina super gente fina, que tinha uma câmera (sim, na época não era tão comum), e depois me mandou pelo correio um CD com fotos e vídeo!

Boas lembranças.

Denis Luiz disse...

Olá Rafael Bote!

Ótimas lembranças. E que coincidência: a filha do casal que conheci lá também tinha uma câmera no dia e me mandou algumas fotos por e-mail posteriormente. Ainda era luxo ter um equipamento daqueles. Alguns celulares já tinha câmeras, mas fraquinhas...

Obrigado pelo seu comentário. Um forte abraço.

Att,

Denis Luiz

GR33Nh4T disse...

Arrependimento bate forte quando lembro de ter pedido ao meu pai para ter ido a esse show e não ter insistido! Era pequeno e na minha noção de criança o ingresso custava "muito". Obrigado pela descrição, Denis. Post ÉPICO. Realmente Curitiba é abençoada pela cena roqueira que se desenvolveu aqui.

Forte abraço.