23 de dezembro de 2012

TOP 10: ROCK AND ROLL PARA O NATAL (2)

No ano passado eu postei um Top 10 com ótimas canções natalinas executadas por grandes figuras do Rock. Esse ano vou fazer a mesma coisa. Claro, com versões diferentes.

Esta é a época mágica em que você vai para a ceia de natal na casa de seus familiares e chega na hora em que o assado está quase pronto, naquela cozinha em calor senegalesco. Isso sem falar naquele arroz com passas que certamente causará uma azia fodástica :)

Há quem não goste do natal. Mas como por aqui todo mundo aprecia o bom e velho Rock and Roll uni o útil ao agradável e selecionei uns links para você atropelar qualquer parente que ouse colocar aquelas músicas da Simone e causar uma indigestão coletiva em pleno fim de ano.

E vê se não exagera no espumante, sidra, vinho ou coisa que o valha. Ou então vai parecer o ELVIS PRESLEY no último vídeo.














E um Feliz Natal a todos!


19 de dezembro de 2012

LENDAS DO EURO ROCK: KONEC

Para os apreciadores do Euro Rock esta é uma preciosidade: O grupo KONEC surgiu em 1980 no Vale do Ruhr, polo industrial Alemão. Liderado por ULRICH MORAWIETZ, o grupo foi um dos primeiros ícones do New Wave alemão.

A banda de ULRICH chegou a excursionar com o grupo SIOUXIE AND THE BANSHEES, que na época teve ROBERT SMITH (do THE CURE) na guitarra. De carreira meteórica, o KONEC durou até 1982, mesmo ano do lançamento do seu único disco Schrille Blitze


Embora a música "Tanze" tenha sido lançada como lado A de single na Alemanha, por aqui outras duas músicas ficaram conhecidas: "Hey" e "Walkie-Talkie". Enquanto a primeira abre o Volume 5 da coletânea curitibana Rock 'N' Roll Project a segunda acabou virando "mosca branca", sendo citada com frequência pelos saudosistas das noitadas de Rock.

E pra relembrar a citada faixa o leitor, coxa-branca e roqueiro LUDO (Luiz Fernandes) mandou gentilmente para o blogueiro que vos escreve a tão lembrada música. Assim, estou disponibilizando a audição da mesma através do Blog, no player abaixo. Aproveitem!



13 de dezembro de 2012

THE SWEET REGRAVA ALBUM CLÁSSICO AO VIVO

Uma de minhas bandas preferidas está tirando mais um disco do forno: O SWEET anunciou o lançamento de Sweet Fanny Adams Revisited, registro ao vivo com quase todas as faixas contidas no clássico álbum Sweet Fanny Adams. O CD, que ainda traz de lambuja a clássica "Fox on the Run", já está disponível no site oficial da banda.
Para quem não conhece o disco, ele foi lançado originalmente em 1974 pela RCA e tem nove impressionantes faixas, sendo seis compostas pela banda ("Set Me Free", "Heartbreak Today", "Rebel Rouser", "Sweet F.A", "Restless" e "Into the Night"), um cover ("Pippermint Twist" - que não foi regravada) e duas faixas da dupla de compositores NICKY CHINN e MIKE CHAPMAN ("No You Don't" e "AC-DC").

No Brasil, o vinil foi lançado com a faixa "The Ballroom Blitz" (sic) no lugar de "No You Don't". O disco é tão bom que até hoje muita gente acredita tratar-se de uma coletânea. O álbum provou também a capacidade que os músicos tinham para compor, já que a maioria dos singles anteriores foram compostos por CHINN e CHAPMAN. Aliás, a parceria entre o SWEET e a dupla acabou logo após o citado lançamento.

E com a formação atual, liderada pelo guitarrista ANDY SCOTT, a banda procurou capturar ao vivo toda a energia das músicas. O resultado pode ser visto parcialmente nos links abaixo.




 


Confira o tracklist:

01. Sweet FA
02. Heartbreak Today
03. The Six Teens
04. Restless
05. No You Don't
06. Into The Night
07. AC-DC
08. Fox On The Run
09. Set Me Free
10. Ballroom Blitz 



E aí, vale ou não a pena?



11 de dezembro de 2012

AGORA O BLOG TEM FAN PAGE NO FACEBOOK

Agora o Blog Roqueiro Curitibano tem Fan Page no Facebook, a rede social mais acessada do momento.
 
Se você possui perfil nessa rede social e aprecia as postagens do Blog não deixe de curtir a nossa página. Os posts do Blog também serão compartilhados por lá.

Para acessar nossa página CLIQUE AQUI ou no link localizado na barra lateral.
 
Não deixem de participar comentando, sugerindo e criticando. E agora curtindo.
 
Abraço a todos.

3 de dezembro de 2012

6ª FEIRA DO VINIL EM CURITIBA

Neste próximo sábado (08) vai rolar a sexta edição da Feira do Bolachão, a feira do vinil promovida pelo Canal da Música.

Imagem: Blog La Playa Music

Os bons expositores de sempre estarão apresentando mais de 25.000 títulos em discos de vinil. Se você aprecia e/ou coleciona long plays a participação é obrigatória. E a entrada é gratuita, como de costume.

Se você não sabe como chegar até o canal da música, use o Google Maps clicando AQUI.

14 de novembro de 2012

NAZARETH E A TENSÃO EM CAMPO MOURÃO

No último domingo (11) o NAZARETH iniciou uma de suas apresentações da turnê brasileira na cidade de Campo Mourão, aqui no estado. Mas o que se viu foi uma situação atípica. Para melhor compreensão, sugiro que assistam aos vídeos.

O SHOW
A apresentação ainda estava no início quando o guitarrista JIMMY MURRISON começou a sinalizar e reclamar algo com a equipe, voltando-se por várias vezes para sua pedaleira e esbravejando em alguns momentos. Em seguida JIMMY abandonou o palco, sendo acompanhado pouco depois pelos demais integrantes do grupo. O guitarrista teria recebido descargas elétricas.



A ORGANIZAÇÃO
Não muito tempo depois da saída dos músicos os responsáveis pelo evento já estavam sobre o palco acusando o grupo, afirmando que o show teria que seguir de alguma forma e que a banda estava "de boa" no camarim. Em seguida eles admitem o fim da apresentação, comunicando o ressarcimento do valor do ingresso ao público. O técnico ainda "testa" o microfone encostando-o na boca, tentando  provar que não havia descarga.



Logicamente a indignação do público foi imediata. Como existe um contrato entre as partes e o interesse do público, a polícia acabou aparecendo. Na saída dos integrantes do local DAN McCAFFERTY (vocal da banda) foi atingido na cabeça por uma lata de cerveja arremessada.


A IMPRENSA
Na primeira reportagem (vídeo abaixo) sobre o ocorrido foram citados com evidência o atraso da banda para o início do show e problemas técnicos com o microfone de DAN.


 
Na segunda reportagem (vídeo RETIRADO DO YOUTUBE) o entrevistado - identificado como sócio do local do show - afirmou que a banda solicitou médicos e oxigênio e chegou a dizer que eles "já estavam meio alterados". O apresentador do jornal, ao fim da reportagem, referiu-se aos músicos dizendo "(...) fim de carreira (...) ter que pedir tubo (sic) de oxigênio (...)".

Ontem a mesma rede de TV apresentou nova reportagem onde o baixista PETE AGNEW esclareceu o ocorrido, confirmando a falha elétrica e marcando uma nova data em Campo Largo. Em outra matéria, a representante da banda ANDREIA COSME também fala sobre o caso. 


 
Ainda nesta terça-feira um vídeo com mais de nove minutos foi disponibilizado no YouTube. A filmagem (abaixo) aborda pessoas que foram ao evento, um policial e o técnico.


Mediante o exposto, dirijo-me aos roqueiros e fãs do NAZARETH e também àqueles alienados que só conhecem "Love Hurts" para afirmar e indagar:

1- O NAZARETH tem mais de 60 milhões de discos vendidos em mais de 40 anos de carreira. Alguém realmente acredita que eles comprometeriam suas reputações com uma falsa alegação, no intuito de abandonar o palco no início da apresentação?
2- O primeiro vídeo do post mostra claramente que algo incomoda JIMMY e que ele insiste em tocar, mas depois de um tempo ele desiste. Nem que ele fosse tão bom ator quanto guitarrista faria uma encenação daquele porte;
3- O segundo vídeo (RETIRADO DO YOUTUBE) do post prova que os organizadores induziram o público ao transferir a responsabilidade de toda a situação para a banda;
4- Ainda sobre o segundo vídeo (RETIRADO DO YOUTUBE), o técnico "testa" o microfone escostando-o na boca, querendo provar que o equipamento não causava choques. Mas se o problema inicialmente apresentado foi com o guitarrista, então por que o técnico não demonstrou outros testes?

5- No terceiro vídeo do post o repórter refere-se ao local do evento usando a palavra "boate" (0:02). Parece que ele está certo;
6- No terceiro vídeo do post foi enfatizado que "(...) a confusão começou depois que os músicos subiram ao palco com quarenta minutos de atraso (...)". Então para o repórter o motivo inicial da confusão foi o atraso da banda? Será que esse foi o único caso de atraso em eventos musicais?
7- No quarto vídeo o apresentador do telejornal debochou dos músicos dizendo "(...) fim de carreira (...)". Particularmente,  acho que fim de carreira é o citado apresentador narrando jogos de futebol;

8- No quinto e sexto vídeos, baixista e representante do NAZARETH confirmam oficialmente a versão dos choques no palco;

9- No sétimo vídeo, o primeiro entrevistado alega ter vindo de "Manaus" para assistir ao show. Logo depois diz que "eu acho que eles não devem nem voltar mais para o Brasil". Uma "devoção de 3.700 Km de distância" seria apagada de uma hora pra outra?

10- Por que a segunda entrevistada (ela tem o mesmo sobrenome do primeiro entrevistado) defendeu tão acintosamente a casa noturna com frases do tipo "(...) a casa não desmereceu (sic) ninguém (...)" e "(...) a casa foi tudo certinha (sic)"?

11- No mesmo vídeo, a terceira "fã da banda" afirmou categoricamente que "NAZARETH nunca mais!". Com certeza, para a senhora nunca mais mesmo!!!

12- Esse último vídeo é tão incrível que os gênios da comunicação apresentam nele a "tradução" de um suposto depoimento do gerente de produção da banda onde o nome NAZARETH aparece traduzido como "Nazaré". Seria uma nova mudança ortográfica aceitando a tradução de nomes próprios ou eles estão se referindo a JESUS DE NAZARÉ? Porque se for JESUS talvez Ele nos salve desses pseudo-jornalistas.

13- E por último: aprendam, guitarristas de todo o mundo: amplificadores Marshall de 1983 são uma merda. Se quiserem um equipamento moderno, sigam a dica do nosso glorioso técnico e rumem para a boate de Campo Mourão. Só tomem cuidado com as latas de cerveja voadoras :)


E então, meus caríssimos, o que vocês acharam de toda essa situação?


8 de novembro de 2012

A NOVA MÚSICA DO NAZARETH

Para quem acha que as bandas mais antigas apenas administram o sucesso de décadas atrás estas últimas semanas têm sido um verdadeiro tapa na cara.

Não bastasse o KISS ter lançado o impecável Monster no mês passado, os escoceses do NAZARETH disponibilizaram um novo single e já prometeram uma música nova para o ano quem vem, com agenda de shows lotada e possibilidade de novo disco.


A nova faixa é "God of the Mountain" e será trilha sonora oficial da Federração Austríaca de  Esqui para o Campeonato Mundial do esporte em 2013. A música é acelerada e soa perfeita para uma trilha esportiva. Sensacional. Confira abaixo no link que o figuraça Danilo Nazareth disponibilizou em seu Blog.


Para o ano que vem a música prometida é "Clean and Clear and True". Deverá ser uma música mais cadenceada e ajudará em uma campanha chamada We Just Help.

Lembrando que do dia 09 ao dia 24 deste mês a banda fará nove shows no Brasil, sendo quatro aqui no estado do Paraná.

Vida longa ao NAZA!


FIM DE SEMANA PRA SUAR NA PISTA

Conforme eu havia postado anteriormente, neste final de semana vai rolar a volta da equipe de som Sparks System na noite curitibana. Será no sábado (10) a partir das 21 horas no Primavera After Bar, Salão II da Sociedade Primavera. Mais detalhes no flyer abaixo. Para visualizar o mapa do local pelo Google Maps e saber como chegar, CLIQUE AQUI


E no fim de semana seguinte vai ter Rock no Bola de Ouro, mas com a equipe Raick's. Informações no flyer abaixo. Para visualizar o mapa do local pelo Google Maps e saber como chegar, CLIQUE AQUI.


Não percam!


5 de novembro de 2012

TOP 100... ONE MORE TIME!

Este post visa agradecer a todos que dispuseram alguns preciosos segundos de seus tempos para votar nesta página roqueira pelo Prêmio Top Blog 2012. É o terceiro ano que participo, sendo que foi o terceiro Top 100 consecutivo do Blog. Meus sinceros agradecimentos.

 
A votação continua. Os cem classificados de cada categoria ainda concorrem ao Top 30, Top 3 e ao prêmio principal. O Roqueiro Curitibano está feliz com o Top 100 mas continua no páreo. Quem quiser votar novamente pode fazê-lo por e-maill, Twitter e/ou Facebook. 

E como diz aquele sujeito, "Vai que cola...".

Mais uma vez, obrigado.


29 de outubro de 2012

JEFF LYNNE EM DOSE DUPLA

Você já ouviu falar em JEFF LYNNE? Esse nome pode até não lhe parecer suficientemente famoso, mas tenha certeza de que ele está no patamar de caras como JOHN LENNON, PAUL McCARTNEY e BOB DYLAN. Quem conhece esse gênio da música sabe do que estou falando.

Imagem: Frontier Records

Para quem nunca ouviu falar vou tentar resumir: JEFF nasceu no Reino Unido em 1947 e teve sua primeira banda em 1966, chamada IDLE RACE. Em 1970 se uniu a ROY WOOD para formar o THE MOVE (assista aos vídeos de "Brontosaurus" e "Ella James"). Desta parceria surge um dos maiores projetos musicais de todos os tempos: a ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA (confira "Confusion", "Don't Bring Me Down" e "Rock and Roll is King"). Misturando Rock e música clássica, a ELO (sigla que virou apelido da banda) de LYNNE teve uma trajetória impecável até 1986, tendo lançado doze discos em sequência (sendo um deles trilha sonora) e um álbum de retorno em 2001, totalizando mais de 50 milhões de discos vendidos.

No final dos anos oitenta, LYNNE esteve ao lado de ROY ORBISON, GEORGE HARRISON, TOM PETTY e BOB  DYLAN no maior supergrupo da história, o TRAVELING WILBURYS (veja o clipe de "Handle With Care"). Em seguida, lançou seu primeiro disco solo. Isso tudo sem contabilizar as dezenas de composições para projetos e trilhas sonoras. O cara é de outro planeta.

Mas o motivo desta postagem é para registrar que JEFF LYNNE voltou a lançar discos. Isso mesmo, discoS, no plural. Neste mês de outubro foram disponibilizados simultaneamente dois albuns do artista no mercado: Long Wave e Mr. Blue Sky.

No primeiro, ele pôe em prática boa parte daquilo que lhe influenciou musicalmente. São regravações de artistas como CHUCK BERRY e CHARLES AZNAVOUR (cara que escreveu a música "She", a qual ficou bem conhecida na voz de ELVIS COSTELLO). Ele absorveu a maioria dessas músicas quando jovem, enquanto seu pai as ouvia em rádio de ondas longas (por isso o nome do disco). Confira abaixo as versões de JEFF para "Mercy Mercy" (clipe oficial - muito legal) e "Love Is a Many Splendored Thing", que já foi regravada por mais de trinta nomes da música mundial.



Já o segundo disco traz os conhecidos clássicos da ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA. Porém, perfeccionaista como poucos, JEFF regravou as músicas com o intuito de lhes dar uma sonoridade mais nítida e clara com os recursos tecnológicos atuais. Isso sem contar a inclusão da faixa inédita "Point of No Return" e a disponibilização de uma versão do disco em vinil (adoro aquele disco voador da ELO nas capas...).

E pra quebrar o seu galho (again), deixo abaixo os links para três regravações da ELO: o clipe oficial de  "Mr. Blue Sky" e os audios de "Do Ya" e "Point of No Return". Fodásticas.
 




15 de outubro de 2012

CADA UM TEM A TIMBALADA QUE MERECE...



O vídeo acima registra a apresentação de um grupo alemão chamado SCHELMISH, em que o mesmo executa uma espécie de Rock germânico medieval. Sensacional.

E se você pensa que o que eles fazem é apenas uma brincadeira engana-se: o site oficial dos caras (em alemão, sicher) apresenta uma discografia de uma dúzia de CD's e um DVD. Rock também é cultura, meus caros e minhas caras...

 Já imaginou assistir a esses caras na OKTOBERFEST? Seria bem melhor do que ter que aguentar a TIMBALADA tocando "Agua Mineral" no Carnaval...

Fica a dica :)

1 de outubro de 2012

CD PLAYER COMPLETA 30 ANOS

Matéria extensa porém muito interessante sobre o "tocador" de CD, antes inacreditável, hoje irrelevante.
 

 
"Ele revolucionou as indústrias da música e da informática, mas foi atropelado pela Internet e está a caminho de se tornar irrelevante"
 
Em 1º de Outubro de 1982 a Sony iniciou a revolução do áudio digital com o lançamento no Japão do CDP-101. Era o primeiro reprodutor comercial de “Compact Discs”, os populares CDs. Foi o nascimento de uma nova mídia que prometia áudio cristalino a uma geração de consumidores acostumados com os estalos e chiado analógico dos discos de vinil.
 
O aparelho da Sony, que custava US$ 674 (cerca de US$ 1609, ajustando a inflação), foi lançado com um conjunto de 50 álbuns, nos gêneros Clássico e Pop, publicados pela CBS Records. Nomes como Mozart, Tchaikovsky e Schubert dividiram as prateleiras com artistas mais modernos como Billy Joel, Pink Floyd e Journey. Cada disco custava entre US$ 14 e US$ 15.25 (entre US$ 33 e 36 na cotação atual), com os discos de música clássica sendo os mais caros.

Sony CDP-101, o primeiro CD Player
 
Os críticos esperavam que a cara mídia fosse relegada aos audiófilos e consumidores mais abastados, mas os criadores do CD viram sua obra cumprir a missão que lhe foi designada: superar o “Long Play” (LP) como a mídia favorita para áudio doméstico - algo que conseguiu apenas cinco anos mais tarde.
 
O futuro em um disco
 
Ao longo de sua primeira década no mercado o Compact Disc representou, para muitos consumidores, um elo palpável com o futuro. Ele combinava duas tecnologias de ponta, o laser e o computador, em um produto de custo relativamente baixo com recursos que seriam inimagináveis uma década antes.
 
Após a primeira demonstração em 1960, especialistas declararam o laser como sendo uma das maiores invenções da indústria de alta tecnologia. A idéia de um feixe coerente de luz superconcentrada despertava o interesse do público, e a mídia frequentemente retratava a tecnologia como sendo o caminho para um potencial “raio da morte”.
 
Embora o laser tenha eventualmente encontrado seu nicho como uma ferramenta nas telecomunicações e ciência da informação, alguns pesquisadores diziam que ele era uma solução em busca de um problema. Era impressionante, com certeza, mas não tinha um uso prático aparente.
 
E então surge o Compact Disc, que armazena áudio em sulcos microscópicos gravados na superfície de um disco metalizado, que são lidos por um player usando a luz refletida de um laser. Em virtude do estonteante sucesso do formato de áudio, os CDs passaram a representar a vitória suprema do laser, tanto como invenção quanto como produto comercial.
 
A mesma coisa aconteceu com a tecnologia digital. Em 1984, um ano após a estréia do CD nos EUA, apenas 7.9% dos lares norte-americanos tinham computadores pessoais, de acordo com um estudo da Universidade da Califórnia em Irvine. Os consoles de videogame chegaram antes, mas sua penetração no mercado era limitada em comparação a aparelhos de áudio como rádios e toca-discos.
 
Para muitos norte-americanos, o Compact Disc foi o primeiro produto da “era do computador” que adquiriram. Para o consumidor comum, ele representou o nascimento da era digital.
 
O nascimento de uma nova mídia
 
De acordo com Hans Peek, um dos engenheiros que projetaram o Compact Disc, o formato foi resultado da frustração com os discos de vinil. Eles arranhavam com facilidade e quanto mais tocados mais se desgastavam, tornando a qualidade do áudio pior com o passar do tempo. E eles eram grandes, impedindo a redução no tamanho dos players.
 
Em 1972 a Philips demonstrou uma nova mídia doméstica, o disco óptico para vídeo, que batizou de Video Long Play (VLP). Ela surgiu como fruto de anos de pesquisa por uma forma de levar vídeo doméstico para as massas. Discos VLP se pareciam com CDs grandes, mas armazenavam áudio e vídeo de forma analógica. Mais tarde este formato viria a ser conhecido como LaserDisc.
 
Quando os engenheiros da Philips decidiram criar um substituto para o vinil em 1974, basearam seus esforços na tecnologia já desenvolvida para o VLP. A idéia era criar um disco óptico de grande diâmetro para música, chamado Audio Long Play (ALP).
 
Devido a limitações da mídia, engenheiros da Philips descobriram que áudio gravado de forma analógica em um disco óptico era propenso a “cortes” e perda de fidelidade. Então decidiram substituí-lo por um sinal de áudio digital - principalmente porque sabiam que com as rotinas matemáticas adequadas para correção de erro, poderiam mascarar quaisquer imperfeições na reprodução do áudio. De acordo com Peek, a decisão de usar meios digitais para correção de erros foi a verdadeira inovação do Compact Disc.
 
Ao longo dos anos seguintes o ALP encolheu até um disco de 11.5 cm que poderia armazenar 60 minutos de áudio em estéreo. Não muito tempo depois a Philips decidiu mudar o nome do projeto para Compact Disc, uma referência ao seu bem sucedido Compact Cassette, mais conhecido pelo nome popular de “Fita K7”.
 
Joop Sinjou, líder da equipe que desenvolveu o CD, apresenta sua criação à imprensa
  
Em 8 de Março de 1979 a Philips organizou uma coletiva de imprensa onde os jornalistas tiveram sua primeira amostra da música digital. A resposta foi entusiástica, mas a Philips conseguia sentir os gigantes asiáticos dos eletrônicos se aproximando. Um punhado de empresas japonesas já haviam demonstrado seus protótipos de discos digitais de áudio alguns anos antes, e a Philips sabia que precisaria de um parceiro na Ásia para transformar seu formato em um sucesso.
 
A Philips apresentou o CD e a oferta de uma potencial parceria a várias companhias japonesas, e para sua felicidade a Sony aceitou, se comprometendo a ajudar a refinar o padrão e prometendo desenvolver uma linha de CD Players.
 
Ao longo do ano seguinte a Philips e a Sony acertaram os detalhes de seu plano. O tamanho do disco foi mudado para 12 cm devido à insistência da Sony de que ele fosse capaz de armazenar 74 minutos de áudio - a duração da famosa “Sinfonia Nº 9 em D Menor” de Beethoven. Curiosamente, as empresas basearam o diâmetro do buraco no centro do disco no tamanho de uma moeda holandesa de 10 centavos.
 
Em junho de 1980 a Sony e a Philips anunciaram a definição do padrão para o CD de áudio, e convidaram várias outras empresas de eletrônicos a licenciar a tecnologia e se juntar elas. Muitas concordaram.
 
Toda a indústria de eletrônicos passou os dois anos seguintes em uma louca corrida para reduzir o tamanho da tecnologia necessária para um CD Player a algo que coubesse dentro do gabinete de um sistema de Hi-Fi. A Sony foi a primeira a lançar seu modelo, e em seis meses já havia 10 outros no mercado.
 
A vida como um disco de áudio
 
Imediatamente após o lançamento a imprensa especializada elogiou o Compact Disc por sua incrível clareza, ampla faixa dinâmica e relação favorável entre o sinal e o ruído. Enquanto isso, os “audiófilos” mais ferrenhos se agarravam aos seus discos de vinil, declarando a morte da música “de qualidade”.
 
Estes detratores - e eram surpreendentemente poucos - baseavam seus protestos em um apelo emocional, contrastando o analógico e o digital, o homem contra a máquina. O áudio analógico era visto como “quente” e amigável, inerentemente humano, enquanto os zeros e uns do sistema digital representavam a frieza de um robô.
  
Brochura da Sony exaltando as virtudes do CD
 
Mas para o consumidor a qualidade do áudio dos CDs falou por si mesma, e foi só uma questão de tempo e preço até que o formato fosse aceito pelas massas - e então se tornasse a mídia favorita para áudio. Em 1988 os CDs venderam mais que os discos de vinil pela primeira vez, e eles superaram as Fitas K7 em 1992.
 
Neste ponto um CD Player custava drasticamente menos do que em 1982, e os CDs ganharam a conveniência de ser também uma plataforma de áudio portátil. No início dos anos 90 mais e mais automóveis traziam um CD player como item de série (o primeiro modelo para carros foi apresentado pela Sony em 1984) e players portáteis ganharam proteção contra “pulos” e maior autonomia de bateria.
 
Os artistas amaram o CD. Desde o começo elogiaram sua habilidade de reproduzir uma cópia-mestre de estúdio com exatidão, bit a bit, sem perda de qualidade.
 
Não demorou muito para que a indústria dos eletrônicos visse o potencial dos CDs como mais do que apenas um veículo para música. As empresas fizeram experiências com imagens estáticas (CD+G), híbridos com video analógico e áudio digital (CD Video), vídeo puramente digital (Video CD), elementos interativos, (CD-i), armazenamento de fotos (Photo CD) e mais.
 
Ao longo do caminho, a Sony e a Philips pareciam ansiosas para atender à cada necessidade com um novo padrão. Mas o derivado mais importante veio da capacidade dos CDs de armazenar dados digitais. Enormes quantidades deles.
 
Um CD-i da Philips. Música, vídeo, jogos e interatividade
Crédito: Evan-Amos / Wikimedia Commons (CC-BY-SA)
  
A vida como CD-ROM
 
Quando o CD de áudio chegou ao mercado, a imprensa naturalmente viu a invenção por um ângulo prático: como uma mídia pequena e durável para áudio perfeito. Mas os engenheiros da computação olharam para a mesma tecnologia e viram um disco de 12 cm que poderia armazenar 6.3 bilhões de bits de informação.
 
Quase que imediatamente, meia dúzia de empresas começaram uma corrida para reaproveitar o CD como uma mídia para armazenamento de dados. O motivo: em 1982 um disquete dupla-face padrão para o PC armazenava 360 kilobytes, ou cerca de 2.6 milhões de bits. Uma conta rápida mostra que um único CD teria, em teoria, espaço suficiente para o equivalente a 2390 disquetes, assumindo que todos os bits fossem usados para armazenamento, e nenhum para correção de erros.
 
Protótipos de leitores de CD ligados a computadores, criados empresas especializadas em mídia para computadores, apareceram já no final de 1983 e continuaram a surgir em 1984. A Sony e a Philips reconheceram uma potencial “guerra de formatos” em formação e decidiram criar um padrão oficial, que foi batizado de CD-ROM (de “Compact Disc Read Only Memory”, ou “Disco Compacto com Memória Somente para Leitura”).
 
O padrão CD-ROM destina alguns bits extras para correção de erros, o que consumiu um pouco do espaço, mas ainda deixou amplos 650 MB por disco. Em 1985 os primeiros drives de CD-ROM comerciais apareceram no mercado, ainda voltados a um público especializado, mas a pergunta era: o que as pessoas irão fazer com todo esse espaço? O uso natural da tecnologia do CD-ROM envolvia o armazenamento de qualquer tipo de informação que normalmente ocuparia grossos volumes se impressa. Bancos de dados governamentais, médicos e demográficos constituiam os primeiros discos lançados em 1985, e as enciclopédias surgiram não muito tempo depois.
 
No início, usar um CD-ROM como mídia para distribuir programas de computador não era uma idéia popular. Afinal de contas, quem poderia justificar o custo de produção de um CD com capacidade de 650 MB para armazenar um programa de 200 Kb? A resposta era a distribuição “em massa”. Uma organização de Sunnyvale, na Califórnia, chamada PC Special Interest Group foi uma das primeiras a distribuir software em CD, lançando em 1986 um disco que continha 4 mil programas de domínio público ou shareware. Incrivelmente, essa coleção ocupava apenas um sexto da capacidade total do disco.
 
Da mesma forma, a promessa de uso do CD-ROM como veículo para imagens ou vídeo digitais não se tornou realidade até que os sistemas gráficos dos computadores usados pelos consumidores fossem rápidos e capazes de exibir cores o suficiente para tirar proveito de todo o espaço nos discos.
 
Isso aconteceu no começo dos anos 90, dando início à era da “multimídia”. O jogo de aventura Myst (1993), para Macs foi o primeiro grande sucesso da mídia. Consoles de videogame começaram a usar CD-ROMs como principal (ou única) forma de armazenar jogos também nesta época. Na verdade, o primeiro drive surgiu como um acessório para o PC-Engine, da NEC, em 1988. Combinados a um sistema gráfico sofisticado, os CD-ROM permitiram que a Sony, com seu PlayStation, rapidamente roubasse da Nintendo o título de rainha dos consoles.
 
The Manhole, da Activision (1989). O primeiro jogo distribuído em CD-ROM
 
No final dos anos 90 os programas de computador “incharam” e os preços dos drives de CD-ROM despecaram, abrindo caminho para que o CD se tornasse a forma mais popular para distribuição de software.
 
E não podemos nos esquecer do papel do CD-R, que nasceu em 1989 como um produto de nicho extremamente caro e, uma década mais tarde, se tornou uma forma rápida e fácil de mover dados entre computadores e de copiar música.
 
Com o tempo o CD-ROM foi superado em capacidade pelo DVD-ROM e outras mídias ópticas, e sua popularidade se esvaneceu. Mas a invenção que realmente matou o CD-ROM como a forma mais popular de distribuição de software não tem tamanho ou formato. Ironicamente, foi a mesma invenção que está matando o CD de áudio: a Internet.
 
O fim do CD
 
Em retrospectiva, está claro que a natureza digital do CD formou a base para sua destruição. Ao convencer as gravadoras a digitalizar dezenas de milhares de álbuns e distribuí-los sem nenhum sistema de proteção contra cópia, os arquitetos do CD abriram as portas para a controvérsia sobre o compartilhamento de arquivos no início dos anos 2000.
 
Mas os engenheiros que criaram o CD não tinham como saber que um dia seria possível armazenar o equivalente a milhares de CDs de música no bolso de trás da calça, ou disparar os dados contidos neles para o outro lado do mundo em alguns minutos.
 
O nascimento dos métodos para “ripar” CDs e compartilhar os arquivos mostra que, durante todo o tempo, o disco em si era irrelevante. Eram os dados contidos nele que importavam. A informação quer ser livre, e no final da década de 90 o áudio digital descobriu como escapar da gaiola. Computadores mais poderosos libertaram a música dos CDs de áudio e a colocaram em uma mídia mais flexível: mídia nenhuma.
 
Atualmente, com amplo espaço para armazenamento e largura de banda, a música digital pode viver em HDs e memória flash, e fluir de um computador para o próximo graças a redes sem fio e à Internet. Cada vez mais, a música vive em servidores remotos em terras distantes, esperando para ser transmitida para o smartphone ou notebook de um usuário.
 
O que nos leva a um ponto que muitos ignoram: em seu auge, o Compact Disc era valorizado não só como um meio para armazenamento de informação, mas também como um poderoso método para transferência de dados. Durante décadas, o CD foi a forma mais eficiente que os consumidores tinham para levar grandes quantidades de dados rapidamente para casa, muito mais rápido que baixar os 650 MB de música ou software através de qualquer conexão de rede primitiva que estivesse disponível na época.
 
Mas hoje temos redes ultra rápidas e espaço em disco de sobra, o que torna os dois melhores aspectos do CD obsoletos. Portanto, seu valor diminuiu drasticamente.
 
No momento, o CD ainda se mantém como a mídia física mais popular para música, e sempre será assim, já que ele é o último de sua espécie. Em 2011 o volume de vendas de músicas em formato digital superou a mídia física pela primeira vez. A música está à solta, e não quer voltar para sua cela.
 
30 anos depois, o Compact Disc pode estar no fim da vida. Ainda assim, com seu brilho iridescente e microscópica mágica digital, para muitos ele ainda parece ser um artefato do futuro.
 
 

27 de setembro de 2012

DJ TANCK AVISA: O ROCK ESTÁ DE VOLTA

Essa é para quem curtiu Rock and Roll nas noites de Curitiba nos anos 1970, 1980 ou 1990: preparem as suas jaquetas de couro e as velhas calças jeans, pois o bom e velho Rock está voltando.


O recado é do DJ Tanck, famoso Disc Jockey paranaense e produtor de eventos. Segundo ele, a lendária equipe de som Sparks retomará as atividades em um grande evento previsto para os dias 09 e 10 de novembro. O local (especula-se Sociedade Primavera) será confirmado em breve. Serão duas noites de muito som, sendo a primeira dedicada exclusivamente ao Rock e a segunda com muito Flashback. A produção ficará por conta de Robinson Barbosa, membro original da Sparks Systems e irmão do saudoso DJ Reverson Barbosa, um dos idealizadores da coletânea Rock N Roll Project.

Quem tem mais de trinta anos poderá relembrar os velhos tempos do Rock nas noites curitibanas. Naquela época, as pessoas iam a clubes e sociedades para curtir e dançar o Rock  de maneira intensa.

A trilha sonora ficava por conta de DJ's e operadores que formavam equipes de som, verdadeiras organizações de sonorização. Algumas das equipes mais conhecidas e lembradas em Curitiba são S.O.S, Octopus, Pop Light Sound, Raick'sBig Power, Thundermug, Party Box, Star Life, Papanacius 3, Eccus Tape, Chimoke, Moustache, Shok Som Five, Phocus, Black Box, Impactus, Poluysom, Wonder Som Pop, Exportasom e Kilowatsom, além da própria Sparks.

Uma das marcas registradas desse período eram os duplex, famosos "paredões" formados por caixas de som e usados pelas equipes para sonorizações e disputas ensurdecedoras.

Portanto, fiquem ligados. 


E enquanto a galera não liga os amplificadores, aumente o volume e curta as montagens de som usadas da época (que graças ao YouTube estão disponíveis).
 



 

23 de setembro de 2012

POR ONDE ANDA? DEVO

Os norte-americanos do DEVO formaram um dos maiores fenômenos da história da música. Fundado na década de setenta por GERALD CASALE e MARK MOTHERSBAUGH, o grupo fez sua primeira apresentação em 1972.

Misturando Rock de sintetizadores e bateria eletrônica com humor inteligente e visual singular, a banda explodiu logo no primeiro disco, Q: Are We Not Men? A: We Are Devo! (1978). O lançamento incluía um cover de "Satisfaction", dos ROLLING STONES.

 
O terceiro album, Freedom of Choice (1980), trouxe a excelente "Whip It" ao sucesso. Já no topo, a banda lançou o disco Oh, No! It's Devo (1982) com a sensacional "That's Good". Por aqui, a faixa foi exaustivamente tocada nos bailes Rock da capital, sendo consequentemente incluída na idolatrada coletãnea Rock 'N' Roll Project.


Voltando ao DEVO, a banda declinou após 1984 (ano do lançamento do disco Shout). Os dois albuns seguintes - Total Devo (1988) e Smooth Noodle Maps (1990) - simplesmente não vingaram. Com problemas junto a gravadora Enigma e dando atenção a projetos paralelos e atividades extra-musicais (MARK tinha uma empresa de publicidade) o grupo parecia ter chegado ao fim da linha.

Mas após uma reunião e a participação no Festival Lolapalooza em 1996 os caras resolveram dar sequência ao projeto. Em 2010 lançaram o disco Something for Everybody, provando que  não perderam a mão para produzir bom material. As ótimas faixas "Don't Shoot (I'm Man)" e "What We Do" receberam dois videoclipes sensacionais (não deixe de conferí-los abaixo).
 

 
Atualmente, a banda segue em atividade (saiba mais no site oficial do grupo).

É como diz aquele ditado: DEVO, não nego e curto enquanto puder...lol

 

12 de setembro de 2012

SUZI QUATRO NÃO VEM

E a decepção do dia ficou por conta do cancelamento da apresentação da cantora SUZI QUATRO em Curitiba, anteriormente prevista para o próximo dia 22. A rainha do Glam Rock já havia adiado a data, originalmente marcada para 19 de maio, por conta de um acidente sofrido no desembarque de um avião na Ucrânia.

Imagem: Blog Velhidade

Segundo nota contida no Portal do Disk Ingressos "A apresentação da cantora Suzi Quatro, que estava marcada para o dia 22 de setembro, no Curitiba Master Hall, em Curitiba, foi cancelada por motivos de força maior sem previsão de agendamento para uma nova data.Os ingressos adquiridos serão devolvidos no mesmo ponto de venda onde foi efetuada a compra, a partir do próximo dia 14 de setembro a partir das 14horas, mediante a devolução do bilhete.  Informações:41-3315-0808. Pedimos desculpas a todos os fãs e ao público em geral". 

Apesar da alegação da nota, a página do fã-clube da cantora no Facebook (que mantém contato com a mesma) citou problemas com a produtora do evento e disse que a intenção é remarcar a apresentação por outra empresa, mas não para as mesmas datas.

E aí, o que vocês acham?


30 de agosto de 2012

E AÍ, QUEM VAI NO SHOW DO ROBERT PLANT?

No dia 27 de outubro Curitiba terá o previlégio de receber uma das maiores lendas do Rock and Roll, Sir ROBERT PLANT. O ex-vocalista do LED ZEPPELIN e do THE HONEYDRIPPERS fará única apresentação no Teatro Guaíra. Ele será acompanhado pela banda THE SENSACIONAL SPACE SHIFTERS. Os ingressos começam a ser vendidos hoje.

Mas a oportunidade ímpar de assistir a um dos ícones do Rock mundial pode ser barrada por um fator: o preço dos ingressos. A proporção entre o custo para se trazer um cara desse e o número de cadeiras disponíveis inflacionou o preço dos bilhetes. Resumindo: R$ 840 na platéia, R$ 640 no 1º Balcão e R$ 460 no 2º Balcão.

Excuse me, Sir Robert, mas a sabugada vai ser um pouco maior (Foto:91 Rock)

Os fãs mais abonados apenas franzirão a testa na hora de abrir a carteira. Aos demais, sugiro que conversem com os gerentes de suas contas bancárias. Dizem que as taxas de juros baixaram muito...

Nem me perguntem se eu vou. Se eu gastasse uma grana dessa num único ingresso acho que minha mulher me dava um "Meet and Greet" com o JOHN BONHAN. Se é que vocês me entendem...


16 de agosto de 2012

PERCEBEU A DIFERENÇA?

Excelente matéria publicada no Instituto Ciência Hoje do portal Universo Online no fim do mês passado. Vale a pena conferir:

Por Celio Yano

Pessoas mais velhas costumam dizer que já não se faz mais música como antigamente. Estudo realizado na Espanha e publicado na semana passada (26/7) na revista Scientific Reports dá certa razão a elas.

Após analisar quase meio milhão de músicas populares do Ocidente – com ajuda de um computador, é claro –, pesquisadores descobriram que, apesar de haver padrões que se repetem em canções compostas entre 1955 e 2010, algumas características mudaram ao longo desse período. A saber: o volume das gravações é cada vez maior, a variedade de passagens de acordes é mais restrita e a complexidade instrumental, menor.

Substituição do disco de vinil por suportes digitais como o CD pode ter contribuído 
para a tendência de volumes cada vez maiores das músicas. (foto: Roger Kirby/ Sxc.hu)
Para os autores do trabalho, essa descoberta sugere que nossa percepção sobre o que é novidade na música pode ser guiada pelas mudanças nessas características. Por outro lado, há aspectos que se mantêm inalterados em composições populares das últimas cinco décadas. O mais notável é o uso de acordes (conjunto de notas) – ré menor com sétima (Dmin7), por exemplo, aparece em canções atuais com a mesma frequência que nos anos 1960.

“Se em uma nova composição tudo mudasse, não conseguiríamos associá-la a música – seria talvez apenas um ruído”, diz o engenheiro espanhol Joan Serrà, do Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial, do Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha (IIIA-CSIC, na sigla em espanhol), um dos responsáveis pelo estudo.

“É preciso haver uma referência para os ouvintes basearem suas expectativas sobre o que está por vir; ao mesmo tempo, se eles souberem de antemão tudo o que vão ouvir, perderão o interesse pela música”, acrescenta. Para Serrà, a música é “um delicado balanço entre previsibilidade e surpresa”. A evolução musical ao longo da história refletiria essa receita.

Ajuda de computador

As informações sobre as canções foram obtidas do banco de dados Million Song Dataset, que, como o nome diz, reúne dados sobre um milhão de músicas populares contemporâneas. O estudo se baseou, mais precisamente, em 464.411 dessas gravações, todas com informações catalogadas sobre volume, frequência e timbre.

Gráficos mostram forma de onda de três diferentes gravações da música 'Black and White', de Michael Jackson: a primeira (acima), do álbum 'Dangerous' (1991); a segunda (no centro), de 'HIStory' (1995); e a terceira (abaixo), de 'The ultimate collection' (2007). Aumento progressivo do volume da música pode ser observado pela amplitude cada vez maior das ondas sonoras. (imagem: Song Yanbo/ Wikimedia Commons)
As músicas utilizadas na pesquisa pertencem a gêneros diversos, como rock, pop, hip hop, metal e eletrônico, e demorariam mais de três anos e três meses para serem ouvidas caso fossem executadas de forma contínua.

“Transformando uma grande quantidade de músicas em números que posteriormente são analisados por computador, podemos aprender muita coisa sobre as músicas que antigamente seria impossível notar”, explica Serrà. “Podemos compreender as canções de um modo que os ouvidos humanos não podem.”

Tendências

Uma das mudanças que vêm ocorrendo ao longo das últimas décadas que mais chama a atenção diz respeito ao volume das gravações, que é cada vez maior. Essa tendência já era aventada e tem até nome – loudness war (guerra do volume) –, mas até hoje não havia sido comprovada cientificamente.

A explicação é que as gravadoras procuram produzir discos com amplitude sempre mais elevada por considerar que uma canção com volume menor atrairá menos interesse do público. A atitude é criticada por fãs de música, porque, por outro lado, provoca distorções no áudio.

O fenômeno começou a ser mais bem observado nos anos 1980, com o advento do CD, que, diferentemente do disco de vinil e da fita cassete, armazena as gravações em formato digital. Nos meios analógicos, o aumento do volume não provoca grandes prejuízos à música, mas no suporte digital a gravação de sons com amplitude maior resulta em perda de qualidade.

Outra diferença observada pelos pesquisadores entre as canções antigas e as atuais é a variedade de passagens de acordes. “Por exemplo, em 1962, havia cinco possibilidades de transição a partir de Dmin7. Em 1999, só encontramos quatro.”

Finalmente, há uma mudança relacionada ao timbre (característica sonora que permite distinguir sons de mesma frequência produzidos por fontes diferentes). Segundo Serrà, as músicas estão mais ‘pobres’ em termos de variedade de instrumentos e técnicas de gravação, o que resulta em ‘texturas musicais’ mais simples. “A paleta timbral é mais estreita hoje do que há 50 anos.”

Para o pesquisador, as tendências descobertas objetivamente podem ser consideradas uma receita para se fazer uma música que soe como original. “Uma faixa antiga pode perfeitamente parecer moderna desde que se baseie em progressões harmônicas comuns e tenha a instrumentação alterada e o volume elevado”, diz.