24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL

O Blog Roqueiro Curitibano completou um ano em dezembro. E os resultados foram positivos.

Ficamos entre os 100 Blogs mais bem votados do Brasil na categoria música do Concurso Top Blog 2010. Nada mal. O mérito é da turma roqueira que creditou parte de seu precioso tempo para ler algumas coisa postadas aqui.

Por isso escrevo aqui para desejar a todos os seguidores e leitores do Blog um excelente natal. Saúde e paz acima de tudo.

Rock on!



8 de dezembro de 2010

PEDREIRA PAULO LEMINSKI, PARTE II

O movimento pela reabertura da Pedreira Paulo Leminski tomou maiores dimensões. Além do movimento encabeçado pelo vereador Jonny Stica para a reativação do local, a imprensa curitibana também bateu forte em cima do tema.

O Blog "A Pedreira é Nossa!" é um portal criado por um grupo de interessados diretos na reabertura do local. Fazem parte deste movimento empresários de eventos, estudantes, bandas locais, comerciantes da região e outros, além do parlamentar.
 

Para conhecer o Blog CLIQUE AQUI.

Para reforçar o movimento já existente, a imprensa local resolveu falar do assunto nas últimas semanas. Algumas notícias em portais da web e jornais televisivos mostram bem a situação da Pedreira. O Canal 12 mostrou uma matéria em duas partes na semana passada. Para assistir, CLIQUE AQUI e AQUI.

E para colocar tudo isso em prática acontecerá neste próximo domingo (12) um grande evento nas Ruínas de São Francisco, no Largo da Ordem. O espaço receberá cerca de uma dúzia de bandas locais que executarão músicas próprias e clássicos do Rock. Também haverá coleta de assinaturas dos interssados na reabertura da Pedreira Paulo Leminski.
 

Vamos todos fazer parte deste movimento. Ou então o único magrão cabeludo que participará de algum evento na Pedreira será o protagoniosta da Paixão de Cristo (risos).

2 de dezembro de 2010

O ENCONTRO DE LEMINSKI E McCARTNEY

Há 17 anos, mais precisamente em 05 de dezembro de 1993, um dos deuses do Rock and Roll se apresentava em Curitiba. PAUL McCARTNEY percorria algumas cidades brasileiras divulgando a New World Tour e pousou em nossa capital. Logicamente, o local escolhido foi a então ativa Pedreira Paulo Leminski. Local e som perfeitos.

A passagem de PAUL em Curitiba foi o mais próximo que a capital paranaense chegou dos BEATLES (até então). Um momento tão forte e singular que não haveriam palavras para descrever. E para que você possa lembrar - ou saber - como foi a TV Sinal Paraná disponibilizou no YouTube um pequeno documentário sobre aquele momento antológico.


Aprecie sem moderação.


11 de novembro de 2010

ROCK DE LUTO: JIM CLENCH

Faleceu no início deste mês (03) o baixista JIM CLENCH. Ele tinha 61 anos e lutava contra o câncer. JIM se destacou por fazer parte de duas das maiores bandas da história do Rock canadense: APRIL WINE e BACHMAN-TURNER OVERDRIVE.


Na primeira, participou de duas formações e gravou quatro discos entre 1972 e 1975. Chegou a assumir os vocais em músicas como "Oowatanite". No BTO, substituiu RANDY BACHMAN e participou de dois discos. No disco Rock and Roll Nights de 1979 assumiu os vocais na belíssima faixa "End of the Line". Também tocou como músico de estúdio no álbum de estréia do guitarrista BRIAN ADAMS.

Abaixo, um vídeo não oficial de JIM cantando a faixa "Oowatanite" com o APRIL WINE em 2003.

 
R.I.P, JIM.


28 de outubro de 2010

O FIM DO STEREOBELT JAPONÊS

Um dos maiores ícones da cultura tecnológica deixará de ser fabricado e vendido no Japão. Trata-se do Walkman, toca-fitas portátil consagrado mundialmente pela empresa Sony desde 1979.


Apesar do termo Walkman pertencer à empresa japonesa, a palavra virou sinônimo do produto assim como ocorre com o Cotonete (hastes flexíveis com pontas de algodão), com a Qui Boa (água sanitária) ou com o Bombril (esponja de aço).

Quem tem vinte anos de idade ou menos certamente não saberá mensurar o impacto da notícia, já que pegaram o bonde andando com os "mp4" e IPod's da vida prontos para ser consumidos. Além disso, os celulares fabricados recentemente suportam grande quantidade de música no formato "mp3". Mas quem é um pouco mais velho terá uma sensação de despedida.

Tive meu primeiro toca-fitas portátil com doze anos de idade. Lembro de levar o aparelho para a escola, escondido na mala e usá-lo durante o "recreio". Era muito legal poder fazer uma boa seleção musical em  fita cassete e mostrá-la aos colegas.

Meu primeiro portátil: Um toca-fitas da Frahm

E para quem pensa que a Sony inventou o todo poderoso Walkman uma informação: O toca-fitas portátil foi desenvolvido por um inventor brasileiro nascido na Alemanha (!). Estou falando do genial ANDREAS PAVEL. Muitos anos antes da "japonezada" comercializar o aparelho, ele ouvia a música "Push Push" em uma de suas viagens no seu protótipo batizado de Stereobelt. Aliás, o inventor ganhou um processo contra a Sony. Clique AQUI para entender toda essa história.

Esse é o cara: O Stereobelt

Embora a produção dos aparelhos para fita cassete tenha sido encerrada no Japão, o seu comercio seguirá em outras partes do mundo.

Quer um conselho? Nunca menospreze uma fita cassete.


20 de outubro de 2010

ALIVE AND WELL

Depois de quase um mês sem postar resolvi aparecer por aqui. Nas últimas semanas coisas bacanas rolaram por aí como o comentadíssimo show do SCORPIONS, o lançamento do novo disco do MOTOROCKER, a 19ª FEIRA DO VINIL e o milionésimo show do NAZARETH em Curitiba (risos).

Aliás, a feira estava muito boa e movimentadíssima. Além disso, o Blog esta classificado entre os 100 melhores do país no Concurso Top Blog 2010, na categoria MÚSICA. Agradeço a quem votou e àqueles que venham a votar.

Nas próximas semanas postarei mais algumas velhas novidades e notícias sobre velhas coisas.


27 de setembro de 2010

A RAINHA DO GLAM AINDA DÁ NO COURO

Há pouco mais de duas semanas a Rádio BBC de Londres realizou um evento para homenagear ELVIS PRESLEY, que estaria (ou está?) completando 75 anos de idade. Grandes nomes da música participaram do tributo executando clássico do Rei do Rock. E quem deu as caras por lá foi a rainha do Glam Rock, SUZI QUATRO.


E ela não passou em branco: Mesmo com seus sessenta anos, vestiu um macacão de couro "apertadaço" em homenagem ao Rei e executou clássicos como "Johnnie B. Good" e "All Shook Up".
 
Olha, tem um zíper alí atrás...

A voz dela pode não soar como nos velhos discos, mas ainda sim é a verdadeira Rainha do Glam Rock mandando muito bem.

Rock On, Suzie!


FEIRA DO VINIL EM CURITIBA

E no próximo feriado (12 de outubro) teremos mais uma FEIRA DA MÚSICA - CD/VINIL/VÍDEO em Curitiba. Será a décima-nona edição.
  

O evento vem sendo realizado há cerca de dez anos e se tornou um dos lances mais cool da cidade, oferecendo uma infinidades de opções em LP, CD, VHS, DVD e K-7, além de outros itens. Será possível adquirir discotecas básicas e raridades do Rock, Metal, MPB e "et ceteras". Também será possível realizar trocas e vendas.
 
O clima do evento é bastante agradável, reunindo variadas tribos e vendedores de vários estados do Brasil, alguns dos quais já se tornaram tradicionais. A Feira será realizada no Hotel Granville, que recebeu quase todas as edições do evento. O espaço fica na Rua Saldanha Marinho, na esquina com a Rua Clotário Portugal, região central da capital.
Portanto, se você mora ou está em Curitiba, não deixe de prestigiar.


24 de setembro de 2010

SHOWS INESQUECÍVEIS: PETER FRAMPTON - TEATRO GUAIRA, CURITIBA - 16/09/2010

Poucas palavras podem definir a apresentação de PETER FRAMPTON na terra das araucárias. Eu escolhi uma: Antológica.
                        

A divulgação para o show e as vendas de ingresso começaram no dia 23 de agosto. A mídia pouco explorou a vinda de FRAMPTON, que veio divulgar seu novo disco chamado Thank You Mr. Churchill. Além dos roqueiros curitibanos de plantão, o público ficou mais caracterizado pelos quarentões e cinqüentões presentes. O fato de o guitarrista ter conquistado um Grammy em 2007 com o album instrumental Fingerprints também atraiu o "Jet Set" curitibano (eca). Tanto que no espaço anexo as bilheterias ocorreu evento de uma empresa automobilística francesa, regado a muito espumante.
                
Aos poucos uma fila foi se formando na entrada do Guairão. As portas foram abertas às oito e vinte. No Hall de entrada era possível tirar fotos com um display de FRAMPTON em tamanho natural. Também foi possível comprar CD’s (O novo Thank You Mr. Churchil por R$ 20 e o duplo Frampton Comes Alive por R$ 50) além de fotos originalmente autografadas pelo guitarrista (não eram prints).
                     

Com pouco atraso, o espetáculo começa com “Four Day Creep”, clássico do HUMBLE PIE (primeira banda de FRAMPTON) cantado pelo tecladista e guitarrista ROB ATHUR. Em seguida, vieram os clássicos “It’s a Plain Shame” e “Show Me the Way” com a sensacional Talk Box (equipamento usado para refletir o som da guitarra nos vocais). Esta música foi executada em uma versão mais embalada e surpreendeu bastante o público.
                               
PETER brincou bastante com os curitibanos. Tossiu propositadamente com o gelo seco que tomava conta do palco e gesticulou como se não pudesse enxergar a platéia. Depois perguntou se alguém ali falava inglês (se mostrou aliviado quando obteve a resposta desejada). Em seguida fez a propaganda do novo disco, demonstrando um exemplar do vinil duplo (o qual foi motivo de cobiça da galera). Mais adiante foi a vez do guitarrista mostrar seu brilhantismo com músicas instrumentais do disco Fingerprints, as quais foram tocadas com extrema naturalidade.
                
                 
A qualidade da banda que acompanha o guitarrista é indiscutível. JOHN REGAN, companheiro de FRAMPTON há mais de duas décadas, mostrou porque pode ser considerado um dos melhores baixistas do mundo. Aliás REGAN arremessou as únicas palhetas a que o público teve direito (talvez duas ou três). O baterista DAN WOJCIECHOWSKI foi impecável. O guitarrista ROB ARTHUR foi ótimo nos teclados e ainda fez um excelente acompanhamento no violão durante outras músicas. Enquanto isso, ADAM LESTER mandou muito bem nas seis cordas.
                      
A banda seguiu com a recente “Vaudeville Nanna and the Banjolele”, música do novo disco que havia saído do setlist em outros shows da tour. ADAM LESTER acompanhou FRAMPTON em um “cavaquinho”. Logo depois veio o espetacular cover de “Black Hole Sun”, clássico do SOUNDGARDEN.
                 

Muito tímida no início, a platéia respondeu bem ao guitarrista no decorrer da apresentação. Eram muitos os gritos de “Lindo”, “Gostoso” e “Miau” (!). Até mesmo um imitador do capitão caverna esteve presente (o qual foi motivo de piadas). A primeira fila exibia cartazes com a frase “Thank You Mr. Frampton”, um ótimo trocadilho com o título do mais novo lançamento.
                       
Após a balada “Baby I Love your Way” veio “(I’ll Give You) Money”. Foi o momento do show onde se percebeu definitivamente a qualidade acústica do local. Valeu o ingresso! Em seguida FRAMPTON executou o hino “Do You Feel Like We Do” onde brincou com o público em sua Talk Box. Ao final da música, a banda agradeceu e se retirou. A galera não deixou por menos e ecoou o nome do guitarrista nas dependências do teatro.
            

Para o bis, o guitarrista executou “Breaking All the Rules”, uma de suas músicas mais esperadas. O público simplesmente foi ao delírio. Para quem não sabe, essa faixa foi tema dos comerciais dos cigarros Hollywood (o sucesso) nos anos oitenta e marcou uma geração de roqueiros. Aliás, o papelão da noite ocorreu no início dessa música, quando uma jovem senhora invadiu o palco para agarrar PETER FRAMPTON. Os seguranças agiram rapidamente e a maluca empolgada fã foi contida a tempo. 
            
E, pra encerrar, o clássico dos BEATLES “While My Guitar Gently Weeps”. Certamente essa será uma das noites mais lembradas por todos os presentes.

Para mim, a realização de um sonho. Afinal, foi uma de minhas primeiras influências musicais.
         
Thank You, Mr. Frampton!
                    

PETER FRAMPTON:
PETER FRAMPTON – Guitarra, Voz e Talk Box;
JOHN REGAN – Baixo e Teclados;
ADAM LESTER – Guitarra e “Cavaquinho”;
ROB ARTHUR – Violão, Guitarra, Teclados e Voz;
DON WOJCIECHOWSKI – Bateria.

MÚSICAS:
Four Day Creep
It’s a Plain Shame
Show me the Way
Lines on my Face
Restraint
Float
Boot it up
Double Nickels
I Wanna Go to the Sun
Off The Hook
All I Wanna Be (is by your side)
Vaudeville Nanna and the Banjolele
Black Hole Sun
Nassau / Baby, I Love your Way
(I’ll give you) Money
Do You Feel Like We Do

Breaking All the Rules
While My Guitar Gently Weeps


15 de setembro de 2010

NOVOS HINOS PARA A MALÁRIA

Daqui a um mês a cidade de Curitiba conhecerá os novos hinos criados para a louca malária do Rock.

No dia 15 de Outubro será lançado oficialmente Rock na Veia, o mais novo album da banda curitibana MOTOROCKER. O show de divulgação do disco será realizado no Moinho Eventos (antigo Moinho São Roque e Hellooch). O horário previsto para a abertura da casa é 21 horas.

O MOTOROCKER é uma das maiores bandas que surgiram na América do Sul nos últimos tempos. O projeto iniciou nos anos noventa, focando exclusivamente a execução de covers da banda australiana AC/DC. Em 1996, em sua turnê de divulgação do disco Ballbreaker, os integrantes do AC/DC conferiram o som dos curitibanos e ficaram impressionados, declarando ser o MOTOROCKER seu melhor tributo.

Não bastassem as performances primorosas, as  composições começaram a surgir e o resultado foi o álbum Igreja Universal do Reino do Rock (2006). Os destaques ficam por conta do hino "Salve a Malária" e da antológica "Blues do Satanás", além da música-título. O disco traz inclusive um  cover de "Back In Black". Os direitos para a utilização da música foram concedidos diretamente por ANGUS YOUNG e Cia.

Posteriormente a banda lançou os singles "Vamo, Vamo" e "Bem Estar". Desde então MARCELUS (voz), LUCIANO PICO (guitarra), THOMAS JEFFERSON (guitarra), SILVIO KRUGER (baixo) e JUAN NETO (bateria) vem realizando um número alucinante de shows, levando o melhor do Rock a diversos estados do Brasil.

Mas o que é bom pode ficar melhor: Os primeiros 100 (cem)  ingressos para o show de outubro acompanharão um exemplar do novo CD!


Portanto, seu malária, vê se tira o dedo do nariz e compra logo o seu...(risos)

6 de setembro de 2010

TRÊS MESES DE PURO ROCK EM CURITIBA

Se há um bom tempo os "megashows" não passam por Curitiba (pela falta de grandes espaços ou a não utilização dos vários estádios de futebol da capital) outros espetáculos vão presentear os roqueiros curitibanos. De setembro a novembro alguns shows farão o trimestre valer a pena. 

Confira quem vem:

16 DE SETEMBRO - PETER FRAMPTON - TEATRO GUAIRA

Conforme já anunciado neste Blog, um dos maiores "Guitar Heroes" da história do Rock fará uma apresentação antológica no Teatro Guaíra.

Com uma banda reformulada, porém contando com seu eterno companheiro JOHN REGAN (pra mim um dos melhores baixistas do mundo) FRAMPTON tocará pela primeira vez na capital paranaense.

A promessa é de muitos clássicos e várias novas canções. Provavelmente o guitarrista toque um dos maiores clássicos do Rock para os Brasileiros: A segunda versão de "Breaking All The Rules" (Sim, esta música tem uma primeira versão).

Para informações e ingressos clique AQUI.


21 DE SETEMBRO - SCORPIONS - ARENA EXPOTRADE

Apesar de o show estar marcado para Pinhais (conforme já publicado neste Blog) o acesso à Arena Expotrade é rápido (de carro ou ônibus).

Uma das maiores lendas do Hard Rock promete suar e fazer um grande show em sua turnê de despedida.

Certeza da execução de grande clássicos como "Rock You Like a Hurricane", "No One Like You", "Wind of Change" e a matadeira "Still Loving You".

Para informações e ingressos, clique AQUI


22 DE OUTUBRO - NAZARETH - MOINHO EVENTOS

Sim, eles estão de volta a Curitiba. Aliás, o site oficial da banda anunciou dez (!) apresentações no Brasil, incluíndo cidades como Pato Branco e Guarapuava (a polacada vai chacoalhar legal) e deixando de lado cidades como Rio de Janeiro (acho que eles não curtem o sotaque).

Será a quinta apresentação dos galegos em nossa capital, que em 2006 recebeu a gravação do DVD oficial "Live In Curitiba" e em 2008 trouxe ao público as canções do mais recente disco da banda, The Newz.

Conforme publicação, o show será no Moinho Eventos (antigo Moinho São Roque e Hellooch) local onde foi gravado o DVD supracitado.

Dizem que muito em breve o NAZARETH estará voltando pra cá e abrindo shows para o MOTOROCKER.


13 DE NOVEMBRO - CREEDENCE CLEARWATER REVISITED - CURITIBA MASTER HALL

Dez anos depois de uma belíssima apresentação, a qual teve direito a STU COOK vestindo uma camisa do Atlético, o CREEDENCE volta a Curitiba.

O REVISITED é uma "segunda versão" do CREEDENCE CLEAWATER REVIVAL, que além de COOK traz DOUG CLIFFORD como o segundo integrante da formação original.

 Muitos criticam a atuação do line-up sem a presença do vocalista JOHN FOGERTY. Concordo que JOHN é a verdadeira e única voz do CREEDENCE clássico, mas deixar de um curtir um show desses por conta disso é muita burrice.

O show será na Master Hall, como da última vez. Certamente os norte-americanos tocarão "Born on the Bayou", "Suzie Q" e "Have You Ever Seen the Rain", clássico absoluto.


26 DE NOVEMBRO - TWISTED SISTER - CURITIBA MASTER HALL

Um dos maiores nomes do Hard Rock norte-americano estará pela primeira vez em Curitiba.

O TWISTED SISTER marcou a vida de uma geração de roqueiros, com hits grudentos e visual colorido, se tornando o maior ícone do Glam Rock dos anos 80.

Em 2009 a banda passou pelo Brasil e Curitiba lamentavelmente ficou de fora. Parece que o erro foi corrigido. O show será na Master Hall, onde dará até pra puxar a peruca de DEE SNIDER. Clássicos como "I Wanna Rock", "The Kids are Back" e "We're Not Gonna Take It" não faltarão no setlist.


Bom, agora é só escolher e garantir oS seuS lugarES o quanto antes.


 

DAS CINZAS AO VINIL

Se você vive reclamando que ninguém te escuta seu problema tem uma solução definitiva. Só que custa um pouco caro: A sua vida e mais uns R$ 5.343,00.
 

A proposta da empresa britânica Andvinyly aos interessados é misturar suas cinzas mortais em um disco de vinil real, que pode conter uma mensagem, um testamento ou suas músicas preferidas. Aliás, a empresa oferece também o serviço de escrever e gravar uma música ao seu respeito.

O pacote básico inclui 30 cópias com selo personalizado e 12 minutos de duração em cada lado. Existe também a opção de transformar partes do corpo em vinil, em tiragem menor (!). O website da empresa oferece vários produtos como posters e camisetas para divulgar seus serviços.

Comentei sobre a possibilidade com minha esposa pra ver se de repente ela aceitava. Ela disse que, se pouca gente me aguenta falando em vida, depois de morto ninguém vai querer. É, acho que não vai rolar.


31 de agosto de 2010

SHOW DO SCORPIONS NAO SERÁ EM CURITIBA

A Prime Eventos, responsável pelo show do SCORPIONS em Curitiba, anunciou a alteração do local de realização do evento. Conforme nota, ao invés de tocar na Arena da Baixada os alemães se apresentarão na chamada Arena Expotrade, localizada em Pinhais (região metropolitana da capital).

O texto publicado justica que "a mudança foi feita devido a Comissão de Análise dos Grandes Eventos ter julgado o local inadequado para a realização de grandes eventos sem dar satisfações plausíveis. Todos os processos nos órgãos competentes para a liberação do evento estavam devidamente em trâmite. Infelizmente por esse motivo (SIC), mais uma vez o centro de Curitiba terá que ficar fora da rota dos grandes shows".

O primeiro anúncio sobre o show em Curitiba deu a entender que o show seria realizado dentro do Estádio, utilizando o gramado e as arquibancadas. Logo em seguida foi publicado em um jornal que o show aconteceria "em um espaço anexo ao estádio Joaquim Américo e não no campo e arquibancadas do estádio". Tratava-se do estacionamento da Arena, um local amplo, mas que nunca havia sido testado neste tipo de evento. Agora, o evento será em um município vizinho.

O fato de não terem cancelado a apresentação (pelo menos por enquanto) pode ser comemorado. Em 2003, Curitiba perdeu um excelente festival de Rock de maneira semelhante: O Kaiser Music Festival, com as bandas SEPULTURA, THE HELLACOPTERS e DEEP PURPLE seria realizado na Pedreira Paulo Leminski. Um laudo do Corpo de Bombeiros impediu a realização do show naquele local. Então os organizadores optaram pelo Expotrade, local previsto para o show do SCORPIONS.

Porém uma Liminar Judicial baseada em novo laudo dos Bombeiros foi emitida poucas horas antes do show, impedindo qualquer recurso legal ou possibilidade de correção estrutural. Uma das alegações seria o número insuficiente de saídas de emergência.

Segundo reportagem da época, cerca de nove mil pessoas já tinham comprado seus ingressos. Aliás, quando a decisão veio a público já havia um grande fila de roqueiros no local.
 
Veja duas Kaiser e uma saída de emergência, por favor...

E sete anos depois a novela se repete: Insatisfação, burocracia e mudança de município.

É esperar pra ver...ou não...


Quer acompanhar outros posts do Roqueiro Curitbano sobre a dificuldade para a realização de determinados shows em Curitiba? Clique AQUI e AQUI.

24 de agosto de 2010

PETER FRAMPTON EM CURITIBA

Ontem pela manhã eu realizava uma atividade doméstica (não, minha mulher não mandou eu lavar a louça...) quando ouví em uma das rádios "rock" uma vinheta anunciando a vinda de PETER FRAMPTON ao Brasil.
 
 
Imaginando que a chamada ofereceria excursões e ingressos para shows em São Paulo e no Rio de Janeiro, ignorei o anúncio e continuei com meus afazeres. Mas logo em seguida ouço a mesma vinheta anunciar "Dia 16 de setembro, no Teatro Guaíra". Imediatamente soltei um sonoro "Puta que pariu!" e corri para a internet.

O anúncio foi rápido e ontem foi o primeiro dia de vendas de ingressos. Ainda nas primeiras horas do dia vários ingressos já haviam sido vendidos, mesmo com preço salgados. 

Assistir a um dos maiores guitarristas de todos os tempos, o qual recentemente foi premiado com um Grammy e tem o álbum ao vivo mais vendido da história da música nas dependências do Teatro Guaíra vai ser simplesmente um tesão. Quem assistiu ao show do ALICE COOPER no mesmo local em 2007 sabe do que estou falando.

Portanto, se você curte FRAMPTON, CORRA!


22 de agosto de 2010

REVISTA CLASSIC ROCK TRAZ MINI ALBUM DE BACHMAN E TURNER

A edição da Revista Classic Rock Magazine do mês de agosto traz várias matérias interessantes e novidade do mundo do verdadeiro Rock and Roll.
 
 
Mas neste caso a cereja é melhor do que o bolo, já que a publicação traz neste mês um CD com oito faixas chamado Forged in Rock. Trata-se de uma prévia oficial do novo disco da dupla canadense BACHMAN and TURNER, previsto para sair em setembro.
 
Além de quatro faixas inéditas (que estarão no novo disco) o CD ainda traz quatro regravações de clássicos do BACHMAN-TURNER OVERDRIVE que não farão parte do novo álbum. Isso torna a bolachinha digital ainda mais exclusiva.

Sobre as músicas, fico feliz em dizer que o bom e velho Rock 'N Roll está extremamente bem representado.

Ao ouvir a faixa "Rollin' Along" senti algo circulando em minhas veias como há muito não acontecia. Essa é para ouvir dirigindo. Mas não tão rápido.

A segunda faixa é uma regravação de "Let It Ride" totalmente fiel à original. Muito boa.

A música seguinte é a nova "Slave To The Rhythm", primeira faixa do CD com RANDY no vocal. É mais rápida e coletiva, com uma batida muito bacana.

Na música "Find Some Love" achei que tinha selecionado alguma faixa do LED ZEPPELIN, mas logo ouvi RANDY  executando um vocal muito bem mixado.

A quinta faixa é "Takin' Care of Businness". Boa regravação deste clássico sensacional que influenciou até o estilo de ELVIS PRESLEY. Duvida? Então pesquise.

Na sequência temos a encorpada "Moonlight Rider", meio Rock e meio Blues. Um clássico dos anos setenta em pleno século XXI.

A faixa seguinte é "Rock is my Life", originalmente gravada no álbum Not Fragile (1974) com o nome "Rock is my Life (and This is my Song)". Para mim é um hino. Ficou excelente.

O CD termina com uma versão eletrônica da canção "You Ain't Seen Nothin' Yet". A maioria dos roqueiros não esperaria por esta versão moderna.

Mesmo com o novo álbum saindo no próximo mês, o mini album publicado na revista tem faixas exclusivas e provavelmente se torne um raro item no futuro.
Se você tiver a oportunidade de adquirir este material, não perca a chance.

 

19 de agosto de 2010

ROQUEIRO CURITIBANO NO TOP BLOG 2010

Dias atrás recebi um e-mail sobre a indicação do Blog Roqueiro Curitibano para concorrer ao Prêmio TOP BLOG 2010. 

  
Mesmo sabendo que o Blog foi convidado em segunda chamada fiz a inscrição. E agora conto com os votos dos fiéis roqueiros que acompanham esta humilde publicação.

Para votar é simples: Basta clicar no BANNER LOCALIZADO NO CANTO ALTO DIREITO DA PAGINA, colocar seu nome, seu e-mail e votar. Depois, você deve apenas confirmar seu voto pelo e-mail que o TOP BLOG encaminhará para você!

Desde já agradeço!

9 de agosto de 2010

SHAKIN' STEVENS É LEVADO AO HOSPITAL POR EXAUSTÃO

SHAKIN' STEVENS, um dos maiores nomes da música dos anos oitenta, foi hospitalizado há alguns dias na cidade de Windsor, na Inglaterra. O motivo foi um desmaio sofrido pelo artista enquanto estava em casa.

Foto: Daily Mail

O cantor Galês, de nome real MICHAEL BARRATT, está com 62 anos e vive um momento de pressão na sua carreira. O artista estará comemorando 30 anos de carreira solo em outubro e sentiu o peso de gravar um novo disco para a data. Porém, tal lançamento pode ser adiado para fevereiro de 2011.

SHAKY, como é mais conhecido pelos fãs, tem uma carreira de enorme sucesso. Começou a fazer sucesso com o grupo SHAKIN STEVENS AND THE SUNSETS. Em 1980 estourou com o hit "Hot Dog" em carreira solo e logo alcançou as paradas. Aliás, ele é um dos intérpretes que mais colocou faixas nas paradas do Reino Unido em todos os tempos. No Brasil, fez muito sucesso com as músicas "You Drive Me Crazy" e "Give Me Your Heart Tonight".

STEVENS vinha realizando uma série de apresentações nos últimos meses e algumas datas deverão ser alteradas. A apresentação do artista no Big Hull's Party In The Park prevista para 04 de setembro foi suspensa. Neste evento, o cantor RICK ASTLEY substituirá SHAKY.


1 de agosto de 2010

MEMBROS ORIGINAIS DO KISS EM ENTREVISTAS ÁCIDAS

Recentemente o ex-baterista do KISS, PETER CRISS, concedeu entrevista para o site KISSFAQ.COM. No mesmo período foi a vez do guitarrista e vocalista PAUL STANLEY falar com a revista SPIN a respeito da banda. Enquanto um não poupou críticas o outro elogiou demasiadamente o atual momento dos mascarados.

Confira neste post as duas entrevistas (publicadas no site Whiplash.net):

ENTREVISTA DE PETER CRISS PARA O KISSFAQ
 
 
O KISSFAQ gostaria de agradecer a Peter por tomar seu tempo lendo esse questionário e mais ainda por respondê-lo! Também gostaríamos de agradecer a Gigi Criss por toda sua ajuda!
 
KISSFAQ: Peter, você é um sobrevivente do câncer. Parabéns! Você poderia nos dizer como descobriu que tinha câncer?
 
Peter Criss: É uma longa, longa história. A imprensa fez muito alarde.
 
KISSFAQ: Qual foi sua reação ao descobrir que era câncer de mama?
 
Peter Criss: "Puta merda!"
 
KISSFAQ: Quanto tempo durou o tratamento? Artigos na impressa mencionaram cirurgia, você precisou de quimioterapia?
 
Peter Criss: Não, porra nenhuma, graças a Deus!
 
KISSFAQ: O câncer recebeu grande atenção da imprensa. O que você acha da cobertura dada?
 
Peter Criss: Muito boa, mas precisamos de mais.
 
KISSFAQ: A CNN mencionou que sua esposa também lutava contra um tipo de câncer. Esperamos que ela também esteja bem.
 
Peter Criss: Obrigado, ela está.
 
KISSFAQ: O câncer também afetou Eric Carr. Recentemente, Ronnie James Dio foi diagnosticado e está em tratamento (Nota: a entrevista foi realizada antes do seu falecimento). Você acha que as estrelas do rock, como muitos dos anos 70 e 80, devem usar sua publicidade para aumentar a conscientização?
 
Peter Criss: Sim.
 
KISSFAQ: A impressa noticiou que você descobriu o câncer em 2007. Esse foi o ano em que lançou seu álbum solo, "One for All". Isso alterou os planos de publicidade em torno do lançamento do disco?
 
Peter Criss: Eu descobri depois de "One for All".
 
KISSFAQ: Em retrospecto, o que você sentiu em relação ao disco?
 
Peter Criss: Eu fiquei muito orgulhoso dele. Um grande trabalho!
 
KISSFAQ: É evidente que você colocou muito coração e esforço neste álbum, você tem uma música favorita?
 
Peter Criss: "Last Night", "Hope", "Send in The Clowns".
 
KISSFAQ: Considerando o Kiss, eu sempre amei a idéia de fazer um cover de "Send in The Clowns", por isso fiquei emocionado quando você fez (obrigado!). O que o levou a fazer essa cover?
 
Peter Criss: Deixar a banda.
 
KISSFAQ: É verdade que "Hope" foi rejeitada no álbum "Psycho Circus"?
 
Peter Criss: Sim.
 
KISSFAQ: Houve outro material que você enviou e que foi rejeitado no disco "Psycho Circus"?
 
Peter Criss: Tommy e eu escrevemos uma música para este álbum.
 
KISSFAQ: Em suma, o que "Psycho Circus" significa pra você já que é de conhecimento comum o fiasco que esse álbum foi)?
 
Peter Criss: Um fiasco!
 
KISSFAQ: Eu amo o sentimento de "Faces in The Crowd". Qual a sua impressão de estar lá em cima atrás de sua bateria olhando para a multidão? Somando-se todas as emoções.
 
Peter Criss: O homem mais sortudo do mundo. Abençoado!
 
KISSFAQ: Você está gravando novamente com Mike McLaughlin, como fez para o "One For All". Você manteve contato com ele após a reunião e o que o levou a unir-se musicalmente com ele depois que você deixou o Kiss?
 
Peter Criss: Sempre estive em contato com Angel, amo seu jeito de tocar; nós trabalhamos bem juntos.
 
KISSFAQ: E quanto aos ex-membros da CRISS? Você manteve contato com algum deles?
 
Peter Criss: Mark Montague.
 
KISSFAQ: Voltando a CRISS, nós perdemos Mark St. John em 2007. Como você se prendia em sua música?
 
Peter Criss: Estará em meu livro!
 
KISSFAQ: Como resumiria Mark?
 
Peter Criss: Estará em meu livro!
 
KISSFAQ: Algum plano de liberar o excelente cover que você fez de Lee Michaels, "Do Ya Know What I Mean?" (É um dos meus demos favoritos).
 
Peter Criss: Obrigado, mas não.
 
KISSFAQ: Falando em guitarristas do Kiss, houve boatos que no fim dos anos 80 você tinha escrito com Vinnie Vincent. Alguma verdade nisso?
 
Peter Criss: Sim, nós escrevemos. Eu gosto muito dele. Ele é um cara muito talentoso.
 
KISSFAQ: Voltando ao "Angel", ele e Mark tiveram um projeto, "One of a Kind", que contou com várias canções da CRISS, como "Golden Arm", "U Gotta Know" e "The Shooter/My Reality". O que você pode nos dizer sobre essas canções, a última que contou com uma performance ao vivo da CRISS?
 
Peter Criss: Eu escrevi essas canções há muito tempo com Mark Montague. Eu não tive nada a ver com seu CD.
 
KISSFAQ: Há registros ASCAP para canções como "Bohemia", "Cat Nap" e "Crossroads". Você tem planos para esses materiais?
 
Peter Criss: Futuro.
 
KISSFAQ: Richie Scarlet informou em setembro do ano passado que ele tem 10 músicas com você, como baixista, para um álbum de rock. Quais são seus planos atuais para lançamento de qualquer álbum?
 
Peter Criss: Muito em breve?
 
KISSFAQ: Como você descreve o material?
 
Peter Criss: Novo pra mim.
 
KISSFAQ: Qual foi sua abordagem em relação às letras?
 
Peter Criss: Trabalho duro, música depois palavras.
 
KISSFAQ: Você usou um produtor ou foi auto-produzido?
 
Peter Criss: Auto-produzido.
 
KISSFAQ: Richie mencionou que Angel estava envolvido. Você já trabalhou sozinho no projeto?
 
Peter Criss: NÃO.
 
KISSFAQ: Falando em projetos, você gravou "Space Ace" para seu álbum de 2007. Você já ouviu o novo álbum do Ace, em caso afirmativo quais seus pensamentos?
 
Peter Criss: Eu gosto de algumas (músicas) dele.
 
KISSFAQ: Estamos há quase 10 anos desde que Eric Singer usou pela primeira vez sua maquiagem. Como a passagem do tempo afeta os sentimentos por algo que você criou e que ficou famosa?
 
Peter Criss: No livro!
 
KISSFAQ: Independente do seu não-envolvimento, como você se sente sobre o Kiss continuar há quase 38 anos desde que você começou a se envolver com Gene e Paul?
 
Peter Criss: Bom para o Gene e Paul.
 
KISSFAQ: Há certa confusão sobre quando você e Ace se juntaram a Gene e Paul. Você se lembra quando a reunião no Eletric Lady aconteceu, e há alguma verdade que Gene e Paul estavam fazendo uma gravação com Lyn Christopher?
 
Peter Criss: No meu livro e em tantos outros.
 
KISSFAQ: Em algum momento o Kiss terá seu "fim". Como você gostaria de ver o fim da banda e gostaria de estar incluso junto com Ace, talvez como um especial dos shows originais?
 
Peter Criss: A banda Kiss encerrou com Ace e eu parei de jogar com eles.
 
KISSFAQ: Que música faz/fez você se realizar mais, e por quê?
 
Peter Criss: "Beth".
 
KISSFAQ: Existem músicas que você não gostou do desempenho?
 
Peter Criss: "I Was Made For Lovin' You".
 
KISSFAQ: Seu álbum solo de 1978 é frequentemente negligenciado, ou simplesmente não apreciado por ser diferente do que o Kiss estava lançando na época. O que o levou a usar outro som em seu álbum?
 
Peter Criss: Em meu livro.
 
KISSFAQ: Conte-nos sobre o deslumbrante "I Can't Stop The Rain".
 
Peter Criss: Uma das minhas músicas favoritas. Sean Delaney escreveu pra mim.



ENTREVISTA DE PAUL STANLEY PARA A REVISTA SPIN
 
 
Spin: O que os fãs do Kiss verão nessa turnê que não tenham visto antes?
 
Paul Stanley: Tem mais pirotecnia. O palco todo, em sua essência, é uma tela de video, todos os amplificadores tornam-se telas de vídeo e também existe uma maciça estrutura de telas de video atrás de nós. As projeções são fenomenais. Tem uma parte do show em que Eric (Singer) e Tommy (Thayer) fazem um grande duelo musical. Estamos usando a tecnologia para fazer uma arma maior e melhor.
 
Spin: Uma arma do amor (Love Gun).
 
Paul Stanley: (Risos) É uma arma que é melhor do que ter uns caras dançando em volta tentando montar uns nos outros enquanto alguém dubla.
 
Spin: Você está no palco com fogos de artificio estourando às suas costas por 35 anos. O que o mantém atual?
 
Paul Stanley: A primeira ordem é agradar a nós mesmos. Estamos mudando as coisas pelos fãs? Estamos mudando as coisas por nós. Você deve ter em mente que começamos tudo querendo ser a banda que nunca vimos. Essa continua a ser a filosofia. Nós queríamos fazer o melhor show possível por nós. Eu quero que a banda viva ao máximo tudo que ela possa ser. Então esta turnê, que é uma continuação da Sonic 'Boom Over Europe tour', é de longe o melhor e maior show que já fizemos. Eu acho isso. Os fãs acham isso. E os críticos, felizmente, também acham.
 
Spin: Qual sua parte preferida do show?
 
Paul Stanley: Voar por cima do público sempre é legal. A entrada do show é espetacular. É heróico e vibrante. Sutileza não combina com nosso nome. Se você acha que vai gastar seu dinheiro suado para ver um cara com um violão sentado num tapete cantando algo sobre salvar as baleias, você está no show errado.
 
Spin: Quanto tempo vocês gastam pensando em todos os elementos teatrais do show em contrapartida à música.
 
Paul Stanley: Nós gastamos todo o final de semana passado apenas ensaiando as músicas. Qualquer um com dinheiro pode montar um show como o Kiss, mas não podem ser o Kiss. Depois que toda a fumaça, os fogos e as luzes se forem, é bom que você tenha boa música, ou não será o suficiente.
 
Spin: Sou um grande fã do seu bate-papo com o público nos palcos. Você sabe que existe uma coletânea chamada "Let Me Get This Off My Chest", onde alguém juntou um monte de coisas que você diz entre as músicas?
 
Paul Stanley: Sim, eu sei disso. Não sou um presunto, sou o porco inteiro.
 
Spin: Você planeja essa conversa com o público?
 
Paul Stanley: Não. As coisas que eu falo se tornam parte do show? Claro. Apenas ir lá e improvisar todas as noites significa que você tem as mesmas chances de cair de bunda quanto de vencer a corrida. Estamos garantindo que você receba o que esperava. Então, o papo com o público se torna parte do show? Claro. Estou sempre empurrando os limites e tentando achar outras coisas pra falar, mas sejamos honestos, uma jóia na noite passada, ainda é uma jóia esta noite.
 
Spin: Mas o tom de sua voz quando conversa com público é fantástico. É como uma mistura do sotaque de Nova York com uma fala Black Jive (nome dado a maneira de falar comum entre os musicos de jazz posteriormente incorporada pelos hippies) e coisas meio drag queen.
 
Paul Stanley: É uma confusão. É engraçado pois Eric estava escutando algumas de minhas conversas com o público, e ele diz que soa como James Brown. Um pouco disso está lá com certeza. Um pastor evangélico está lá. Um comentarista de esporte está lá. E também há um motorista de táxi de Nova York, que eu já fui.
 
Spin: Você dirigiu um táxi?
 
Paul Stanley: Oh sim. Eu me lembro de levar pessoas para ver Elvis no Madson Square Garden pensando, 'Um dia pessoas vão ser deixadas de taxi para me ver'. Então sim, a conversa do público não vem de um personagem criado. É um monte de elementos diferentes de quem eu sou e de quem eu vi. Eu vi Otis Redding no palco. Eu vi Led Zeppelin. Eu vi Buddy Guy e John Lee Hooker. Se havia música lá fora, eu vi. Se eu absorvi tudo? Pode apostar. E tem um monte de gente neste momento aí fora fazendo música com o que absorveu do que fazemos.
 
Spin: De certa forma, eu pergunto se o legado do Kiss ultimamente não tem mais a ver com negócios do que música. Vocês sempre pensaram além a respeito de coisas como branding e merchandising.
 
Paul Stanley: Orgulhosamente sim. O lado de negócios da banda é algo que outras bandas não podem fazer. Elas não conseguem fazer. Não é do interesse de seus fãs. Ninguém quer uma fivela de cinto do Eagles.
 
Spin: Mas as pessoas querem caixões, camisinhas e perfumes do KISS?
 

Paul Stanley: O Kiss sempre extrapolou os limites do que as bandas podem fazer. Não que algumas dessas outras bandas não gostariam de fazer, o fato de elas bisbilhotarem no que fazemos é mais inveja do que qualquer outra coisa.
 
Spin: Vocês estão excursionando novamente com Eric Singer na bateria e Tommy Thayer na guitarra. Você sente que os fãs os aceitaram como membros da banda?
 
Paul Stanley: Tommy e Eric não são os caras novos, eles são 'os caras'. É claro que temos alguns fãs mais radicais que pensam da sua própria forma, mas acabamos de voltar de uma turnê e o menor público foi de 10 mil pessoas, o maior foi de 90 mil pessoas e a maioria entre 40 e 50 mil pessoas. A turnê foi realmente sobre a banda de agora. Me desculpem pela má notícia inesperada para alguns, mas esta é a verdade.
 
Spin: Você pensa em um dia quando alguém poderia substituir você na banda? Você passaria a batuta para um novo KISS?
 
Paul Stanley: Isto é interessante. Se eu pudesse sempre estaria no palco. Mas eu nem sempre estarei apto para estar no palco. Nesse ponto, alguém deveria estar lá em meu lugar. Embora meu ego seja grande, eu não acredito que não possa ser substituido. Eu não inventei a roda. Existe alguém aí fora que pode fazer o que eu faço, talvez um pouco diferente. Eu acredito que o Kiss é maior que os seus membros individualmente. Eu ficaria orgulhoso de saber que estou certo e ter alguém lá no meu lugar quando for chamado. Isso não será em breve, mas algum dia poderá acontecer.
   

SHOWS INESQUECÍVEIS: BRUCE KULICK - OPERA1, CURITIBA - 08/12/2007

No ano de 2007, o guitarrista BRUCE KULICK anunciou sua vinda ao Brasil para um evento em Campinas (SP) chamado KISS FEST. O evento foi realizado com êxito, mas muitos fãs não tiveram a oportunidade de ir para São Paulo acompanhar a apresentação. Alguns ainda estavam tentando deixar a frustração de lado quando foi anunciada a volta de BRUCE ao Brasil para dezembro do mesmo ano! As apresentações ocorreriam em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba.
 
Poster de divulgação
 
BRUCE KULICK é certamente um dos maiores guitarristas da história do Hard Rock. Irmão de outro gênio da guitarra, BOB KULICK, iniciou sua carreira profissional em 1975. Dois anos depois, já participava da banda de MEAT LOAF. Em seguida criou o grupo BLACKJACK, que tinha o galã MICHAEL BOLTON nos vocais.
 
Ingresso para o show

Em 1984, se tornou guitarrista solo do KISS ao substituir MARK ST. JOHN, gravando os albums Asylum, Crazy Nights, Smashes, Thashes & Hits, Hot in the Shade, Revenge, Alive III, MTV Unplugged e Carnival of Souls, além dos videos KISS Exposed, X-Treme Close-Up e MTV Unplugged. Posteriormente, lançou carreira solo e participou de projetos como UNION e ESP, dentre outros. Também faz parte da formação mais recente de outra banda antológica, o GRAND FUNK RAILROAD.
  
Bruce Kulick na Rua XV de Novembro
   
BRUCE aproveitou bem a sua passagem pela capital paranaense. Como ele mesmo relatou em seu site oficial, visitou algumas lojas, esteve em um programa de rádio para promover a apresentação, passeou pela Rua XV e se impressionou com as nossas churrascarias. A apresentação de KULICK em Curitiba foi marcada para o OPERA1, saudosa casa roqueira. A abertura estava prevista para as sete da noite. Fazia muito calor naquele sábado e o público "hardeiro" formou uma enorme fila no lado de fora. Com mais ou menos uma hora e meia de atraso o local abriu as portas.
  
Fã e Bruce
 
Lá dentro formou-se outra fila para subir aos camarotes da casa, onde KULICK recepcionou os fãs, tirou muitas fotos e distribuiu educadamente centenas de autógrafos. Também era possível comprar material do guitarrista. Depois de garantir fotos e autógrafos, tratei de conseguir um bom lugar na platéia.
 
O som começou a rolar com a banda curitibana MOONSHINE, que tocou clássicos de BON JOVI, SURVIVOR e outros. A galera não precisou se espremer na frente do palco. Assim, foi possível tomar uma cerveja bem gelada e curtir Rock em clima de barzinho.
 
Bruce Kulick e Banda Mundo Cão
  
Lá pela meia-noite, BRUCE KULICK subiu ao palco e teve como apoio a banda paulista MUNDO CÃO. Para quem achou que fotos e autógrafos de um dos maiores nomes da guitarra mundial já eram suficientes, foi possível ver de perto a execução de solos originais do KISS, como nas músicas “Forever”, “Crazy Crazy Nights” e “Unholy”. O guitarrista também deu uma palhinha de sua carreira solo ao executar a faixa “Jump the Shark”, do álbum Transformer (2003). Impressionante como o tempo parece não passar para BRUCE, que consegue manter a qualidade de sempre em todas as suas apresentações.
  

O público cantou em peso, especialmente nas músicas “Tears are Falling” e “God Gave Rock ‘n’ Roll To You” que encerrou a apresentação. Que noite!
 
Num clima extremamente amistoso, todos saíram satisfeitos. O KISS ARMY CURITIBA certamente teve uma de suas noites mais felizes!
 

BRUCE KULICK:
BRUCE KULICK – Autógrafos, Fotos, Guitarra e Voz.
 
BANDA MUNDO CÃO:
ZECA SALGUEIRO – Voz e Biaxo;
FABIO GADEL – Voz e Guitarra;
MARCOS LIMONE – Bateria.
 
MÚSICAS:
Strutter
Unholy
Domino
Jump the Shark
Forever
Tears Are Falling
I Love It Loud
Lick It Up
  

18 de julho de 2010

UMA LOUCA MISTURA DE OPERA E ROCK

Muitos roqueiros não apreciam a mistura do estilo com outras vertentes musicais. Mas se tem algo que traz resultados interessantes é a junção do Rock com a música clássica. O exemplo maior disso é o sucesso mundial da faixa "Bohemian Rhapsody" do QUEEN.

Mas como seria a união musical e visual dos estilos? O resultado pode ser visto em BAROCKESTRA, uma interessante e divertida experiência teatral encabeçada por STEVE GRANT (guitarrista e tecladista do SWEET) e sua esposa DEENA PAYNE que reúne clássicos do Rock e de compositores como MOZART, BACH, VIVALDI e BEETHOVEN.
  
  
Além de STEVE, o projeto conta com outros quatro músicos de Rock, cantores líricos e bailarinas profissionais. Segundo o casal, a idéia surgiu há oito ou nove anos durante o projeto de um disco. As informações sobre o BAROCKESTRA podem ser vistas no site oficial do musical. As próximas apresentações acontecerão em agosto, no festival de Edinburgh (Reino Unido).

Este é mais uma de tantas empreitadas do multifuncional STEVE GRANT, que além fazer parte da atual formação do SWEET já trabalhou com GEORGE HARRISON, DAVID ESSEX e SUZI QUATRO.

Para comprar ingressos do Festival e assistir as apresentações (risos) clique AQUI. Para assistir ao excelente vídeo promocional do projeto clique AQUI (ou assista abaixo).
 


LIBERADO DE SHOWS, GUITARRISTA DO SWEET GRAVA COMERCIAL

O lendário grupo THE SWEET realizou dois shows na Dinamarca no começo de julho sem a presença de seu guitarrista original. ANDY SCOTT esteve cuidando de sua saúde e acabou se ausentando nas duas ocasiões.
 
MARTIN MICKELS foi responsável por assumir a guitarra solo. Ele faz parte do grupo londrino STATETROOPER, o qual traz em sua atual formação o próprio baterista do SWEET, o figuraça BRUCE BISLAND. Para assistir a um vídeo de uma das apresentações, clique AQUI.
 
Foto: vancompare.com
 
ANDY SCOTT aproveitou as últimas semanas para estrelar em um comercial de uma empresa de cotações de seguros. PAUL STEFFENS, presidente e dono da VAN COMPARE, tem uma amizade de longa data com o guitarrista e resolveu colocá-lo pra trabalhar.
  
Para assistir as duas versões do comercial, clique AQUI e AQUI.
 

14 de julho de 2010

PRÓXIMO LANÇAMENTO DA DUPLA BACHMAN-TURNER RECEBE ELOGIOS

O novo disco de RANDY BACHMAN e FRED TURNER (fundadores da banda BACHMAN-TURNER OVERDRIVE) será lançado no dia 07 de setembro deste ano. O álbum poderá inclusive ter uma edição em vinil. Mas mesmo antes de chegas as lojas, o lançamento já recebeu vários elogios.
 
A nova logo da dupla Bachman-Turner
 
Segundo o Duluth News Tribune, MATTHEW R. PERRINE (um dos editores do site) teve o privilégio de ouvir em primeira mão as faixas do novo álbum. E ele gostou do que ouviu. De acordo com a publicação, as faixas do novo disco serão as seguintes:

01. Rollin' Along
02. That's What It Is
03. Moonlight Rider
04. Find Some Love
05. Slave to the Rhythm
06. Waiting Game
07. I've Seen the Light
08. Can't Go Back to Memphis
09. Rock and Roll is the Only Way Out
10. Neutral Zone
11. Traffic Jam
12. Repo Man
 
PERRINE comentou que a faixa de abertura traz o BACHMAN-TURNER OVERDRIVE dos anos setenta de volta. Já em "Slave to the Rhythm" a dupla parece soar como TOM PETTY (isso seria bom ou ruim?!?). Quando fala sobre "Rock and Roll is the Only Way Out" o editor lembra da música "I Love Rock N' Roll" de JOAN JETT. Para saber a opinião do editor sobre todas as faixas, acesse a matéria original (em inglês) clicando AQUI.


13 de julho de 2010

HOJE É O DIA MUNDIAL DO ROCK!

O dia 13 de julho foi escolhido para representar o DIA MUNDIAL DO ROCK. O motivo foi a realização do Festival LIVE AID (posteriormente chamado de LIVE 8) em 1985 na Inglaterra, que serviu para arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia.

O evento reuniu alguns dos grandes nomes do Rock como QUEEN, STATUS QUO, DIRE STRAITS, BLACK SABBATH, THE WHO, LED ZEPPELIN, dentre outros. Outras edições do festival foram realizadas, simultaneamente em várias partes do mundo, sendo a última no ano de 2008. A grande mobilização, a reunião de grandes bandas e um motivo social foram suficientes para a escolha da data.

Mas Rock and Roll não é algo que se comemora uma vez ao ano. Na verdade não se comemora o Rock, se VIVE o Rock. O Rock and Roll é muito mais do que um estilo musical. É um estilo de vida.

Não seria uma frase definitiva, mas eu diria que o Rock é o perfeito ponto de equilíbrio entre cérebro e órgão sexual, encontrado através do sistema auditivo.

De qualquer forma, a data será sempre símbolo de uma das verdadeiras razões de nossas vidas.

E viva o Rock and Roll!

4 de julho de 2010

SCORPIONS TOCARÁ NA ARENA DA BAIXADA EM SETEMBRO

A banda alemã SCORPIONS, uma das maiores lendas do Hard Rock mundial com mais de 100 milhôes de discos vendidos, divulgou em seu site oficial mais uma data de apresentação no Brasil. E a notícia não poderia ser melhor: Trata-se de um show em Curitiba.
 
  
A apresentação será no dia 21 de setembro e fará parte da gigantesca turnê de despedida do grupo chamada "Get Your Sting and Blackout". O local escolhido foi a Arena da Baixada, estádio mais moderno do Brasil e motivo de orgulho dos curitibanos.

Eu já havia comentado sobre a ausência de grandes shows em Curitiba nos últimos meses. Também postei uma matéria sobre a não utilização dos estádios de futebol para shows de Rock. Parece que algumas coisas começaram a mudar por aqui.
 
A fase norte-americana da turnê contará com grandes nomes como CINDERELLA e DOKKEN abrindo os shows dos alemães. A atual formação da banda conta com KLAUS MEINE (voz), RUDOLPH SCHENKER (guitarra), MATTHIAS JABS (guitarra), JAMES KOTTAK (bateria) e PAWEL MACIWODA (baixo).

2 de julho de 2010

EMPRESÁRIO QUE DESCOBRIU O KISS MORRE AOS 66 ANOS

Bill Aucoin, responsável pelo descobrimento da banda norte-americana de rock Kiss, morreu nesta segunda-feira (28), aos 66 anos, na Flórida (EUA).
 
De acordo Carol Kaye, porta-voz da família, Aucoin estava internado no Aventura Hospital and Medical Center, na cidade de Aventura, e morreu por causa de complicações cirúrgicas decorrentes de um câncer de próstata.
 

 
Antigo cinegrafista de TV, Aucoin deparou-se com o Kiss em New York, em 1973, e ajudou a criar os recursos cênicos adotados pela banda ao longo da carreira, como a maquiagem, além de transformar o quarteto num poderoso instrumento de marketing.

Do próprio bolso
 
Chegou a financiar a primeira turnê da banda com seu próprio cartão de crédito, mas foi bem recompensado quando a popularidade do grupo explodiu em 1975, com o hit "Rock and roll all nite". "Ele era o quinto integrante. Se não fosse por Bill, não haveria Kiss", disse o baterista Peter Criss.
 
 
Aucoin viu o grupo pela primeira vez durante uma apresentação no Diplomat Hotel de Nova York. na mesma noite, levou-os para um encontro com o executivo Neil Bogart, que os contratou no ato para a gravadora Casablanca Records.

 
"Gênio" 
Criss disse que Aucoin tinha um olho para reconhecer o vasto potencial de merchandising nas bandas de rock. Com sua ajuda, o Kiss também se tornou famoso pela grande variedade de produtos derivados da sua imagem — incluindo fivelas de cintos, fantasias de Halloween, kits de maquiagem, bonecos, vitaminas e até mesmo uma máquina de fliperama.
 
"Ele era um gênio. Qualquer coisa que você fizesse, ele fazia maior", acrescentou Peter Criss. Após deixar a banda no início de 1980, empresariou os cantores Billy Squier e Billy Idol.
  

27 de junho de 2010

MELHORES DO ROCK: KISS

O KISS é um dos maiores fenômenos culturais de todos os tempos. O grupo surgiu em 1973 na cidade de Nova Iorque depois que GENE SIMMONS (baixo e vocal) e PAUL STANLEY (guitarra e vocal) desistiram de continuar com o WICKED LESTER. Através de uma “audição” a dupla selecionou ACE FREHLEY (guitarra solo e vocal). Por meio de um anúncio de jornal, encontraram PETER CRISS (bateria e vocal).
 
O KISS desenvolvia um som totalmente original e queria somar a ele uma imagem impactante. Depois de projetar o visual desejado, incluindo a utilização das maquiagens e pirotecnia de palco, a banda buscou conquistar o cenário norte-americano.
  
Ace Frehley, Paul Stanley, Peter Criss e Gene Simmons
   
Porém, o início do KISS foi discreto. O álbum de estréia, KISS (1973), apesar de trazer clássicos como  “Deuce”, “Strutter”, “Firehouse” e “Cold Gin” vendeu muito pouco. Ainda fazendo parte do cenário underground novaiorquino, a banda insistia em conquistar o grande público. O segundo disco, Hotter Than Hell (1974) teve uma produção sonora contestável, embora trouxesse petardos como “Hotter Than Hell”, “Parasite” e “Watchin’ You”.
 
Em 1975 a banda lançou o ótimo Dressed To Kill, que trazia a versão de estúdio do clássico “Rock and Roll All Nite”. Mesmo com três discos lançados e algumas jogadas de marketing para impulsionar as vendas, o KISS não decolava.
  
 
Mas as apresentações da banda, repletas de efeitos especiais e performances primorosas, já incendiavam o cenário musical dos Estados Unidos. Foi então que o grupo resolveu lançar um disco ao vivo. Mesmo parecendo loucura, a gravadora Casablanca (que não tinha mais dinheiro) resolveu apostar. E conseguiu. Alive! (1975), gravado em Detroit, foi um sucesso absoluto de vendas e abriu definitivamente o mercado musical para a banda. Posteriormente, o álbum foi eleito pela Billboard como o melhor disco ao vivo de todos os tempos. Com o sucesso, as vendas dos discos anteriores dispararam.
 
Para o álbum seguinte, a banda trouxe o produtor BOB EZRIN e o resultado foi Destroyer (1976), uma das maiores obras-primas do Rock and Roll, que trazia clássicos como “Detroit Rock City”, “God of Thunder”, “Shout It Out Loud” "King of the Night Time World", "Do you Love Me?" e  “Beth”, balada de PETER CRISS que levou o KISS às paradas musicais.
 
Esbanjando criatividade, a banda lançou no mesmo ano o fantástico Rock and Roll Over que trazia clássicos como "Makin' Love", "I Want You" e "Hard Luck Woman". Em 1977, o KISS foi eleito o melhor grupo de Rock nos Estados Unidos pelo Instituto Gallup. No mesmo ano, a banda foi ao Japão para sete apresentações lotadas no famoso Budokan Hall. Em seguida, a banda gravou os álbuns Love Gun (1977) e Alive II (1977), disco duplo ao vivo com cinco canções inéditas de estúdio.
  
  
A banda havia se tornado uma verdadeira máquina de fazer dinheiro. A quantidade de produtos à venda com o nome da banda era incontável. Aliás, uma das mais incríveis jogadas de marketing foi realizada nesse período, quando a banda virou história em quadrinhos da MARVEL: Os quatro integrantes doaram amostras de sangue à editora, que as misturou na tinta de impressão dos gibis! Em 1978, foi lançada a primeira coletânea oficial do grupo, Double Platinum, que trazia uma nova versão da música “Strutter”.
 
O desgaste com tamanha exposição na mídia começou a afetar os integrantes. Nesse periodo, a banda gravou o filme KISS Meets the Phantom of the Park (1978). A pérola cinematográfica foi exibida aqui no Brasil nos anos 80. Durante as gravações da película, PETER CRISS e ACE FREHLEY resolvem sair do grupo. Tentando evitar a separação, os quatro integrantes lançaram discos solos dentro do próprio KISS, fato único no mundo até hoje. Os lançamentos solo permitiram aos fãs conhecer a linha musical de cada integrante da banda.
 
 
Em 1979, o KISS lança o interessante (porém muito criticado) Dynasty, que trazia influências da Disco Music da época. Logo depois da turnê de divulgação do álbum, o baterista PETER CRISS abandonou o grupo. Em 1980, o KISS gravou o Pop Unmasked. CRISS, que não gravou o disco, apareceu na capa e no videoclipe de “Shandi” por questões contratuais. Com a primeira baixa na formação original, o KISS realizou uma grande audição em seu país visando encontrar o novo baterista. E o escolhido foi ERIC CARR, que trouxe uma batida mais rápida e pesada ao som da banda. Em decadência nos Estados Unidos, o grupo foi a países como a Austrália, onde o fenômeno KISS estava no auge.
 
No ano de 1981, a banda respondeu às duras críticas da mídia lançando o conceitual Music From The Elder. O disco foi rejeitado pela maioria dos fãs, enquanto a imprensa elogiou o álbum produzido por LOU REED. Este foi o único lançamento da banda que não recebeu disco de ouro. Em seguida, o grupo lançou a coletânea Killers (1982) contendo quatro músicas inéditas.
  
Gene Simmons, Ace Frehley, Eric Carr e Paul Stanley
 
No mesmo ano, o KISS gravaria um dos maiores discos de sua carreira, Creatures Of The Night, com as faixas “I Love It Loud” e “War Machine”. O álbum se tornou uma das maiores referências do Rock pesado, tendo influenciado uma geração inteira de roqueiros. O material foi produzido por MICHAEL JAMES JACKSON e dedicado a memória de NEIL BOGART, dono do selo Casablanca que havia morrido pouco antes do lançamento. Apesar de a capa do disco trazer a imagem de ACE FREHLEY, o mesmo não fez parte das gravações, pois a banda já contava com o guitarrista VINNIE VINCENT.
     
Em 1983, o KISS anunciou a sua vinda ao Brasil para três antológicas apresentações. Aquela seria a última turnê com máscaras. O show realizado no Maracanã registrou o maior público da carreira da banda, com mais de cento e cinqüenta mil pessoas. Os shows do KISS no Brasil precederam o surgimento do maior festival de Rock do mundo, o Rock In Rio.
 
Gene Simmons, Vinnie Vincent, Paul Stanley e Eric Carr (fundo)
 
Para evitar um desgaste ainda maior na imagem do KISS e correndo atrás de um fato novo na história da banda, os integrantes resolveram tirar as máscaras e revelar os rostos no canal musical MTV. Nesse período, voltaram ao estúdio para gravar o album Lick It Up (1983), o qual teve boa repercussão. Depois de algumas divergências, o talentoso guitarrista VINNIE VINCENT foi despedido da banda, dando lugar a MARK ST. JOHN.
 
De guitarrista novo e no embalo do glamoroso Hard Rock que começava a ferver nos Estados Unidos, o grupo lança Animalize (1984) contendo a inacreditável “Heavens On Fire”. Na turnê européia de divulgação do disco, MARK ST. JOHN precisou abandonar a banda por problemas de saúde, dando lugar ao excelente BRUCE KULICK.

Paul Stanley, Mark St. John, Eric Carr (ao fundo) e Gene Simmons
  
Ainda influenciado pelo Glam Rock americano, a banda gravou Asylum (1985). Dois anos depois e menos colorido, o KISS lançou o excelente Crazy Nights. A faixa “Crazy, Crazy Nights” fez estrondoso sucesso no Reino Unido.
 
Em 1988, a banda foi à Alemanha para se apresentar no festival Monsters of Rock. No mesmo ano, o KISS lançou o disco Smashes, Thrashes and Hits, uma coletânea remixada com duas faixas inéditas. Nesta compilação, o baterista ERIC CARR cantou a música “Beth”.
  
Bruce Kulick, Paul Stanley, Eric Carr e Gene Simmons
 
Em 1989, o KISS lançou o disco Hot In The Shade, contendo as faixas “Hide Your Heart” e “Forever”, balada que virou tema de novela aqui no Brasil. O disco, apesar de ser um clássico de sua época, foi responsável por trazer uma postura madura ao grupo. A turnê do disco se destacou pela gradiosa produção.
 
Em 24 de novembro de 1991, mesma data da morte de FREDDIE MERCURY (QUEEN) o baterista ERIC CARR morre de câncer, no mais triste momento da história da banda.
 
Logo em seguida, o KISS lançou um de seus melhores discos, Revenge (1992), com destaque para as faixas “Unholy”, “Domino” e “God Gave Rock N’ Roll To You II” regravação de um clássico da banda ARGENT. A faixa “Unholy” foi co-produzida pelo ex-guitarrista VINNIE VINCENT (VINCENT CUZANO). O excelente ERIC SINGER foi o responsável por assumir as baquetas.
 
Bruce Kulick, Gene Simmons, Eric Singer e Paul Stanley
  
Em 1993, a banda lança seu terceiro disco ao vivo, Alive III. No ano seguinte, foi lançado Kiss My Ass, um tributo à banda com participações de LENNY KRAVITZ, STEVE WONDER e GARTH BROOKS. Ainda em 1994, o KISS veio ao Brasil para se apresentar no festival Monsters Of Rock. No ano seguinte, a banda participou de várias convenções realizadas pelo KISS ARMY, o exército de fãs do KISS. Em uma dessas convenções, o baterista PETER CRISS foi convidado a cantar com o grupo.
 
Então a MTV propôs ao KISS a gravação do tradicional acústico realizado pela emissora. O show teria as participações especiais de PETER CRISS e ACE FREHLEY. A banda topou e o resultado foi um sucesso. MTV Unplugged (1995) foi lançado em CD, cassete, vinil duplo, VHS e Laserdisc.
 
Singer, Criss, Simmons, Frehley, Stanley e Kulick
  
Com a repercussão mundial do reencontro, GENE SIMMONS, PETER CRISS, ACE FREHLEY e PAUL STANLEY colocaram as máscaras novamente e partiram para uma enorme turnê mundial. O Home Vídeo Second Coming registrou a volta da formação original.

Com a volta do KISS original, BRUCE KULICK e ERIC SINGER saíram da banda. Em 1997, foi lançado o disco Carnival of Souls, gravado na época em que KULICK e SINGER ainda estavam no grupo. Este álbum traz um Hard Rock típico dos anos 90 e chegou a ser rotulado de Grunge.
 
Peter Criss, Paul Stanley, Gene Simmons e Ace Frehley
 
Em 1998, foi lançado Psycho Circus, primeiro álbum com a formação original em quase vinte anos. ACE e PETER não estavam bem e, por isso, a guitarra solo e a bateria foram gravadas em sua maior parte por músicos de estúdio. O ex-guitarrista BRUCE KULICK teve participação na faixa “Whittin”. A gigantesca turnê de divulgação do álbum trouxe telões com efeitos em terceira dimensão (3D) pela primeira vez na história do Rock. Em abril de 1999, o KISS apresentou a turnê ao Brasil em dois shows. Em 31 de dezembro do mesmo ano, a banda se apresentou em Vancouver, no Canadá. O show foi registrado para o lançamento do disco Alive IV, fato que não aconteceu. No mesmo ano, foi lançado o filme Detroit Rock City, comédia sobre quatro garotos que desejam ir a um show do KISS.
 
Em 2001, a formação original se apresentou pela última vez. ERIC SINGER foi convocado e substituiu PETER CRISS (com artrite), utilizando inclusive a sua maquiagem. Neste ano, foi lançada KISS - The Box Set, caixa com cinco volumes reunindo os principais sucessos do grupo e várias raridades.

Gene Simmons, Paul Stanley, Eric Singer e Ace Frehley
 
Em 2003, CRISS retornou ao grupo e FREHLEY foi quem saiu definitivamente. TOMMY THAYER, produtor do KISS e ex-integrante da banda BLACK N’ BLUE, assumiu a guitarra solo e a maquiagem de FREHLEY. Com a nova formação, a banda gravou na Austrália o disco KISS Symphony - Alive IV, com a participação da Orquestra Sinfônica de Melbourne.
  
No mesmo período, ERIC SINGER esteve no Brasil para participar do primeiro evento oficial de fãs do KISS no país. Em 2004, PETER CRISS saiu definitivamente para o retorno de SINGER, que por um período revezou-se entre o KISS e a banda de ALICE COOPER.
  
Paul Stanley, Tommy Thayer, Peter Criss e Gene Simmons

Em 2006, foi lançada KISS Alive 1975-2000, caixa com quatro volumes que inclui o show de Vancouver, anteriormente desprezado.
 
No dia 05 de abril de 2007, o ex-guitarrista MARK ST. JOHN morreu de hemorragia cerebral. No mesmo ano, PAUL STANLEY sofreu uma taquicardia pouco antes de uma apresentação. O restante da banda, a pedido de PAUL, subiu ao palco e realizou o show como um trio. No ano seguinte, o KISS se apresentou durante o GP da Australia de Formula 1. Ainda em 2008 foi lançado o disco Jigoku-Retsuden, coletânea de regravações feitas pela banda.
  
Em 2009, a banda retornou ao Brasil para dois shows da turnê ALIVE 35. No mesmo ano, GENE SIMMONS, PAUL STANLEY, TOMMY THAYER e ERIC SINGER encontraram inspiração e lançaram o excelente álbum de inéditas Sonic Boom, com influências de praticamente todas as fases da banda.
 
Gene Simmons, Eric Singer, Paul Stanley e Tommy Thayer
  
Após a gravação do álbum, o KISS saiu para inúmeras apresentações nos Estados Unidos, Canada, e Europa, tendo participado pela segunda vez do Festival Rock Am Ring em junho de 2010.

A banda prevê para 2012 o lançamento de um novo álbum que promete superar as expectativas do disco anterior. O nome será Monster e poderá ser divulgado em uma ampla turnê mundial.


DISCOGRAFIA:

KISS (1973)
Hotter Than Hell (1974)
Dressed to Kill (1975)
Alive! (1975)
Destroyer (1976)
The Originals (1976)
Rock and Roll Over (1976)
Love Gun (1977)
Alive II (1977)
Double Platinum (1978)
Paul Stanley (1978)
Peter Criss (1978)
Ace Frehley (1978)
Gene Simmons (1978)
Dynasty (1979)
Unmasked (1980)
Music From The Elder (1981)
Killers (1982)
Creatures of the Night (1982)
Lick It Up (1983)
Animalize (1984)
Asylum (1985)
Crazy Nights (1987)
Smashes, Thrashes & Hits (1988)
Hot in the Shade (1989)
Revenge (1992)
Alive III (1993)
Kiss My Ass (1994)
MTV Unplugged (1995)
You Wanted the Best You Got the Best (1996)
Greatest KISS (1997)
Carnival of Souls: The Final Sessions (1997)
Psycho Circus (1998)
KISS - The Box Set (2001)
The Very Best of KISS (2002)
KISS Symphony - Alive IV (2003)
The Millenium Collection (2003)
KISS Gold 1974-1982 (2004)
The Millenium Collection Vol. 2 (2004)
Chronicles (2005)
The Millenium Collection Vol. 3 (2006)
KISS Alive 1975-2000 (2006)
The Best of KISS (2008)
Jigoku Retsuden (2008)
Sonic Boom (2009)


O Especial Melhores do Rock traz um resumo biográfico de grandes nomes do Rock and Roll. São textos próprios, enriquecidos com imagens e links que visam levar ao público um conteúdo diferenciado.