14 de novembro de 2012

NAZARETH E A TENSÃO EM CAMPO MOURÃO

No último domingo (11) o NAZARETH iniciou uma de suas apresentações da turnê brasileira na cidade de Campo Mourão, aqui no estado. Mas o que se viu foi uma situação atípica. Para melhor compreensão, sugiro que assistam aos vídeos.

O SHOW
A apresentação ainda estava no início quando o guitarrista JIMMY MURRISON começou a sinalizar e reclamar algo com a equipe, voltando-se por várias vezes para sua pedaleira e esbravejando em alguns momentos. Em seguida JIMMY abandonou o palco, sendo acompanhado pouco depois pelos demais integrantes do grupo. O guitarrista teria recebido descargas elétricas.



A ORGANIZAÇÃO
Não muito tempo depois da saída dos músicos os responsáveis pelo evento já estavam sobre o palco acusando o grupo, afirmando que o show teria que seguir de alguma forma e que a banda estava "de boa" no camarim. Em seguida eles admitem o fim da apresentação, comunicando o ressarcimento do valor do ingresso ao público. O técnico ainda "testa" o microfone encostando-o na boca, tentando  provar que não havia descarga.



Logicamente a indignação do público foi imediata. Como existe um contrato entre as partes e o interesse do público, a polícia acabou aparecendo. Na saída dos integrantes do local DAN McCAFFERTY (vocal da banda) foi atingido na cabeça por uma lata de cerveja arremessada.


A IMPRENSA
Na primeira reportagem (vídeo abaixo) sobre o ocorrido foram citados com evidência o atraso da banda para o início do show e problemas técnicos com o microfone de DAN.


 
Na segunda reportagem (vídeo RETIRADO DO YOUTUBE) o entrevistado - identificado como sócio do local do show - afirmou que a banda solicitou médicos e oxigênio e chegou a dizer que eles "já estavam meio alterados". O apresentador do jornal, ao fim da reportagem, referiu-se aos músicos dizendo "(...) fim de carreira (...) ter que pedir tubo (sic) de oxigênio (...)".

Ontem a mesma rede de TV apresentou nova reportagem onde o baixista PETE AGNEW esclareceu o ocorrido, confirmando a falha elétrica e marcando uma nova data em Campo Largo. Em outra matéria, a representante da banda ANDREIA COSME também fala sobre o caso. 


 
Ainda nesta terça-feira um vídeo com mais de nove minutos foi disponibilizado no YouTube. A filmagem (abaixo) aborda pessoas que foram ao evento, um policial e o técnico.


Mediante o exposto, dirijo-me aos roqueiros e fãs do NAZARETH e também àqueles alienados que só conhecem "Love Hurts" para afirmar e indagar:

1- O NAZARETH tem mais de 60 milhões de discos vendidos em mais de 40 anos de carreira. Alguém realmente acredita que eles comprometeriam suas reputações com uma falsa alegação, no intuito de abandonar o palco no início da apresentação?
2- O primeiro vídeo do post mostra claramente que algo incomoda JIMMY e que ele insiste em tocar, mas depois de um tempo ele desiste. Nem que ele fosse tão bom ator quanto guitarrista faria uma encenação daquele porte;
3- O segundo vídeo (RETIRADO DO YOUTUBE) do post prova que os organizadores induziram o público ao transferir a responsabilidade de toda a situação para a banda;
4- Ainda sobre o segundo vídeo (RETIRADO DO YOUTUBE), o técnico "testa" o microfone escostando-o na boca, querendo provar que o equipamento não causava choques. Mas se o problema inicialmente apresentado foi com o guitarrista, então por que o técnico não demonstrou outros testes?

5- No terceiro vídeo do post o repórter refere-se ao local do evento usando a palavra "boate" (0:02). Parece que ele está certo;
6- No terceiro vídeo do post foi enfatizado que "(...) a confusão começou depois que os músicos subiram ao palco com quarenta minutos de atraso (...)". Então para o repórter o motivo inicial da confusão foi o atraso da banda? Será que esse foi o único caso de atraso em eventos musicais?
7- No quarto vídeo o apresentador do telejornal debochou dos músicos dizendo "(...) fim de carreira (...)". Particularmente,  acho que fim de carreira é o citado apresentador narrando jogos de futebol;

8- No quinto e sexto vídeos, baixista e representante do NAZARETH confirmam oficialmente a versão dos choques no palco;

9- No sétimo vídeo, o primeiro entrevistado alega ter vindo de "Manaus" para assistir ao show. Logo depois diz que "eu acho que eles não devem nem voltar mais para o Brasil". Uma "devoção de 3.700 Km de distância" seria apagada de uma hora pra outra?

10- Por que a segunda entrevistada (ela tem o mesmo sobrenome do primeiro entrevistado) defendeu tão acintosamente a casa noturna com frases do tipo "(...) a casa não desmereceu (sic) ninguém (...)" e "(...) a casa foi tudo certinha (sic)"?

11- No mesmo vídeo, a terceira "fã da banda" afirmou categoricamente que "NAZARETH nunca mais!". Com certeza, para a senhora nunca mais mesmo!!!

12- Esse último vídeo é tão incrível que os gênios da comunicação apresentam nele a "tradução" de um suposto depoimento do gerente de produção da banda onde o nome NAZARETH aparece traduzido como "Nazaré". Seria uma nova mudança ortográfica aceitando a tradução de nomes próprios ou eles estão se referindo a JESUS DE NAZARÉ? Porque se for JESUS talvez Ele nos salve desses pseudo-jornalistas.

13- E por último: aprendam, guitarristas de todo o mundo: amplificadores Marshall de 1983 são uma merda. Se quiserem um equipamento moderno, sigam a dica do nosso glorioso técnico e rumem para a boate de Campo Mourão. Só tomem cuidado com as latas de cerveja voadoras :)


E então, meus caríssimos, o que vocês acharam de toda essa situação?


2 comentários:

Anônimo disse...

Roqueiro, valeu por defender esta banda. Esta cidadezinha, Campo Mourão (é isso mesmo?) talvez seja aquela do som No Mean City, cidade sem sentido.

Roqueiro Curitibano disse...

Olá Anonimo,

Obrigado pelo comentário.

Foi uma situação muito ridícula para acontecer com uma banda tão importante como o NAZA.

Grande abraço e continue acompanhando o Blog.

Denis.