14 de fevereiro de 2010

GRANDES SHOWS EM CURITIBA? QUEM SABE UM DIA...

Nos últimos meses muito tem se falado sobre a falta de grandes eventos musicais programados para Curitiba neste ano. Não se trata de nenhuma novidade para roqueiros e apreciadores de boa música, que já estão ficando acostumados a saber das grandes atrações que NÃO passarão por aqui. Alguns exemplos recentes são METALLICA, BON JOVI, ZZ TOP e o GUNS ‘N’ ROSES. Este último poderia vir para Curitiba em março, mas a produtora preferiu levar a banda para o Uruguai.

Bons tempos: Bon Jovi na Pedreira Paulo Leminski

Nossa capital já recebeu com sucesso shows de grandes nomes da música como PAUL McCARTNEY, AC/DC, RAMONES, BON JOVI, PEARL JAM, IRON MAIDEN, DEEP PURPLE, DAVID BOWIE, ALICE COOPER, JETHRO TULL, NO DOUBT, BEASTIE BOYS, UB40, INXS, SANTANA, SHAKIRA, JOHNNY RIVERS, B.B. KING, CHUCK BERRY, OS TRÊS TENORES (PLACIDO DOMINGO, LUCIANO PAVAROTTI e JOSE CARRERAS) dentre outros. A cidade também já foi palco de grandes festivais como Monsters of Rock, Ruffles Reggae, Free Jazz Festival, Dance Music Festival e TIM Festival. Nos últimos anos, vários eventos musicais vêm acontecendo em nossa capital. Mas os shows cancelados ou “não trazidos” parecem superar aqueles que são realizados com êxito.

Acredita-se que um dos episódios responsáveis por esta situação tenha ocorrido no ano de 2003. No dia 31 de maio daquele ano foi realizado no Jockey Club um evento chamado Unidos pela Paz com vários artistas, tendo como atração principal a banda CHARLIE BROWN JR. No decorrer das apresentações as pessoas que ainda não haviam adentrado o local iniciaram um empurra-empurra que resultou em três mortes por pisoteamento e deixou cerca de quarenta pessoas feridas.

Ainda "traumatizadas" e sem qualquer preparo, as autoridades ligaram o sinal de alerta crucificando eventos seguintes como o Kaiser Music Festival, excelente show de Rock com as bandas SEPULTURA, THE HELLACOPTERS e DEEP PURPLE que foi cancelado horas antes de ocorrer com alegações pífias de falta de segurança.

Mas se a discussão sobre os grandes eventos musicais continua, não se pode dizer o mesmo sobre os eventos menos pomposos realizados na capital. Atrações que possuem público específico ou que não exigem mega estruturas satisfazem os curitibanos. Exemplos disso foram os shows de WHITESNAKE, NAZARETH, THE SWEET, HELLOWEEN, MEGADETH, THE CULT, CREEDENCE, BAD RELIGION, BRUCE DICKINSON, OFFSPRING, MEN AT WORK, DICK DALE, STEPPENWOLF, SEPULTURA, JEFF SCOTT SOTO, JIMMI JAMISON, BRUCE KULICK, GLENN HUGHES, MOTORHEAD, NIGHTWISH, ERIC MARTIN, STRATOVARIUS, STEVE VAI, QUEENSRYCHE, PAUL DI’ANNO, JOE SATRIANI, UDO, dentre outros. 

Nazareth: Sucesso absoluto em Curitiba

Abaixo, alguns fatores que prejudicam ou inviabilizam grandes apresentações musicais na cidade sorriso:

Local: A questão mais polêmica. Os estádios de futebol curiosamente não vêm sendo utilizados. A Pedreira Paulo Leminski está sendo alvo de questões políticas, as quais estão impedindo sua utilização para shows de Rock.

Produtores: Alguns são amadores e sequer providenciam documentos obrigatórios como laudos junto ao Corpo de Bombeiros.

Autoridades: Agem com liminares camaradas ou com laudos forjados a base de puro medo. Não são capazes de analisar e discutir tecnicamente (não politicamente) sobre a realização dos eventos. Isso sem falar na chamada “falta de vontade política”.

Discriminação: O preconceito contra determinadas “tribos” é evidente. Afinal, a Pedreira Paulo Leminski está inviável para o público roqueiro, por exemplo, mas totalmente apta e segura para pagodeiros acompanharem a gravação de um DVD.

Divulgação: Medíocre. Só existe para jabás, festivais “breganejos” ou atrações caras demais.

Atrações: Existem excelentes atrações no gosto dos curitibanos para tocar em pequenos clubes ou em locais maiores. Para trazer grandes atrações os espaços devem ser proporcionais e este vem sendo o problema por aqui. Por outro lado, artistas de pequeno e médio porte têm espaço garantido na capital, que conta com excelentes locais para isso.

Se as grandes apresentações não voltarem para Curitiba, esperamos que os produtores e responsáveis compensem com excelentes atrações nos espaços alternativos da capital. E opções não faltam.
    

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