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20 de dezembro de 2016

REVIEW: 20ª FEIRA DO VINIL DO CANAL DA MÚSICA - 17/12/2016

O último hiato de cultura, diversão e confraternização em um 2016 de dificuldades e desafios. Foi o que a vigésima edição da Feira do Vinil do Canal da Música proporcionou ao público, pelo menos por um dia.

Antes mesmo do horário oficial da feira cheguei com minha esposa e as três caixinhas de LPs trazidas graças ao caríssimo Jorge e seu táxi salvador. Foi minha primeira feira como expositor dentro do Canal da Música. Instalado no espaço destinado, peguei a credencial e informações complementares com o gente finíssima Marco Dusch. Então, era a hora de disponibilizar o material ao público e (tentar) fazer uma grana.

Ainda sem ter perspectiva de como seria aquele sábado fui surpreendido pelo repórter do Canal 9 para uma rápida entrevista. Sem reação, topei de imediato. A matéria foi ao ar na segunda (19) e abordou toda a feira. Muito bacana.



Para o lanche, minha esposa sugeriu um Food Truck. E lá foi a primeira dama comprar uma das melhores coisas que comi em minha vida, um sanduba de costela desfiada e bacon, com salada, molho e pão Ciabatta. Fodástico, embora caro. Do lado de fora, ao lado do espaço gastronômico, arte, toys, músicos locais e a presença do lendário KID VINIL.


Desde que cheguei ao Canal da Música cogitei a possibilidade de adquirir o novo lançamento do MOTOROCKER, a versão limitada em Long Play para o clássico álbum Igreja Universal do Reino do Rock. Mas sem cascalho para gastar com "caprichos", deixei a ideia de lado. Eis que um dos expositores da feira, o qual tinha a venda o LP em questão, visitou minha mesa e pediu para reservar um de meus bolachões (eu estava sem máquina de cartões). Foi a deixa para posteriormente eu sugerir um "bem bolado" e finalmente adquirir o "santo graal" vinílico da malária.


Logo em seguida o MOTOROCKER chegou ao Canal da Música para uma rápida sessão de autógrafos, já que duas lojas responsáveis pela distribuição estavam expondo no local, a Melômano Discos e a Neves Records. Foi muito satisfatório poder conversar com os caras da banda e tirar uma "chapa" com o quinteto.


Faltava vender alguns LPs para obter uns trocos. Com várias opções baratas e colecionadores interessados, as coisas aconteceram. Mais uma vez, foram os mais assíduos fãs de KISS que não marcaram presença. Ou pelo menos não manifestaram-se, já que novamente levei excelente e raro material da banda para venda.

O ponto alto da feira é o contato com as pessoas. Figuras de TODAS as tribos passam pelas caixas de discos. Basta um dos lados da mesa começar a conversa e um bom papo está garantido. Dos vendedores e visitantes, pude contatar os meus amigos de longa data Benedito e Rey (da Discos Raros), o gente fina Diego (do blog De Volta Para o Vinil), o Umberto (da UP LPs) e outros tantos.

Dos clientes, o Senhor Álvaro (foto) foi um dos primeiros. Procurava por capas genéricas para seus LPs órfãos. Terminamos o papo falando de TRAVELING WILBURYS e YAMANDU COSTA. Além dele, o Marcelo (cliente desde minha primeira feira), a Kawane (que reservou seus LPs pela internet), e o  João "Guitar Man" Vitor, da banda CANELA SECA (posso dizer que "contribui" pro nome da banda há cerca de dois anos) marcaram presença. Isso sem falar em todos os demais. Agradeço a cada um, sem exceção.


Em suma, a consagrada e multi atrativa Feira do Vinil do Canal da Música não deixou a desejar em sua proposta original, tampouco em seus adicionais.

Até a próxima!



24 de abril de 2014

ROCK É A DÉCIMA OPÇÃO MUSICAL DOS BRASILEIROS SEGUNDO PESQUISA

Uma recente pesquisa cultural realizada pelo Serviço Social do Comércio (SESC) e a Fundação Perseu Abramo apontou que o gênero musical Rock foi a décima opção de um universo de 2.400 pessoas entrevistadas em 139 municípios.

O estudo é chamado Públicos de Cultura e foi realizado junto a um universo de 2.400 pessoas de 139 municípios de áreas urbanas, envolvendo vários temas. Segundo o site da pesquisa, o objetivo é "produzir uma ampla investigação sobre os hábitos e práticas culturais do público brasileiro. (...) Com os dados coletados em 25 estados, o Sesc e a Fundação Perseu Abramo pretendem municiar pesquisadores, produtores culturais e estudantes com um significante número de dados que permitam a reflexão e intervenção nas suas áreas de atuação". 

No quesito "Gosto Musical", o estilo sertanejo foi citado por quase metade dos entrevistados (40%) e ficou em primeiro lugar. A segunda opção musical mais apontada foi a MPB, representando quase um quarto do universo da pesquisa (23%). O gênero Rock representou apenas 7% do gosto musical dessas pessoas. Outros estilos musicais, reconhecidamente refinados, também tiveram baixo percentual (Jazz/Blues, 4%, Samba de Raiz, 3% e Chorinho, 1%). Confira o resultado no gráfico abaixo.


Em um país que ocupa a 85ª posição no Indice de Desenvolvimento Humano, ser diferenciado (no gosto musical) talvez não seja tão ruim. Afinal, a grande maioria da população parece ouvir música descartável e de gosto duvidoso. Ou você acha poético e intelectual coisas do tipo "eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tcha", "Aaaaaaaaah lelek lek lek lek lek lek lek lek lek lek", "rá rá rá rá rá rá rá o lepo lepo" e "piri, pipiri, pipiri, piri piradinha"? 

Ouvir um determinado estilo musical não torna alguém mais inteligente. Na verdade, essa leitura é inversa. Ou seja, o tipo de música que a pessoa ouve pode ser um reflexo de sua personalidade. Portanto, modéstia a parte, somos uma belíssima exceção.

E não sou o único a pensar que gosto musical pode indicar uma condição diferenciada. Já escreveram sobre isso antes (leiam AQUI e AQUI). 


12 de agosto de 2011

IRONIA-MOR

O que você faria se o seu toca-discos parasse de funcionar justamente no Dia Internacional do Vinil?