Glam Rock - Hard Rock - Boogie Rock - Pub Rock - Euro Rock
Mostrando postagens com marcador SHOWS INESQUECIVEIS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SHOWS INESQUECIVEIS. Mostrar todas as postagens

25 de maio de 2017

SHOWS INESQUECÍVEIS: THE SWEET - HELLOOCH, CURITIBA - 25/05/2007

O mais curioso em escrever esta postagem é saber que muita gente vai dizer que não sabia que o SWEET já tocou por aqui...

Senhoras e senhores, hoje comentarei mais uma bela lembrança que possuo, talvez uma das mais significativas de minha modesta e pobre vida de roqueiro: o show do SWEET em Curitiba, há exatos dez anos.


A passagem da  Sweet Fanny Adams Revisited 2007 Tour no Brasil é um fato histórico. O SWEET é uma daquelas bandas que, embora mundialmente reconhecidas, raramente saem da Europa. 

Estavam previstas quatro datas no país incluindo Campinas, Porto Alegre, Curitiba e São Caetano do Sul. Mas apenas as capitais do sul tiveram o privilégio de ver a banda. Aliás, o show de Curitiba poderia ter sido ainda mais épico, já que a banda SLADE também viria ao Brasil para tocar em nossa capital na mesma noite. Mas por motivos de força maior o SLADE adiou sua vinda ao nosso país (até hoje).

Fiquei sabendo do show à época através da internet. Lembro também que o Canal 4 (SBT) fez uma chamada bem bacana. Aliás, queria muito que alguém postasse esse vídeo na rede...


O ingresso custou R$ 50,00. Comprei o meu lá pelo centro da cidade. Na verdade foram dois tickets, pois convidei um então colega de trabalho.

A casa escolhida pelos organizadores foi a Hellooch (ex-Moinho São Roque e atual Trésor Eventos), local que historicamente apresentou vários bons nomes da música. Cheguei cedo pra não me incomodar. A fila era discreta e formada predominantemente por quarentões e cinquentões. Em virtude deste perfil, um bom papo à espera da abertura da casa era inevitável. Conheci um casal gente finíssima, que levou a jovem filha pra conhecer uma das maiores bandas britânicas de todos os tempos.

O frio naquela noite era considerável mas me arrependi de vestir lã debaixo da jaqueta de couro. A coisa esquentou rápido. Ainda mais quando meu então colega de trampo encontrou uma "cliente" trabalhando no bar principal do local. Digamos que ela foi gentil. Nós comprávamos fichas para refrigerante e ela nos servia Cuba Libre com dose dupla de Rum. Cheers!


line-up era muito bom. Além de ANDY, que só melhorou com o passar dos anos, a banda tinha o carismático e talentoso PETE LINCOLN (vocal e baixo), o porretada BRUCE BISLAND (bateria e vocal) além do talentosíssimo STEVE GRANT (teclados, violão, guitarra e vocal).

O som mecânico ajudou a manter todo mundo animado. E com um bom público lá pelas tantas eis que o sistema de som toca aquela introdução tradicional nas apresentações dos caras. Em seguida, a banda abre fodasticamente  com "Hellraiser". Insanidade pura.

O público simplesmente pirou com a sequência de hits. A banda, especialmente o guitarrista ANDY SCOTT, não esperava uma plateia tão fiel, cantando TODAS as faixas. Ele anunciou sua faixa preferida ao público, "The Sixteens". Em um determinado momento, ANDY parou para pronunciar algumas palavras, incluindo "CAIPIRINHA" (ele estava tomando uma). 


A apresentação seguiu surpreendendo, incluindo um rápido número do tecladista STEVE GRANT, que brincou com um clássico dos BEATLES. A conexão entre plateia e banda foi constante, mas chegou a níveis estratosféricos quando a banda tocou "Fox On The Run". A noite foi encerrada com o hino "Ballroom Blitz".

A impressão causada pelos curitibanos aos roqueiros britânicos foi tão grande que eles mencionam tal fato na página oficial do quarteto. Numa tradução livre, os caras disseram que "o público foi provavelmente o mais louco que vimos. Do riff de abertura de "Hellraiser" ao estrondo final de (Ballroom) Blitz foi caos do melhor tipo! Que show". 

Foi tão louco que a banda carioca SNOW, que faria a abertura para o SWEET, acabou tocando depois...(risos). 


Neste momento uma fila formava-se no corredor lateral direito, no acesso aos camarins. A expectativa era de poder tirar fotos e pegar autógrafos com a banda. Rapidamente meu colega e eu nos posicionamos na fila. Alguns estavam lá com seus LPs. Logo um funcionário da casa chegou com vários posters promocionais do show e distribuiu para quem estava por ali. Eu já tinha onde pegar assinaturas.

Eis que depois de um tempo os fãs puderam conhecer seus ídolos. Simplesmente surreal. PETE é um cara extremamente simpático; STEVE é mais reservado; BRUCE é muito bem humorado; E ANDY é um legítimo Sir. Todos tiraram fotos e deram autógrafos. A empolgação foi tanta que eu, por exemplo, não tirei foto com o baterista, enquanto meu colega tirou foto com ele duas vezes (risos).

Um momento impar na vida dos roqueiros curitibanos que estiveram lá.

Uma honra conhecer Sir ANDY SCOTT
MÚSICAS:
Intro
Hellraiser
Sweet F.A.
Into The Night
The Sixteens (video dobrado, toca duas vezes)
Wig Wam Bam
Little Willy
Heartbreak Today
Restless
No You Don't
Teenage Rampage
Love Is Like Oxygen
Action
Blockbuster
Fox On The Run

Set Me Free
Ballroom Blitz

24 de setembro de 2010

SHOWS INESQUECÍVEIS: PETER FRAMPTON - TEATRO GUAIRA, CURITIBA - 16/09/2010

Poucas palavras podem definir a apresentação de PETER FRAMPTON na terra das araucárias. Eu escolhi uma: Antológica.
                        

A divulgação para o show e as vendas de ingresso começaram no dia 23 de agosto. A mídia pouco explorou a vinda de FRAMPTON, que veio divulgar seu novo disco chamado Thank You Mr. Churchill. Além dos roqueiros curitibanos de plantão, o público ficou mais caracterizado pelos quarentões e cinqüentões presentes. O fato de o guitarrista ter conquistado um Grammy em 2007 com o album instrumental Fingerprints também atraiu o "Jet Set" curitibano (eca). Tanto que no espaço anexo as bilheterias ocorreu evento de uma empresa automobilística francesa, regado a muito espumante.
                
Aos poucos uma fila foi se formando na entrada do Guairão. As portas foram abertas às oito e vinte. No Hall de entrada era possível tirar fotos com um display de FRAMPTON em tamanho natural. Também foi possível comprar CD’s (O novo Thank You Mr. Churchil por R$ 20 e o duplo Frampton Comes Alive por R$ 50) além de fotos originalmente autografadas pelo guitarrista (não eram prints).
                     

Com pouco atraso, o espetáculo começa com “Four Day Creep”, clássico do HUMBLE PIE (primeira banda de FRAMPTON) cantado pelo tecladista e guitarrista ROB ATHUR. Em seguida, vieram os clássicos “It’s a Plain Shame” e “Show Me the Way” com a sensacional Talk Box (equipamento usado para refletir o som da guitarra nos vocais). Esta música foi executada em uma versão mais embalada e surpreendeu bastante o público.
                               
PETER brincou bastante com os curitibanos. Tossiu propositadamente com o gelo seco que tomava conta do palco e gesticulou como se não pudesse enxergar a platéia. Depois perguntou se alguém ali falava inglês (se mostrou aliviado quando obteve a resposta desejada). Em seguida fez a propaganda do novo disco, demonstrando um exemplar do vinil duplo (o qual foi motivo de cobiça da galera). Mais adiante foi a vez do guitarrista mostrar seu brilhantismo com músicas instrumentais do disco Fingerprints, as quais foram tocadas com extrema naturalidade.
                
                 
A qualidade da banda que acompanha o guitarrista é indiscutível. JOHN REGAN, companheiro de FRAMPTON há mais de duas décadas, mostrou porque pode ser considerado um dos melhores baixistas do mundo. Aliás REGAN arremessou as únicas palhetas a que o público teve direito (talvez duas ou três). O baterista DAN WOJCIECHOWSKI foi impecável. O guitarrista ROB ARTHUR foi ótimo nos teclados e ainda fez um excelente acompanhamento no violão durante outras músicas. Enquanto isso, ADAM LESTER mandou muito bem nas seis cordas.
                      
A banda seguiu com a recente “Vaudeville Nanna and the Banjolele”, música do novo disco que havia saído do setlist em outros shows da tour. ADAM LESTER acompanhou FRAMPTON em um “cavaquinho”. Logo depois veio o espetacular cover de “Black Hole Sun”, clássico do SOUNDGARDEN.
                 

Muito tímida no início, a platéia respondeu bem ao guitarrista no decorrer da apresentação. Eram muitos os gritos de “Lindo”, “Gostoso” e “Miau” (!). Até mesmo um imitador do capitão caverna esteve presente (o qual foi motivo de piadas). A primeira fila exibia cartazes com a frase “Thank You Mr. Frampton”, um ótimo trocadilho com o título do mais novo lançamento.
                       
Após a balada “Baby I Love your Way” veio “(I’ll Give You) Money”. Foi o momento do show onde se percebeu definitivamente a qualidade acústica do local. Valeu o ingresso! Em seguida FRAMPTON executou o hino “Do You Feel Like We Do” onde brincou com o público em sua Talk Box. Ao final da música, a banda agradeceu e se retirou. A galera não deixou por menos e ecoou o nome do guitarrista nas dependências do teatro.
            

Para o bis, o guitarrista executou “Breaking All the Rules”, uma de suas músicas mais esperadas. O público simplesmente foi ao delírio. Para quem não sabe, essa faixa foi tema dos comerciais dos cigarros Hollywood (o sucesso) nos anos oitenta e marcou uma geração de roqueiros. Aliás, o papelão da noite ocorreu no início dessa música, quando uma jovem senhora invadiu o palco para agarrar PETER FRAMPTON. Os seguranças agiram rapidamente e a maluca empolgada fã foi contida a tempo. 
            
E, pra encerrar, o clássico dos BEATLES “While My Guitar Gently Weeps”. Certamente essa será uma das noites mais lembradas por todos os presentes.

Para mim, a realização de um sonho. Afinal, foi uma de minhas primeiras influências musicais.
         
Thank You, Mr. Frampton!
                    

PETER FRAMPTON:
PETER FRAMPTON – Guitarra, Voz e Talk Box;
JOHN REGAN – Baixo e Teclados;
ADAM LESTER – Guitarra e “Cavaquinho”;
ROB ARTHUR – Violão, Guitarra, Teclados e Voz;
DON WOJCIECHOWSKI – Bateria.

MÚSICAS:
Four Day Creep
It’s a Plain Shame
Show me the Way
Lines on my Face
Restraint
Float
Boot it up
Double Nickels
I Wanna Go to the Sun
Off The Hook
All I Wanna Be (is by your side)
Vaudeville Nanna and the Banjolele
Black Hole Sun
Nassau / Baby, I Love your Way
(I’ll give you) Money
Do You Feel Like We Do

Breaking All the Rules
While My Guitar Gently Weeps


1 de agosto de 2010

SHOWS INESQUECÍVEIS: BRUCE KULICK - OPERA1, CURITIBA - 08/12/2007

No ano de 2007, o guitarrista BRUCE KULICK anunciou sua vinda ao Brasil para um evento em Campinas (SP) chamado KISS FEST. O evento foi realizado com êxito, mas muitos fãs não tiveram a oportunidade de ir para São Paulo acompanhar a apresentação. Alguns ainda estavam tentando deixar a frustração de lado quando foi anunciada a volta de BRUCE ao Brasil para dezembro do mesmo ano! As apresentações ocorreriam em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba.
 
Poster de divulgação
 
BRUCE KULICK é certamente um dos maiores guitarristas da história do Hard Rock. Irmão de outro gênio da guitarra, BOB KULICK, iniciou sua carreira profissional em 1975. Dois anos depois, já participava da banda de MEAT LOAF. Em seguida criou o grupo BLACKJACK, que tinha o galã MICHAEL BOLTON nos vocais.
 
Ingresso para o show

Em 1984, se tornou guitarrista solo do KISS ao substituir MARK ST. JOHN, gravando os albums Asylum, Crazy Nights, Smashes, Thashes & Hits, Hot in the Shade, Revenge, Alive III, MTV Unplugged e Carnival of Souls, além dos videos KISS Exposed, X-Treme Close-Up e MTV Unplugged. Posteriormente, lançou carreira solo e participou de projetos como UNION e ESP, dentre outros. Também faz parte da formação mais recente de outra banda antológica, o GRAND FUNK RAILROAD.
  
Bruce Kulick na Rua XV de Novembro
   
BRUCE aproveitou bem a sua passagem pela capital paranaense. Como ele mesmo relatou em seu site oficial, visitou algumas lojas, esteve em um programa de rádio para promover a apresentação, passeou pela Rua XV e se impressionou com as nossas churrascarias. A apresentação de KULICK em Curitiba foi marcada para o OPERA1, saudosa casa roqueira. A abertura estava prevista para as sete da noite. Fazia muito calor naquele sábado e o público "hardeiro" formou uma enorme fila no lado de fora. Com mais ou menos uma hora e meia de atraso o local abriu as portas.
  
Fã e Bruce
 
Lá dentro formou-se outra fila para subir aos camarotes da casa, onde KULICK recepcionou os fãs, tirou muitas fotos e distribuiu educadamente centenas de autógrafos. Também era possível comprar material do guitarrista. Depois de garantir fotos e autógrafos, tratei de conseguir um bom lugar na platéia.
 
O som começou a rolar com a banda curitibana MOONSHINE, que tocou clássicos de BON JOVI, SURVIVOR e outros. A galera não precisou se espremer na frente do palco. Assim, foi possível tomar uma cerveja bem gelada e curtir Rock em clima de barzinho.
 
Bruce Kulick e Banda Mundo Cão
  
Lá pela meia-noite, BRUCE KULICK subiu ao palco e teve como apoio a banda paulista MUNDO CÃO. Para quem achou que fotos e autógrafos de um dos maiores nomes da guitarra mundial já eram suficientes, foi possível ver de perto a execução de solos originais do KISS, como nas músicas “Forever”, “Crazy Crazy Nights” e “Unholy”. O guitarrista também deu uma palhinha de sua carreira solo ao executar a faixa “Jump the Shark”, do álbum Transformer (2003). Impressionante como o tempo parece não passar para BRUCE, que consegue manter a qualidade de sempre em todas as suas apresentações.
  

O público cantou em peso, especialmente nas músicas “Tears are Falling” e “God Gave Rock ‘n’ Roll To You” que encerrou a apresentação. Que noite!
 
Num clima extremamente amistoso, todos saíram satisfeitos. O KISS ARMY CURITIBA certamente teve uma de suas noites mais felizes!
 

BRUCE KULICK:
BRUCE KULICK – Autógrafos, Fotos, Guitarra e Voz.
 
BANDA MUNDO CÃO:
ZECA SALGUEIRO – Voz e Biaxo;
FABIO GADEL – Voz e Guitarra;
MARCOS LIMONE – Bateria.
 
MÚSICAS:
Strutter
Unholy
Domino
Jump the Shark
Forever
Tears Are Falling
I Love It Loud
Lick It Up
  

5 de fevereiro de 2010

SHOWS INESQUECÍVEIS: ERIC SINGER (EXPO KISS) - MOINHO SÃO ROQUE, CURITIBA 16/05/2003

O ano de 2003 trouxe uma grata surpresa para os fãs de KISS: O baterista ERIC SINGER anunciou sua vinda ao Brasil. As apresentações seriam nas cidades de Curitiba e Limeira (SP). Tratava-se de um evento chamado EXPO KISS, onde ERIC responderia perguntas e faria uma sessão de autógrafos. O encerramento ficaria por conta da banda DESTROYER KISS COVER, o maior tributo ao KISS do Brasil.


O currículo de ERIC SINGER é simplesmente absurdo, tendo tocado com LITA FORD, GARY MOORE, BLACK SABBATH, BADLANDS, GILBY CLARKE, PAUL STANLEY, BRIAN MAY, KISS e ALICE COOPER, além de outros projetos e participações especiais. No KISS, onde mais se destacou, gravou os álbuns Revenge, Alive III, MTV Unplugged, Carnival of Souls, Jigoku Retsuden e Sonic Boom, além dos vídeos X-Treme Close-Up, Kiss Konfidential, Kiss My Ass e MTV Unplugged.

Os portões do MOINHO SÃO ROQUE abriram depois das cinco da tarde. Cheguei cedo e percebi que a fila não era tão grande devido ao horário. Assim como outras pessoas, tive que sair mais cedo do serviço. Levei umas coisas para SINGER autografar e também consegui uma câmera fotográfica emprestada.  Procurei garantir um lugar próximo ao palco. Quando ERIC entrou para responder as perguntas dos fãs, peguei a câmera e me preparei: Quando bati a primeira foto o filme voltou; Estava cheio. Fiquei puto, pois me disseram que o filme era novo (risos).
  
ERIC SINGER respondeu educadamente todas as perguntas. Também não deixou de citar as mulheres brasileiras. Muitos fãs fizeram perguntas em inglês. Em um determinado momento, um cara com uma camiseta do ALICE COOPER (do disco From The Inside) fazia uma pergunta; ERIC elogiou a camiseta e comentou que se tratava de um grande disco de Rock; O cidadão simplesmente interrompeu ERIC para concluir seu inglês mal elaborado e nem se deu conta do comentário que o baterista havia feito.
  
Eric Singer e eu na sessão de autógrafos
 
Depois das perguntas, ERIC subiu para os camarotes da casa. Durante a sessão de autógrafos, o baterista foi atencioso e brincou com alguns garotos, “ameaçando” cortar os rabos de cavalo dos pequenos roqueiros. Troquei duas ou três palavras com SINGER pois o acesso era controlado e os organizadores tinham pressa. Peguei meus autógrafos, tirei minha foto e vazei.
 
Em seguida houve venda de material e, no palco, apresentação de três bandas. No encerramento, a banda DESTROYER KISS COVER tocou grandes clássicos do KISS. Durante a apresentação do grupo, foi a vez de ERIC SINGER aparecer e dar uma canja com a banda, para delírio dos fãs. 

Por questões pessoais, tive de sair antes do final do evento. Mas depois de conseguir os autógrafos e uma foto ao lado de um grande ídolo certamente minha missão estava cumprida. Posteriormente, duas redes de televisão fizeram boas matérias sobre os dois dias do evento.



EXPO KISS:
ERIC SINGER – Entrevista, Fotos, Autógrafos, Bateria e Voz.

DESTROYER KISS COVER:
FABIO STANLEY – Guitarra e Voz;
ANTONIO SIMMONS – Baixo e Voz;
RODRIGO FREHLEY – Guitarra;
LEO CRISS – Bateria.

19 de janeiro de 2010

SHOWS INESQUECÍVEIS: KISS - AUTÓDROMO DE INTERLAGOS, SÃO PAULO - 17/04/1999

O KISS é um dos maiores fenômenos da história do Rock and Roll. Com seu som original, visual agressivo e apresentações repletas de efeitos pirotécnicos, o grupo conquistou uma enorme legião de fãs por todo o planeta. Em abril de 1999, a formação original da banda fez duas apresentações no Brasil: Em Porto Alegre e São Paulo. Antes disso, a banda havia se apresentado no Brasil em duas oportunidades: Em 1983 (pouco antes de tirar as máscaras) e no ano de 1994 (no festival Monsters of Rock) em uma das melhores performances de sua carreira.
 
KISS: Ace Frehley, Paul Stanley, Gene Simmons e Peter Criss

No Brasil inteiro foram programadas excursões para os dois shows. Aqui em Curitiba, uma das viagens para o show de São Paulo foi organizada pela extinta HARD TEMPLE, loja que funcionava no Omar Shopping, no centro da cidade. As reservas foram feitas com várias semanas de antecedência. Lembro que o preço da excursão incluíndo ingresso foi de R$ 96,00. Foram três ônibus que saíram de Curitiba por volta da zero hora do dia do show, chegando à capital paulista ás oito da matina.

Obviamente a primeira parada foi a GALERIA DO ROCK, o shopping dos roqueiros. Lembro que ao chegar lá comprei de cara o pôster promocional do show. Também aproveitei pra conhecer outras lojas, dentre elas a ROCK INVASION. Lembro que comprei, dentre outras coisas, uma cópia em fita cassete das demos do disco Asylum por R$ 7,00. Depois de um tempo apreciando os itens a venda e ouvindo as histórias do pessoal, fomos pegar os ingressos na loja ANIMAL RECORDS, que apresentava uma enorme vitrine repleta de memorabílias da banda.
 

À tarde, fomos para o autódromo de Interlagos. Eram centenas e mais centenas de pessoas formando uma fila que ultrapassava quarteirões. Depois que os ônibus estacionaram, procuramos um lugar perto da entrada do autódromo para ver no que dava. Afinal, naquele momento, ninguém seria louco de ir para o fim da fila.
 
Fiquei num grupo de aproximadamente sete pessoas. Imaginei que aquelas pessoas no começo da fila estavam lá há muito tempo. Tive certeza disso quando um colega nosso abriu um pacote de bolacha para fazer um lanche: Os olhos dos caras na fila brilharam de fome. O dono do pacote percebeu e perguntou honestamente: “Vocês querem uma bolacha?”. Foi a deixa para garantirmos um lugar na fila.

Na abertura dos portões, correria e uma ansiedade incontrolável! Na entrega dos ingressos, recebemos os óculos 3D e preservativos (?). Eu poderia ter ficado na grade, mas preferi ficar mais atrás, pois o palco estava alto. Depois de um tempo, a banda alemã RAMMSTEIN abriu a noite. Apesar dos excelentes efeitos pirotécnicos e do som pesado misturando metal e eletrônico, alguns atos na performance dos alemães não agradaram, especialmente quando o vocalista desfilou usando um pinto de borracha (risos). Ninguém estava preparado para aquilo. A galera simplesmente ignorou e protestou pedindo “KISS! KISS! KISS!
  
 
Depois da apresentação dos alemães, do som mecânico e com uma hora de atraso tudo escureceu e a frase mais esperada da noite foi ouvida: “ALRIGHT, SÃO PAULO... YOU WANTED THE BEST, YOU GOT THE BEST... THE HOTTEST BAND IN THE WORLD... KISS!!!”. Choque, explosão, alegria, emoção, uma mistura de sentimentos que jamais poderá ser descrita. Era a formação clássica do KISS tocando para 50 mil sortudos. Um momento único. O impacto foi tão grande que não me recordo da maioria dos momentos do show :)
   
A Psycho Circus World Tour foi a primeira da história a utilizar telões com efeitos em terceira dimensão. O telão avisava a hora de colocar e tirar os óculos 3D. Mesmo assim, muitas pessoas não tinham certeza da hora certa de utilizá-los. Alguns ficaram com os óculos o tempo todo (risos). No telão era possível ver os efeitos: Palhetas coloridas, pétalas de rosa, um coração, as mãos de ACE, as baquetas de PETER e a língua de GENE pareciam acertar os nossos olhos! Absolutamente fantástico! Se alguém reclamou dos efeitos é porque ficou de lado para o telão, ou não usou os óculos ou era cego mesmo!
   
PAUL e GENE foram os que mais se descontraíram durante a apresentação. PAUL tentou cantar Garota de Ipanema e falou sobre PELÉ e SERGIO MENDES. Na hora de Love Gun, ele deslizou fazendo pose pelo cabo aéreo (tiroleza) que o conduzia para um mini palco no meio da platéia. Delírio. GENE brincou com a platéia, citou SONIA BRAGA, cuspiu fogo em Firehouse e subiu numa plataforma acima do palco para cantar God Of Thunder. PETER foi mais discreto, cantou Beth, “levitou” com sua bateria e não deixou de fazer aquele Drum Solo manjado; ACE estava bêbado, fez um solo um tanto quanto lento, mas não errou uma nota e agradou a platéia.
     
 
Depois da apresentação é que começava a cair a ficha que aquela seria uma das maiores recordações de nossas vidas. Apenas fora do autódromo demos conta do frio absurdo (8º C) que fazia naquela madrugada em São Paulo. Na volta  para Curitiba, o motorista voava baixo. As janelas estavam todas abertas devido ao cheiro de cigarro. O vento frio cortava a pele e só conseguimos dormir devido ao cansaço.

Chegamos ao centro de Curitiba no começo da manhã do domingo. Depois de me despedir do pessoal, embarquei no ônibus biarticulado e algumas pessoas ficaram me olhando. Depois entendi o porquê: Estava com cara de ressaca, com o cabelo todo espalhado e com uma fita amarrada na testa dizendo KISS EU  VÍ!


KISS:
GENE SIMMONS - Baixo e Voz;
PAUL STANLEY - Guitarra e Voz;
ACE FREHLEY - Guitarra Solo e Voz;
PETER CRISS - Bateria e Voz.

MÚSICAS:
Shout It Out Loud
Deuce
Do You Love Me?
Firehouse
Shock Me
Let Me Go Rock 'N' Roll
Calling Dr. Love
Into The Void
Ace Frehley Solo
King Of The Night Time World
Gene Simmons Solo
God Of Thunder
Within
Peter Criss Solo
I Was Made For Loving You
Love Gun
100,000 Years
Beth
Detroit Rock City
Paul Stanley Solo
Black Diamond

6 de dezembro de 2009

SHOWS INESQUECÍVEIS: CREEDENCE CLEARWATER REVISITED - FORVM, CURITIBA 24/03/2000

Este foi um dos bons shows que Curitiba recebeu no ano de 2000 (também teve a primeira apresentação do THE CULT em nossa capital). Logo no começo da noite já havia um bom número de pessoas se aglomerando na entrada da FÓRVM (atual CURITIBA MASTER HALL). Do outro lado da rua fui até um barzinho com uns conhecidos que encontrei por lá pra tomar uma. Havia muita expectativa, já que o CREEDENCE é uma das bandas mais queridas dos curitibanos.

No que a casa abriu o povo correu pra garantir um bom lugar. O belíssimo ingresso - que eu havia comprado na loja Armazém do CD por trinta e poucos reais - ficou inteiro na portaria. Até tentei pedir pra ficar com o canhoto mas a casa nunca permitia. Chegando na pista pensei em ir pra frente do palco, mas desisti. Então subi e fui até onde atualmente ficam os camarotes da casa.

  
A banda não trazia a formação original (JOHN FOGERTY seguia carreia solo e TOM FOGERTY era falecido) por isso o nome do grupo foi mudado para CREEDENCE CLEARWATER REVISITED. Muitos criticam até hoje as apresentações da banda sem JOHN FOGERTY. Alguns dizem que o CREEDENCE conseguiu se tornar um cover de si mesmo. Independente das críticas, naquela noite subiriam ao palco dois dos integrantes que fizeram parte de uma das maiores bandas de todos os tempos e que influenciaram milhares de roqueiros pelo mundo. 
 
Inicialmente alguns fãs desconfiaram do vocalista JOHN TRISTAO, mas ele mandou bem. A banda tocou grandes clássicos como Born On the Bayou, Green River, Who'll Stop the Rain, Suzie Q, Hey Tonight, Bad Moon Rising, Proud Mary, I Put a Spell On You, Have You Ever Seen The Rain e Molina (quando a casa quase veio abaixo). Realmente, um show inesquecível.

Para os roqueiros atleticanos, o show teve um gosto especial. A apresentação teve dois intervalos e, na volta para a última parte, o baixista STU COOK apareceu vestindo uma camisa do Atlético, em alusão a campanha que o Furacão vinha fazendo na Libertadores daquele ano. Um uníssono grito de “UH, CALDEIRÃO!” tomou conta do lugar. Sensacional.
   
Lamentavelmente, esse foi um daqueles shows que o pessoal da imprensa curitibana praticamente não cobriu e, devido a isso, quase não encontramos material a respeito.

 
CREEDENCE CLEARWATER REVISITED:
JOHN TRISTAO - Guitarra e Voz;
ELLIOT EASTON - Guitarra;
STU COOK – Baixo;
STEVE GUNNER - Teclados;
DOUG "COSMO" CLIFFORD - Bateria.