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8 de dezembro de 2023

OBRIGADO, KISS!

No último dia 02, os quatro atuais integrantes do KISS fizeram o último show de suas vidas pela banda. A derradeira apresentação foi em Nova Iorque, no lendário Madison Square Garden.

Embora o KISS já tenha realizado (e furado) turnê de despedida anteriormente, parece que dessa vez a decisão é final. Alguns fatores corroboram pra isso, como a idade dos caras, o desgaste da voz do guitarrista PAUL STANLEY e, talvez, a necessidade de mais tempo pra gastar tanto dinheiro (risos).

De qualquer forma, utilizo este post para deixar o meu agradecimento à banda. Isto, pois, para mim, o KISS foi a porta de entrada para o mundo do Rock And Roll.

Ainda nos anos 1980, meu pai tinha uma fita cassete TDK DC60 (eu ainda a tenho guardada!) com músicas extraídas de alguns LPs, dentre eles a coletânea Rock Esperto, da Som Livre (alguma semelhança com a capa do blog?). Um dos lados da K-7 tinha, na sequência, as faixas "Rock And Roll All Nite" (do KISS) e "Mamma Mia" (do LEFT SIDE). Eu simplesmente pirava quando ouvia essas duas músicas, algo transcendental. Mesmo sendo uma criança, eu compreendia claramente o poder daquelas trilhas. A piração era tamanha que eu vivia pedindo ao meu Tio Edson que emprestasse seus LPs do KISS. Ele era fã da banda, tendo, inclusive, ido a um dos lendários shows do KISS no Brasil em 1983.

Tempo depois, quando eu estava cursando o ginásio, minha turma foi transferida de sala. O novo espaço tinha apenas carteiras de braço. Em uma delas, havia um enorme adesivo de banda de Rock. Aquilo mexeu com toda a piazada. Parecia um feitiço. Do nada, um falou que gostava de IRON MAIDEN. Outro mencionou o GUNS ‘N’ ROSES. Quando perguntado, eu disse que a banda com a qual eu mais me identificava era o KISS. A partir de então, a Kissmania elevou-se para outro nível. 

Paralelo a isso, comecei a conhecer outras bandas, mas sempre “fiel” aos caras pintadas. Tive uma das mais variadas coleções de itens do KISS, alguns bem raros. Nos anos 2010, porém, tive que vender toda a minha coleção de discos por motivo de força maior. Isso foi frustrante, mas não um problema, já que a música havia deixado de ser algo “físico”. A minha “playlist” já estava além de qualquer coleção.

Hoje, o Rock é meu hobby, minha cultura, minha válvula de escape. Impossível viver sem ele. 

Confesso que hoje o KISS não ocupa o mesmo espaço na minha vida musical, até mesmo porque aprendi a gostar de muita coisa. Mas certamente guardarei com carinho as lembranças da minha adolescência militante, quando botava os LPs Destroyer e Creatures Of The Night para tocar no último volume naquele quartinho repleto de pôsteres.

O artista passa, a obra fica.

Obrigado, KISS!

24 de novembro de 2020

KISS - X-TREME CLOSE-UP (1992) - VHS - LEGENDADO

Registrado durante a Era Revenge, período em que a banda ainda tentava absorver o impacto pela morte do baterista ERIC CARR, X-Treme Close-Up é indiscutivelmente o melhor Home Vídeo sobre a história do KISS até então. Não há nada mais honesto do que esse registro em toda a KISStória. 

De peito aberto, GENE SIMMONS e PAUL STANLEY confessam seus pecados e exaltam seus feitos com uma sinceridade escancarada e uma maturidade nunca vista antes, bem diferente dos depoimentos bobos contidos em KISS Exposed , Home Video anterior que só vale a pena pelos videoclipes e pelas belíssimas figurantes. X-Treme Close-Up traz dezenas de imagens raras, além de depoimentos dos outros integrantes da banda naquele período (o guitarrista BRUCE KULICK e o baterista ERIC SINGER). 

Esse Home Video reflete bem a mudança comportamental e visual do KISS em relação à década anterior. A maturidade desenvolvida pela banda naquele período de luto é percebida não apenas no próprio documentário e no excelente álbum Revenge, mas também nos discos seguintes, como o despojado (embora overdubado) KISS Alive III e no devidamente aclamado KISS MTV Unplugged, o qual foi a deixa para a volta da formação original da banda em 1996.

Lembro-me de ter adquirido a VHS em 1994, numa loja localizada na praça de alimentação do Shopping Muller. Eu estava na plenitude de minha “KISSmania” e lembro que quase enlouqueci quando visualizei o material na vitrine da loja.

Obrigatório para fãs do KISS e altamente recomendado para quem torce o nariz pra banda, mas quer um parâmetro honesto para lapidar sua opinião a respeito dela.

Enjoy ;)






25 de novembro de 2011

20 ANOS SEM ERIC CARR

Há vinte anos o baterista ERIC CARR desencarnava em virtude de um câncer. Ele foi um dos mais impressionantes bateristas que eu ví. Foi o primeiro membro do KISS após o fim da formação original. Participou da formação mais pauleira da banda (com GENE SIMMONS, PAUL STANLEY e VINNIE VINCENT) tendo gravado o antológico album Creatures of the Night, além de outros nove discos.
  

ERIC não apenas se destacou nas baquetas da banda novaiorquina, mas colaborou em diversas composiçoes e, junto com o guitarrista BRUCE KULICK, se preocupou em manter forte o nome KISS numa fase em que GENE SIMMONS só pensava em suas atuações cinematográficas e PAUL STANLEY planejava uma turnê solo.
  

Para muitos, apenas um nome. Para mim, um dos maiores bateristas de todos os tempos.

O vídeo abaixo traz na integra o DVD Tale of the Fox, o qual conta a história desse saudoso batera. Mesmo sem legendas vale a pena curtir.