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27 de julho de 2024

EDDIE CLARKE: LIVRO E BOX PARA CELEBRAR UM HEROI DA GUITARRA

Um dos guitarristas mais subestimados do Rock, EDDIE CLARKE, volta a ser lembrado por meio de um superlançamento: uma biografia acompanhada de uma caixa com quatro CDs que incluem material inédito. O lançamento está previsto para 6 de setembro.


(FAST) EDDIE CLARKE, falecido em 2018, foi o guitarrista da formação clássica do MOTORHEAD (é ele quem toca em faixas como “Ace Of Spades” e “Bomber”). Ele saiu do trio em 1983 depois de seis álbuns.

No mesmo ano, formou a banda FASTWAY, junto com PETE WAY (ex-baixista do UFO). Gravou nove discos pela banda entre 1983 e 2011. Depois disso, abriu espaço em sua carreira solo para o Blues.

Embora para muitos não pareça, o FASTWAY é bem conhecido aqui no Brasil. Isto, pois, a faixa “Say What You Will” (do primeiro álbum) foi tema de abertura da série Armação Ilimitada, sucesso da TV dos anos 1980. Eles também foram responsáveis pela trilha sonora do filme de terror Trick or Treat (Heavy Metal do Horror, de 1986) que conta com as participações de GENE SIMMONS e OZZY OSBOURNE. Assista ao filme legendado AQUI.

Sobre o material, o livro tem cerca de 300 páginas e foi cuidadosamente preparado. Já a caixa com 4 CDs (47 faixas) traz faixas de três projetos de CLARKE antes da fama, além de demos, ao vivo e regravações que incluem MOTORHEAD, FASTWAY e carreira solo.

Abaixo, faixa de divulgação e tracklist.


CD1 – The Early Years:
01. Intro – Fast Eddie Clarke
02. Cloud (CURTIS KNIGHT ZEUS)
03. The Confession (CURTIS KNIGHT ZEUS)
04. People Places And Things (CURTIS KNIGHT ZEUS)
05. Takin’ It Easy (CONTINUOUS PERFORMANCE)
06. In The Morning (CONTINUOUS PERFORMANCE)
07. White Lightning (THE MUGGERS)
08. (Just A) Nightmare (THE MUGGERS)
09. Summertime Blues (THE MUGGERS)

CD2 – MOTÖRHEAD:
01. Ace Of Spades
02. Step Down (vocais de CLARKE)
03. Lawman (Demo do álbum “Bomber”)
04. Alligator (Demo do álbum “Bomber”)
05. Dead Men Tell No Tales (Demo do álbum “Bomber”)
06. Emergency (vocais de CLARKE)
07. Motörhead (ao vivo)
08. Stone Dead Forever (vocais de CLARKE)
09. Iron Fist
10. Bomber
11. The Chase Is Better Than The Catch
12. The Hammer
13. Overkill

CD3 – FASTWAY:
01. All I Need Is Your Love (Demo de PETE WAY)
02. Say What You Will
03. Feel Me, Touch Me (Demo de PETE WAY)
04. Easy Livin’ (ao vivo)
05. Trick Or Treat
06. Heft
07. All Fired Up
08. Change Of Heart
09. Deliver Me (Remix)
10. Fade Out (Remix)
11. Leave The Light On (Remix)
12. Lovin’ Fool (Remix)
13. Sick As A Dog (Remix)

CD4 – The Solo Years:
01. Snakebite (nova versão)
02. Laugh At The Devil (nova versão)
03. All Over Bar The Shouting
04. No Satisfaction
05. Make My Day (com BILL SHARPE)
06. Heavy Load (com BILL SHARPE)
07. Walking Too Slow (com BILL SHARPE)
08. Ethereal Blue (com BILL SHARPE)
09. Mountains To The Sea (com BILL SHARPE)
10. My New Life (com BILL SHARPE)
11. Over And Out
12. 21st Century (BLACK ELECTRIC – Mix alternativo)

8 de dezembro de 2023

OBRIGADO, KISS!

No último dia 02, os quatro atuais integrantes do KISS fizeram o último show de suas vidas pela banda. A derradeira apresentação foi em Nova Iorque, no lendário Madison Square Garden.

Embora o KISS já tenha realizado (e furado) turnê de despedida anteriormente, parece que dessa vez a decisão é final. Alguns fatores corroboram pra isso, como a idade dos caras, o desgaste da voz do guitarrista PAUL STANLEY e, talvez, a necessidade de mais tempo pra gastar tanto dinheiro (risos).

De qualquer forma, utilizo este post para deixar o meu agradecimento à banda. Isto, pois, para mim, o KISS foi a porta de entrada para o mundo do Rock And Roll.

Ainda nos anos 1980, meu pai tinha uma fita cassete TDK DC60 (eu ainda a tenho guardada!) com músicas extraídas de alguns LPs, dentre eles a coletânea Rock Esperto, da Som Livre (alguma semelhança com a capa do blog?). Um dos lados da K-7 tinha, na sequência, as faixas "Rock And Roll All Nite" (do KISS) e "Mamma Mia" (do LEFT SIDE). Eu simplesmente pirava quando ouvia essas duas músicas, algo transcendental. Mesmo sendo uma criança, eu compreendia claramente o poder daquelas trilhas. A piração era tamanha que eu vivia pedindo ao meu Tio Edson que emprestasse seus LPs do KISS. Ele era fã da banda, tendo, inclusive, ido a um dos lendários shows do KISS no Brasil em 1983.

Tempo depois, quando eu estava cursando o ginásio, minha turma foi transferida de sala. O novo espaço tinha apenas carteiras de braço. Em uma delas, havia um enorme adesivo de banda de Rock. Aquilo mexeu com toda a piazada. Parecia um feitiço. Do nada, um falou que gostava de IRON MAIDEN. Outro mencionou o GUNS ‘N’ ROSES. Quando perguntado, eu disse que a banda com a qual eu mais me identificava era o KISS. A partir de então, a Kissmania elevou-se para outro nível. 

Paralelo a isso, comecei a conhecer outras bandas, mas sempre “fiel” aos caras pintadas. Tive uma das mais variadas coleções de itens do KISS, alguns bem raros. Nos anos 2010, porém, tive que vender toda a minha coleção de discos por motivo de força maior. Isso foi frustrante, mas não um problema, já que a música havia deixado de ser algo “físico”. A minha “playlist” já estava além de qualquer coleção.

Hoje, o Rock é meu hobby, minha cultura, minha válvula de escape. Impossível viver sem ele. 

Confesso que hoje o KISS não ocupa o mesmo espaço na minha vida musical, até mesmo porque aprendi a gostar de muita coisa. Mas certamente guardarei com carinho as lembranças da minha adolescência militante, quando botava os LPs Destroyer e Creatures Of The Night para tocar no último volume naquele quartinho repleto de pôsteres.

O artista passa, a obra fica.

Obrigado, KISS!

24 de novembro de 2020

KISS - X-TREME CLOSE-UP (1992) - VHS - LEGENDADO

Registrado durante a Era Revenge, período em que a banda ainda tentava absorver o impacto pela morte do baterista ERIC CARR, X-Treme Close-Up é indiscutivelmente o melhor Home Vídeo sobre a história do KISS até então. Não há nada mais honesto do que esse registro em toda a KISStória. 

De peito aberto, GENE SIMMONS e PAUL STANLEY confessam seus pecados e exaltam seus feitos com uma sinceridade escancarada e uma maturidade nunca vista antes, bem diferente dos depoimentos bobos contidos em KISS Exposed , Home Video anterior que só vale a pena pelos videoclipes e pelas belíssimas figurantes. X-Treme Close-Up traz dezenas de imagens raras, além de depoimentos dos outros integrantes da banda naquele período (o guitarrista BRUCE KULICK e o baterista ERIC SINGER). 

Esse Home Video reflete bem a mudança comportamental e visual do KISS em relação à década anterior. A maturidade desenvolvida pela banda naquele período de luto é percebida não apenas no próprio documentário e no excelente álbum Revenge, mas também nos discos seguintes, como o despojado (embora overdubado) KISS Alive III e no devidamente aclamado KISS MTV Unplugged, o qual foi a deixa para a volta da formação original da banda em 1996.

Lembro-me de ter adquirido a VHS em 1994, numa loja localizada na praça de alimentação do Shopping Muller. Eu estava na plenitude de minha “KISSmania” e lembro que quase enlouqueci quando visualizei o material na vitrine da loja.

Obrigatório para fãs do KISS e altamente recomendado para quem torce o nariz pra banda, mas quer um parâmetro honesto para lapidar sua opinião a respeito dela.

Enjoy ;)






26 de setembro de 2018

RELANÇAMENTO DE DISCOS SOLOS DO KISS EM BOX ESGOTA IMEDIATAMENTE NO SITE OFICIAL

O novo lançamento vinílico do KISS não chegou a amornar no estoque. Trata-se de uma caixa comemorativa de 40 anos dos discos solos dos integrantes da banda, lançados originalmente em 1978. Mal foi anunciada, com lançamento previsto para o dia 15 de outubro, simplesmente esgotou-se.  


A box, contendo os quatro álbuns em vinil colorido, além de posteres, camiseta, porta copos, broches e flanela para toca-discos, estava disponível exclusivamente no site oficial da banda. O preço  - sem correios - era de US$ 299,95 (ou R$ 1.220). 

Um prato cheio para colecionadores em geral.


By the way...

COMO CADA INTEGRANTE DO KISS LANÇOU SEU PRÓPRIO ÁLBUM DENTRO DA DISCOGRAFIA DA BANDA, SE OS DISCOS SÃO SOLO?

Explico: Depois da explosão musical do álbum duplo Alive! em 1975 (o melhor disco ao vivo de todos os tempos segundo a Billboard) e da consagração sonora com o sensacional Destroyer em 1976, o KISS tornou-se um frenesi entre os adolescentes norte-americanos. A consequência disso foi uma quantidade incontável de produto criados e licenciados com a imagem e nome da banda. De goma de mascar a máquina de Pinball. 

Isso sem falar em um filme chamado KISS Meets The Phantom Of The Park, que, segundo o guitarrista PAUL STANLEY. foi algo como "Star Wars encontra A Hard Days Night" (risos).

Aliás, tal filme foi exibido na Sessão da Tarde aqui no Brasil na década seguinte (veja um trecho logo abaixo).

Naturalmente, os integrantes da banda (em especial o baixista GENE SIMMONS) aproveitaram aquele período pra faturar como nunca. Mas tal exposição trouxe, além dos milhões de dólares, muito, mas muito desgaste pessoal.

Em 1978, além da rotina e da pressão sobre o quarteto, os excessos do baterista PETER CRISS (digamos, pelo seu "faro") e do guitarrista ACE FREHLEY (que nunca estava de goela seca) fizeram com que os dois resolvessem deixar a banda em busca de carreiras e discos solo. Seria o fim da formação original. 



GENE e PAUL não queriam isso. Foi então que os dois "gestores" da banda, no desespero de não quebrar a "magia" da formação original e de não emperrar a máquina de fazer dinheiro que a banda havia se tornado, toparam lançar quatro discos solo - um de cada integrante - sem desmanchar a banda. Tal fato é único na música até hoje.

Assim, GENE e PAUL conseguiram frear temporariamente o ímpeto rebelde de PETER e ACE. E cada um teve seu álbum lançado dentro do próprio KISS, cada qual com sua personalidade musical.

Posteriormente, em 1980, PETER CRISS deixou oficialmente a banda, embora tenha "aparecido" na capa do álbum Unmasked, lançado naquele mesmo ano. Ele foi substituído pelo saudoso ERIC CARR. 

Já ACE FREHLEY perdurou até 1982, embora tenha aparecido na capa do álbum Creatures Of The Night, lançado naquele mesmo ano. Ele foi substituído por VINNIE VINCENT.


Abaixo, meus breves comentários e faixas de cada álbum:

PAUL STANLEY - Todo o glamour da banda
Muitos dizem que esse foi o álbum solo mais "kiss" de todos. Repleto de faixas românticas, não traz nenhum "roquinho", mas tem faixas rápidas que pegam na veia de quem curte um Hard mais melódico ou um AOR


Esse vinil, mais o de GENE, eu comprei na extinta Eletrônica Westphalen, próxima a Avenida Sete de Setembro. Bons tempos.


GENE SIMMONS - tem até tema da Disney
Não tem como explicar" o disco solo do baixista do KISS. Lembro de, ao conseguir finalmente comprar o LP solo do linguarudo, chegar em casa para colocá-lo no toca-discos esperando algo "do mal". A introdução da primeira faixa - lembrando um filme de terror - parecia levar-me a algo denso como a conhecida faixa "God Of Thunder". Mas o que vem depois não traduz em momento algum sua personalidade demoníaca.


Um vez, GENE relatou que tinha a intenção de reunir os quatro integrantes dos BEATLES em seu disco solo, convidando-os a participar das faixas. Assim, haveria um disco com RINGO STARR, PAUL McCARTNEY, JOHN LENNON e GEORGE HARRISON que não seria necessariamente um álbum dos BEATLES. Segundo o baixista, apenas RINGO não aceitou. Difícil de acreditar nessa história, mas fica o registro...


ACE FREHLEY - o disco mais Rock
Não tinha como ser diferente: o integrante mais roqueiro da história do KISS fez o disco mais legal de todos. Mais rápido, cheio de solos incríveis, pra fazer arder e explodir as caixas de som. 


Lembro de ter comprado o meu LP do ACE na antiga Raridade Som, loja do Seu Clésius que ficava no fim da Rua Visconde do Rio Branco. Era um sábado, e gastei a agulha do toca-discos naquele dia.


PETER CRISS - melhor que o de GENE
Muitos não concordarão, mas PETER fez um álbum muito menos específico e, portanto, mais digerível que o do baixista. Composto de faixas mais easy, bons "roquinhos" e algum "Rock Lento". agrada mais os maiores de 40 anos. 


Lembro que comprei esse disco lá por 1992 em uma loja que existia no Shopping Sete. Dois colegas do ginásio que queriam ser bateristas, fãs de IRON MAIDEN e que não gostavam de KISS, foram lá em casa pra ouvir o LP achando que tratava se de um disco contendo exclusivamente solos de bateria (risos).


12 de maio de 2014

REVISTA ROLLING STONE LANÇARÁ QUATRO CAPAS DIFERENTES EM HOMENAGEM AO KISS

A edição nacional de maio da revista Rolling Stone fará uma homenagem aos 40 anos do KISS lançando quatro capas diferentes, cada uma com a imagem de um dos integrantes originais (GENE SIMMONS, PAUL STANLEY, ACE FREHLEY e PETER CRISS). 

A publicação também trará uma ampla reportagem sobre a carreira dos mascarados, além da discografia comentada. A edição de colecionador estará disponível a partir do próximo dia 15 (quinta). Segundo a revista, cada volume terá as quatro capas encartadas. 




























No mês passado, a edição norte-americana da Rolling Stone estampou o KISS em sua capa pela primeira vez na história.

Em agosto de 1996, a revista norte-americana Spin já havia lançado quatro capas diferentes para os integrantes da banda. Porém, ao invés de uma revista com várias capas, foram lançadas quatro publicações diferentes na mesma data (cada uma abordando um integrante).