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22 de março de 2017

CHUCK BERRY: NOVO DISCO 'PÓSTUMO' CONFIRMADO PARA JUNHO. FAIXA JÁ ESTÁ DISPONÍVEL

Se no último dia 18 perdemos CHUCK BERRY nesta semana ganhamos uma ótima notícia. O novo álbum do 'Pai do Rock 'será mesmo lançado. Chuck estará disponível em 16 de junho.

No entorno de seu aniversário de 90 anos, em 2016, BERRY anunciou ao mundo o lançamento de um novo disco. Mas com sua morte as dúvidas sobre a disponibilização do material surgiram. Eis que a família do guitarrista manifestou-se favoravelmente, citando que esta seria a vontade dele. 

Dentre as pessoas que participaram da gravação das faixas estão dois filhos (CHARLES e INGRID) e o guitarrista do RAGE AGAINST THE MACHINE, TOM MORELLO (algo aparentemente inimaginável). A boa notícia para os apaixonados pelos Long Plays é que o álbum vai sair em vinil vermelho (já tem opção de pré-compra).

Abaixo, capa, tracklist e faixa nova.


01. Wonderful Woman
02. Big Boys
03. You Go To My Head
04. 3/4 Time (Enchiladas)
05. Darlin'
06. Lady B. Goode
07. She Still Loves You
08. Jamaica Moon
09. Dutchman
10. Eyes Of Man



Para encomendar o seu exemplar, clique AQUI.

E viva o Pai do Rock!


19 de março de 2017

ROCK DE LUTO: UMA MODESTA HOMENAGEM AO VERDADEIRO PAI DO ROCK

Podemos dizer que a morte é a maior certeza que temos. Não há vacina contra ela. Não há quem tenha a dispensado. Ainda assim, ela nos traz um sentimento diferente. Para alguns, o fim. Para outros, a passagem para uma nova etapa.

E com o respeito a quem foi em minha opinião O PAI DO ROCK AND ROLL, deixo meu agradecimento ao norte-americano CHARLES EDWARD ANDERSON BERRY SENIOR, também conhecido como CHUCK BERRY. Ele tinha 90 anos.


Não entrarei aqui no mérito sobre quem foi o cara a executar os primeiros acordes do Rock na história (embora isso gere uma discussão muito boa). Não se trata de quem pôs no mundo, mas de quem fez seguir o caminho certo. Afinal, pai é quem cria.

O roqueiro CHUCK BERRY é simplesmente incontestável. É a síntese do estilo, o conjunto da obra. É o negão que mostrou aos branquelos como é que se faz uma introdução de guitarra, um "passinho", um show de Rock.

Oficialmente, são contabilizados quase 70 lançamentos em sua discografia (incluindo discos ao vivo e coletâneas). Desde "Maybellene" lançada em 1955, o pai do Rock colecionou super sucessos. Diversas faixas dele também deixaram de ser exploradas. O último disco de inéditas de CHUCK foi Rock It! (1979). Um novo álbum, com novas faixas, estava programado para ser lançado neste ano. Fiquemos no aguardo para saber se o material já havia sido gravado ou não.

Abaixo, algumas faixas em homenagem a este senhor que prestou serviços imensuráveis à humanidade.

Um lado B do primeiro disco de BERRY. O pai do Rock ensina o Blues. Faixa fodástica.

O clássico definitivo do Rock and Roll. Vai Joãozinho, vai...

O site Second Hand Songs cita 113 versões e 8 adaptações para essa faixa. "Surfin' USA" dos BEACH BOYS te lembra alguma coisa???

Faixa instrumental do álbum Two Great Guitars (1964), lançado em parceria com BO DIDDLEY.

Show antológico no Filmore Auditorium em 1967. A banda que toca com CHUCK BERRY aqui é ninguém mais, ninguém menos que a STEVE MILLER BAND.


Faixa do último (e pouco executado) disco de estúdio dele. Nem parece que esse LP saiu no Brasil.


O cara já era conhecido em todo o sistema solar e ainda foi tocar na inauguração de uma concessionária automotiva. É o Rock acima das vaidades.


Obrigado, CHUCK BERRY. Descanse em paz.


13 de abril de 2013

"ESTA É A PLATÉIA MAIS AGRADÁVEL PARA A QUAL EU JÁ TOQUEI" DIZ CHUCK BERRY ANTES DE SER RETIRADO DO PALCO

Ontem (12) foi um dia histórico na capital paranaense. O "pai" do Rock and Roll, CHUCK BERRY, fez seu único show no Brasil. Ele tem 86 anos e apresentou-se no Teatro Positivo em sua turnê de despedida dos palcos.

                                         Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo


Antes que alguém pergunte, não, eu não fui ao show. Gostaria muito de ter ido mas as a labuta é pesada para um pai de família. E dinheiro não nasce em árvore, infelizmente (risos). Se bem que dizem que nada é caro, nós é que ganhamos pouco ;)

A boa matéria do Jornal Gazeta do Povo de hoje (13) sobre a apresentação me surpreendeu. Mesmo sabendo que (no âmbito musical) a grande imprensa paranaense faz apenas matérias sobre bandas e eventos musicais que estão sob seu conhecimento, a publicação me parece sincera (até demais - quando cita as condições físicas de BERRY). A matéria em vídeo sobre o show é excelente.

O mais curioso foi saber que o guitarrista foi tirado do palco (ainda tocando) porque era hora de encerrar o show. Incrível.

Confiram abaixo um vídeo da apresentação e a transcrição da matéria:

 

Idoso e debilitado, Chuck Berry faz show repleto de erros, mas conquista público curitibano

Apresentação desta sexta-feira foi a única da passagem do americano pelo Brasil na turnê que deve ser uma das últimas de sua carreira, que tem mais de 50 anos 


Chuck Berry foi recebido com grande reverência assim que soaram os primeiros acordes de “Roll Over Beethoven”, música que abriu o confuso set list de pouco mais de uma hora apresentado nesta sexta-feira (12), a partir das 21h35, para a plateia que lotou o Teatro Positivo.

O diversificado público saudou de pé o pai do rock-and-roll com um aplauso caloroso que chegou a encobrir a maçaroca de notas formada pelo desencontro entre a regular banda de Chuck e os acordes aleatórios executados em sua Gibson.


Passado o frenesi do encontro inicial com a lenda, os erros ficaram mais evidentes. Vieram “School Days”, “Sweet Little Sixteen”, “Carol” e “Nadine”. A guitarra de Chuck, embora emitisse uma minoria de sons dentro da harmonia, foi o instrumento mais alto durante todo o show. 


A banda tinha de correr atrás: alongava alguns compassos até que Chuck se lembrasse de sua parte; tentava acompanhar riffs por vezes irreconhecíveis que o guitarrista puxava fora do script.


A performance de maior destaque acabou sendo da filha de Chuck, Ingrid Darlin Berry-Clay, que tocou harmônica em boa parte do show e cantou músicas como “Rock Me Baby”. Mas, apesar dos momentos em que ninguém entendia o que estava acontecendo – nem no palco, nem na plateia –, o público se manteve carinhoso e incentivador do início ao fim, aplaudindo quando Chuck – aos 86 anos, com voz, pulmões e audição fracos – acertava a mão.


Bem-humorado, o músico se movimentou no palco, interagiu com o tecladista e o baterista, brincou com a guitarra, fez piadas. “Aposto que vocês conhecem essa”, disse, antes de tocar a famosa introdução de “Johnny B Goode”. “Alguma coisa está acontecendo aqui em cima. Vou contar para vocês depois”, brincou, ao trocar de guitarra com o filho, Charles Edwards Berry Jr., depois de várias tentativas frustradas de se entender com o seu instrumento.


Retribuindo o carinho do público, Chuck faz declarações de amor. “Tenho 87 anos. Faço shows há 52. E esta é a plateia mais agradável para a qual já toquei. Eu amo vocês”, disse o músico, que ainda fez uma emocionada (e tocante) promessa: “Eu vou voltar. Vocês estão ouvindo? Eu vou voltar”.


O cantor ainda arriscou breves passos de sua célebre duck walk (dança do pato) em meio às 15 garotas convidadas para dançar no palco durante o longo solo que encerrou o show. Incansável, teve de ser avisado de que era hora de parar. Foi levado para fora do palco ainda tocando, pouco mais de uma hora depois do início do show.