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29 de agosto de 2026

A ÚLTIMA PARADA DO THE HOLLIES

Chegou ao fim a era das apresentações ao vivo dos integrantes remanescentes do THE HOLLIES. Um comunicado recente da banda informou que o guitarrista TONY HICKS e o baterista BOBBY ELLIOTT estão retirando-se dos palcos após mais de 60 anos de atividade. TONY parou por questões de saúde; BOBBY, em respeito ao amigo, também resolveu retirar-se.


A atitude respeitosa de BOBBY é apenas um reflexo da amizade entre os dois, os quais, ainda muito jovens, tocavam em uma banda chamada DOLPHINS. Quando ALLAN CLARKE e GRAHAM NASH fundaram o THE HOLLIES, eles convocaram TONY, que só aceitou entrar na banda se BOBBY pudesse acompanhá-lo. Isso sim é que é amizade, meu povo!

Mesmo com a saída de ALLAN e formações distintas nas últimas décadas, TONNY e BOBBY seguiram firmes e fortes, honrando a história da banda e de Em toda a sua história, o THE HOLLIES lançou mais de 20 álbuns de estúdio, colecionando sucessos nas paradas internacionais.

Embora possam parecer "apenas mais dois músicos dos anos 1960", eles são nomes importantes no cenário musical britânico. TONY toca vários instrumentos de cordas e acrescentou sonoridades aos discos da banda, além de compor muitas músicas; BOBBY chegou a ser convidado pessoalmente por PAUL McCARTNEY para tocar no WINGS em 1973, mas seguiu fiel aos HOLLIES.

Bobby Elliott e Tony Hicks. Parceria inexorável.

Sempre curti o som dos caras. As primeiras faixas que me marcaram, ainda na infância, foram 'Bus Stop' e ' Long Cool Woman...'. 

A notícia da aposentadoria de um artista que a gente admira sempre causa aquela sensação triste dentro de nós. Mas a vida é assim. O artista passa, a obra fica.

TONY, BOBBY... Agradeço pela história que vocês construíram. A vida de milhões de pessoas (inclusive a minha) foi mais feliz graças ao som de vocês.

Vida longa ao THE HOLLIES!

22 de março de 2023

ALLAN CLARKE: NOVO DISCO SERÁ O SEGUNDO DE INÉDITAS EM CINCO ANOS

ALLAN CLARKE, o eterno vocalista do THE HOLLIES, irá lançar no próximo mês seu novo álbum de inéditas: trata-se de I'll Never Forget, com 11 faixas, que estará disponível a partir do dia 07 de abril. A pré-venda já está rolando e tem opções em LP e CD autografados. A faixa “Buddy's Back” já está rolando no YouTube (confira abaixo).

O material traz a participação de seu parceiro dos tempos de HOLLIES, GRAHAM NASH (o cara do grupo CROSBY, STILLS & NASH).

Este será o seu nono disco solo, sendo que o primeiro, My Real Name Is 'Arold, foi lançado em 1972 (em paralelo a sua carreira no THE HOLLIES). Pela banda, seu último álbum foi What Goes Around..., de 1983 (embora ele só tenha saído definitivamente da banda muitos anos depois).

Abaixo, capa e playlist do Spotify.



01. You Need Someone To Save You              
02. I'll Never Forget
03. The Presence of You      
04. Movin' On          
05. When Love Walked Out the Room           
06. You Shine a Light             
07. You Didn't Like It             
08. Buddy's Back     
09. Let's Take This Back to Bed         
10. Maybe the Next Time    
11. Who Am I?


ANTECESSOR É UM DISCAÇO

Exceto por alguns nomes, a mídia definitivamente não se interessa pelos velhos roqueiros. Só com pesquisas constantes na rede descobrimos certos movimentos. Foi assim que fiquei sabendo do penúltimo álbum do ALLAN, ao “tropeçar” em um videoclipe do cara durante a pandemia. 


Contendo dez faixas, Ressurgence foi lançado em 2019 e rompeu um hiato de quase trinta anos (!). É um disco sensacional, difícil de ser batido pelo álbum vindouro. Com elementos tradicionais e modernos, é proporcional aos tempos atuais. Destaco as faixas “Heart Of Stone” e “Long Cool Woman's Back in Town” (que têm uma ótima levada e brincam com a clássica "Long Cool Woman”), além da belíssima “I'm Only Sleeping”. Recomendo!!!


Assim como I'll Never Forget, Ressugence também teve opções autografadas em CD e LP, o que mostra que o “vovôcalista” de 80 anos ainda preocupa-se com sua fiel base de fãs.


SEIS FAIXAS PRA SE LIGAR NA CARREIRA SOLO DE ALLAN CLARKE

Além das faixas acima, deixarei como sugestão outras seis de ALLAN CLARKE fora dos HOLLIES. Você vai se surpreender.

"Fishin'", do segundo álbum solo. Sonzeira!

Blinded By The Light”, do disco solo de 1976. Faixa do BRUCE SPRINGSTEEN.

"Breakdown" (1977), do THE ALAN PARSONS PROJECT, com CLARKE nos vocais.

"Slipstream", de 1979, no padrão ALLAN CLARKE de qualidade.

"Caught In The Act", de 1990. Sonoridade mais moderna.

Essa pouca gente conhece: versão Dance de "Long Cool Woman" da banda ET CETERA, com participação de ALLAN até no videoclipe.


Vida longa ao nosso querido ALLAN CLARKE!

8 de setembro de 2021

VARIOS - I LOVE ROCK (1996)

As pessoas mais jovens talvez não compreendam a importância das coletâneas para os amantes da música nascidos antes dos anos 1990. Numa época em que o streaming não existia e que a música “física” custava caro, uma compilação era a oportunidade de se possuir o maior número de melhores faixas de uma banda (ou de várias) ao mesmo tempo. Uma boa coletânea era suficiente para você não ter que gastar com uma discografia completa ou comprar um álbum "inteiro" em razão de apenas uma música. Hoje em dia, ter acesso aos grandes sucessos da música mundial chega a ser algo banal.


A coletânea I Love Rock, lançada em 1996 pela Som Livre, fez ressurgir o mesmo espírito celebrado em outra coletânea da empresa: o LP Rock Esperto, de 1983 (reparou na capa do blogue?). Trata-se de uma casta de bandas que tem como característica aquele Rock contagiante executado nos saraus, duplex, bailes e casas noturnas dos anos 1970 e 1980 em alguns lugares do Brasil. Comparadas ao mundo mainstream de PINK FLOYD e LED ZEPPELIN, por exemplo, bandas como SLADE, THE HOLLIES, JOAN JETT AND THE BLACKHEARTS e LEFT SIDE eram underground puro, som de pista e boteco ao melhor estilo “Clap Your Hands and Stomp Your Feet”. Ou, como diria aquele sertanejo, “é na sola da bota, é na palma da mão” (risos).

Embora as coletâneas de sucessos sigam basicamente a regra de “uma faixa por banda”, isso não foi levado em conta neste caso. Talvez por sintetizarem a sonoridade que fazia a cabeça do povão roqueiro, seja pelo som marcante da bateria ou pelos riffs cheios de energia, ícones como GARY GLITTER e BACHMAN-TURNER OVERDRIVE ganharam mais de uma faixa na seleção em questão. Uma curiosidade deste lançamento é a última faixa. Não há cristão no mundo que me convença de que esta versão de "I Love Rock'N Roll" é cantada por JOAN JETT.

Em suma, se no dias atuais um adolescente me pedisse uma sugestão de coletânea que sintetizasse esse Rock um pouco Glam, um pouco Hard, um pouco Pub, um pouco Euro, essa seria uma delas. Afinal, quem não ama um roquinho esperto???


Artista: Vários
Título: I Love Rock
Ano: 1996
Gravadora: Som Livre
Formato: MP3
Qualidade: 320 kbps

01. The Loco-Motion (GRAND FUNK RAILROAD)
02. Hey You (BACHMAN-TURNER OVERDRIVE)
03. Mama Mia (LEFT SIDE)
04. Long Cool Woman In A Black Dress (THE HOLLIES)
05. I Didn't Know I Loved You Till I Saw You Rock’N Roll (GARY GLITTER)
06. Rock'N Roll (Part 2) [GARY GLITTER]
07. My Sharona (THE KNACK)
08. Do You Wanna Touch Me (Oh Yeah) [GARY GLITTER]
09. Down Down (BACHMAN-TURNER OVERDRIVE)
10. Mama Weer All Crazee Now (SLADE)
11. You Drive Me Crazy (SHAKIN’ STEVENS)
12. Born To Be Wild (STEPPENWOLF)
13. American Woman (THE GUESS WHO)
14. I Love Rock'N Roll (JOAN JETT AND THE BLACKHEARTS)