Glam Rock - Hard Rock - Boogie Rock - Pub Rock - Euro Rock
Mostrando postagens com marcador TECNOLOGIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TECNOLOGIA. Mostrar todas as postagens

26 de março de 2016

MATÉRIA: O VINIL HD ESTÁ CHEGANDO

Essa é boa...

Matéria publicada na Folha de São Paulo:

O VINIL HD ESTÁ CHEGANDO

25/03/2016 - 15h24 / AMANDA CAVALCANTI
DA VICE

Volta e meia, ouvimos falar da tal 'volta do vinil'. De fato, ela tem algum fundamento, ao menos nos Estados Unidos: de acordo com o relatório de final de ano da Nielsen, a venda do vinil aumentou em 30% no país em 2015, em relação ao ano anterior. 

Esse aumento contrasta, porém, com a tecnologia usada para produzir esse tipo de mídia física. Até hoje, as máquinas usadas para prensar os vinis datam dos anos 1960 e 1970, são extremamente lentas e consomem muita energia. Mas isso pode estar prestes a mudar.


A Rebeat Digital, companhia austríaca, patenteou o conceito de "High Definition Vinyl", ou vinil HD, nova tecnologia que pode cortar pela metade os custos e o tempo usado para a fabricação de discos.

Na terça-feira (15), a Digital Music News reportou que teve acesso às especificações tecnológicas do processo, que consiste em um laser que queima o áudio diretamente no disco, baseando-se em um mapa topográfico 3D - cujo aperfeiçoamento será a parte mais demorada da fabricação dos novos LPs.

Além de possuir melhor volume e qualidade de áudio, o vinil HD poderá ser tocado em qualquer turntable e toca-discos já existente - ou seja, você não vai precisar trocar seu equipamento para aproveitar os benefícios.

Segundo a Rebeat Digital, a tecnologia pode estar já circulando no mercado em três anos. Vamos torcer para que ela não perca o 'boom' nas vendas.


19 de janeiro de 2016

MATÉRIA: NOVA FÁBRICA DE LPS PODE SURGIR NO BRASIL

Uma nova opção para a produção de discos de vinil em território nacional pode estar a caminho.  É a prensa da antiga gravadora Continental que poderá ser restruturada para produzir até quatro vezes mais discos de vinil do que a Polysom (única fábrica de LPs na América do Sul no momento). Confiram abaixo (ou no link) na ótima matéria da Folha de São Paulo.

Michel Nath na sua fábrica de vinil, que ele pretende colocar em operação nos próximos meses

NOVA FÁBRICA PROMETE QUADRUPLICAR PRODUÇÃO DE DISCOS DE VINIL NO PAÍS

BRUNO VILLAS BÔAS
DO RIO

19/01/2016

Num galpão em Barra Funda, zona oeste de São Paulo, a prensa da extinta gravadora Continental recebe os retoques finais antes de voltar à ativa, 20 anos após abastecer uma geração com discos de Beto Barbosa e da dupla Leandro e Leonardo.

Se tudo der certo, um botão vai acionar a prensa de duas toneladas nos próximos meses e marcar o início da segunda (e maior) fábrica de discos de vinil da América Latina, com capacidade para até 140 mil bolachas por mês (entre LPs e compactos).

Chamada Vinil Brasil, a fábrica promete quadruplicar a capacidade de produção dos discos no país - atualmente em cerca de 40 mil unidades mensais na Polysom, única fabricante em operação, em Belford Roxo, região metropolitana do Rio.

Em tempos bicudos de crise econômica e decadência na indústria fonográfica, o vinil é um nicho que nada de braçada. As vendas subiram 30% em 2015 no mundo, segundo a consultoria Nielsen. O ritmo seria parecido no mercado brasileiro.

Na Polysom, o tempo de espera por um disco é atualmente de dois meses, segundo a empresa. Foram 149 títulos fabricados no ano passado por lá. E a expectativa é que as vendas cresçam mais 30% neste ano, apesar da crise econômica.

Para ficar em dois exemplos da demanda do setor, Tom Zé quer prensar três discos "Nave Maria" (1984), "Tropicália Lixo Lógico" (2012) e "Vira Lata na Via Láctea"(2013). Já a Banda Black Rio deve lançar a regravação de"Maria Fumaça" (1977).

Toda (SIC) esse interesse em tempos digitais ficou mais evidente no fim da última década. O vinil passou a ser cultuado por jovens por sua experiência visual e auditiva, da arte das capas ao prazer de escolher o disco na estante e colocá-lo na vitrola.

ORIGEM
A ideia da fábrica não surgiu, porém, de uma experiência sensorial. O produtor e DJ Michel Nath encomendou seu próprio álbum "Solar Soul" numa fábrica na República Tcheca. A entrega do disco atrasou oito meses.

"O vinil ainda tem espaço para crescer aqui no Brasil. A fábrica estará a serviço da cena cultural. Quero primar pela qualidade, por um preço mais justo", disse Nath, dono e responsável pela montagem da fábrica ao longo dos últimos 15 meses.

A prensa da Continental foi resgatada de um ferro-velho, após o prédio da gravadora ter sido demolido. Parte dos equipamentos foi construída, como o molde dos discos. O valor investido não foi revelado pelo novo empresário.

Para a manutenção e a operação, foram localizados e contratados antigos técnicos do ramo. Um deles foi da RCA e passou os últimos 20 anos em indústrias "comuns".

"Ele disse que foi o melhor telefonema que recebeu nos últimos 20 anos", disse.

O trabalho será essencialmente artesanal, como é no mundo do vinil. Por isso, a ideia é no início atender músicos próximos. Pouco depois, abrir para artistas. No futuro, exportar.


5 de julho de 2015

HÁ 25 ANOS: MATÉRIA DESTACAVA A PUREZA DE SOM DO CD

Já postei várias vezes aqui no Blog sobre os discos de vinil. Mas há alguns dias me deparei com essa matéria publicada pela Revista Superinteressante em 1990 sobre os Compact Discs. Achei bacana postar pra refletirmos sobre os prós e contras da bolachinha digital, do ponto de vista de uma época em que o vinil parecia estar prestes a receber a extrema unção. 


Qualidade do CD: Puro som

Nunca se ouviu música igual: técnicas derivadas da Informática e das pesquisas com raio laser proporcionam nos compact discs um registro sonoro impecável e a salvo de desgastes.

Luiz Guilherme Duarte

Luz! Computador! Som! Não importa se é um acorde suave de um concerto de Vivaldi ou um estrondo de guitarra de rock, os amantes da música em todo o mundo estão encantados com o que ouvem em seus novos toca-discos a laser, um som tão puro como o que, durante uma gravação, preenche os estúdios protegidos contra qualquer outro ruído. Esse prazer é dado pelo compact disc (disco compacto), ou simplesmente CD, um disco de plástico revestido de alumínio, com apenas 12 centímetros de diâmetro e 16 gramas de peso, capaz de armazenar 70 minutos de som — o dobro de um disco comum —, graças à união da tecnologia do laser com a da Informática.

A ilusão proporcionada pelo CD, que faz o ouvinte imaginar-se sentado no meio de uma orquestra durante um concerto, deixa mudos os fabricantes, cujos estoques evaporam sem que eles sequer gastem muito dinheiro em publicidade. Meros dois anos depois que a Sony japonesa e a Philips holandesa lançaram o sistema, na Feira de Áudio de 1982, no Japão, as vendas mundiais da última maravilha da alta tecnologia em matéria de bens de consumo já haviam alcançado a marca de 20 milhões de unidades. Isso faz do toca-discos a laser o eletrodoméstico de difusão mais rápida na história do setor. O videocassete, outra estrela ascendente da eletrônica, levou quase sete anos para chegar ao mesmo ponto.

Uma das poucas inovações reais no método de se registrar e reproduzir sons, desde que em 1877 o inventor americano Thomas Edison (1847-1931) criou o fonógrafo, o sistema seduz os ouvidos também pelas suas credenciais de "bem perene", isto é, uma tecnologia que se apresenta como insuperável. Foi, de fato, uma transformação que merece ser chamada revolucionária. Os LPs atuais, uma criação do engenheiro húngaro- americano Peter Goldmark em 1948, arquivam o som sob a forma de pequenas irregularidades esculpidas em sulcos num prato de vinil, um tipo de plástico. Quando uma agulha de diamante percorre esses entalhes, a vibração gera uma corrente elétrica variável, que é convertida em som. Os toca-fitas, de seu lado, lêem o som em partículas magnetizadas numa tira de plástico. Nos dois casos, o processo é conhecido como analógico, no qual o som ouvido é uma réplica física do som gravado.

A extraordinária vantagem do toca-discos a laser, como se sabe, é que este dispensa a agulha ou a cabeça de leitura de fitas, que permanecem em atrito com a superfície de gravação, provocando distorções e inevitável desgaste. Num processo semelhante ao utilizado pelos computadores, os sons são convertidos em códigos digitais binários, ou seja, combinações de zero e um, armazenadas no disco em 2,5 bilhões de microscópicos relevos altos e baixos. No lugar da agulha, um fino feixe de raios laser atravessa o plástico e "varre" o disco, que começa girando à velocidade de quinhentas rotações por minuto, que cai gradativamente para 250, para que a leitura do laser se mantenha constante enquanto o feixe vai do centro para a periferia.

Um diodo fotossensível acoplado a um tipo de microcomputador capta os reflexos dos raios na camada de alumínio — que variam de acordo com a ondulação impressa no plástico — e reconverte os códigos digitais em som. Isso só é possível, portanto, porque as diferenças no relevo do disco fazem com que os reflexos de luz também sejam fisicamente diferentes. Como não há qualquer contato mecânico com a superfície do disco, o som ouvido está livre de distorções. Mesmo que o laser passe sobre marcas profundas, daquelas capazes de fazer saltar longe a agulha de um toca-discos convencional, o microcomputador usará o material gravado imediatamente antes e depois do risco para cobrir a ausência de informação no lugar. Além da impecável qualidade do som, o processo digital dispõe dos mesmos recursos dos sistemas computadorizados. Assim, sua memória permite selecionar músicas inteiras ou apenas certos trechos, para o ouvinte programar o próprio repertório, e todos os comandos podem ser dados a distância, por meio de um controle remoto — como só uma face é gravada, ninguém precisa levantar-se para virar o disco.

Melhor ainda: como o princípio básico de leitura é comum a todos os toca-discos a laser, mesmo o modelo mais simples — o disc-walkman lançado pela Sony no Brasil há dois anos — apresenta a mesma qualidade de som que os maiores e mais avançados sistemas. Difícil mesmo, muito mais difícil do que no caso das fitas- cassetes e dos LPs comuns, é fazer um compact disc. Afinal, em um único lado do disco, cerca de 720 mil sulcos de 0,1 mícron (milésimo de milímetro) de profundidade, chamados pits, estão cheios de pontos que refletem ou não o laser, compondo códigos equivalentes a até 250 mil páginas de informação, seja ela programas de computador, imagens ou sons.

Até 1984 os CDs só eram produzidos no Japão e na Alemanha: transcorridos menos de quatro anos, cerca de oitenta fabricantes se habilitaram em mais de uma dezena de países, incluindo o Brasil. "Investimos 18 milhões de dólares na importação de tecnologia e de equipamentos, além do treinamento de técnicos no exterior", conta Roberto Pol, gerente da empresa paulista Microservice, a única fabricante de CDs na América Latina. Segundo Pol, a confecção de um CD nacional começa nos Estados Unidos, para onde são enviadas as grandes fitas magnéticas profissionais com a gravação das músicas feita em estúdio. Já nessa fase se manifesta a diferença de qualidade. Em cada disco, uma senha de três letras indica os processos utilizados na gravação, mixagem (ou mistura) de sons e industrialização. Quanto mais CDs, de digital, a senha contiver, melhor a qualidade.

Nos estúdios americanos a fita analógica recebe códigos digitais, impressos por um fino feixe de laser de íons de argônio em um vidro revestido com uma camada sensível, apropriadamente designado "mãe". O feixe de luz azul de 457,8 nanômetros (milionésimos de milímetro) deixa o canhão de emissão de raios com uma potência de 5 watts — o que é muito para um laser. No caminho até a placa de vidro, porém, o raio perde grande parte de sua energia. Desse modo, ao chegar ao ponto focal, o de maior concentração de luz, a potência do raio se limita a ínfimos 4 miliwatts — o suficiente para expor a camada de verniz sensível à luz. No final, a placa de vidro ainda passa por um banho alcalino para remover os excessos de verniz e só então recebe uma cobertura de níquel, que assim adquire a sua forma definitiva com todos os pits em alto relevo.

A niquelação pode ser feita por evaporação, a técnica mais antiga, ou por pulverização. Na primeira, os átomos de metal saltam de um recipiente aquecido para a "mãe", sob elevado vácuo, depositando-se como um floco metálico sobre a superfície. Essa casca metálica, o "pai", é retirada para servir de molde na prensagem do produto comercializado, de plástico. Geralmente, existem vários pais para um mesmo disco, pois cada um consegue reproduzir no máximo 10 mil unidades. No Brasil, como em qualquer país produtor de CDs, o pai é tratado como uma pessoa que fosse passar por uma cirurgia. Realmente, todo o processo de fabricação transcorre em ambientes onde o ar, a exemplo das salas de operação dos melhores hospitais, é rigorosamente filtrado — um grão de pó que seja comprometerá o CD, já que o laser pode refletir-se nele. Assim, enquanto nos hospitais se admite até 33 mil partículas de poeira por metro cúbico de ar, na empresa as salas têm menos de um décimo disso em circulação.

Os técnicos usam roupas especiais, feitas de tydek, um tecido de papel, e passam por uma câmara onde um jato de ar de alta intensidade remove o que houver de sujeira do traje. Além disso, em alguns países, todo o ambiente é mantido sob pressões atmosféricas mais altas que o normal a fim de reter eventuais partículas no solo e impedir que alcancem as máquinas. Em determinados recintos, as pessoas evitam até mesmo falar, embora usem máscaras, para não propagar partículas. Apesar de todos esses cuidados, o trabalho consiste apenas em fiscalizar os robôs, que fazem tudo, menos embalar o produto final. "Começamos por tratar o policarbonato, um tipo de plástico descreve Pol enquanto exibe um punhado de grãos transparentes da resina. Aquecidos até se liquefazerem e injetados sob alta pressão contra o molde, 14 gramas de policarbonato, a matéria-prima do disco, se formam, com as ranhuras impressas, por um resfriamento brusco.

Uma fina camada de 80 nanômetros de alumínio de alto brilho é depositada a seguir sobre um dos lados por um método parecido com aquele utilizado na criação do "pai". Isso torna os discos tão brilhantes que a luz neles se reflete com as cores do arco-íris. Para proteger o metal, ele é envernizado com 500 miligramas de uma laca especial muito resistente, sobre a qual finalmente é aplicado o texto de identificação, por meio de técnicas de silk screen, o mesmo processo utilizado para imprimir imagens em camisetas — e o disco está pronto. Pelo menos 9 milhões de unidades deverão ser fabricadas este ano no Brasil, contra 4,5 milhões no ano passado e 1,8 milhão em 1988. A produção cada vez maior, no país e no exterior, está baixando o preço real do CD e dos toca-discos nas lojas, assim como aconteceu com outros bens de consumo eletrônicos.

Em 1983, os aparelhos eram vendidos no mercado internacional por cerca de 1000 dólares e cada disco por 20. Hoje, no exterior, pode-se encontrar toca- discos por menos de 200 dólares (três vezes mais no Brasil) e CDs por 12 (mesmo preço aqui). Isso explica por que os compact discs de música popular aumentaram, em toda parte, de algo como 25 por cento do total das gravações para 70 por cento. Desde o primeiro disco a laser nacional, uma seleção de músicas do cantor Caetano Veloso, lançado em 1987, o preço do CD brasileiro também tem ficado mais acessível. No começo, um CD custava tanto quanto quatro LPs. "Hoje em dia, nas lojas de departamentos, que mantêm grandes estoques, o preço se equivale", compara Pol, da Microservice. "Nas lojas de discos, que compram menos, fica difícil manter a paridade, mas como o CD contém o equivalente a dois LPs, ainda estamos em condições de competir."

No mundo inteiro o resultado da concorrência parece já estar definido — a favor do laser. No ano passado, a produção dos disquinhos brilhantes superou a de LPs, cujas vendas, por sinal, caíram pela metade em cinco anos de confronto com a nova tecnologia. Na verdade, o consumo das tradicionais bolachas de vinil foi superado desde 1985 pelos cassetes que, aos dezoito anos de existência e graças principalmente ao advento do sistema portátil walkman, chegaram ao auge da aceitação popular. O receio de que os long-playings estejam com os dias contados tem feito soar as únicas notas desafinadas na sinfonia de elogios aos CDs. Nos Estados Unidos, o especialista Harry Pearson, editor do periódico Absolute Sound, atacou: "O compact disc não capta todas as nuances do som e não permite distinguir entre um violino e uma viola". A primeira afirmação é verdadeira. A segunda, não. Mas a ameaça mais séria à nova tecnologia apareceu em 1988, quando a fabricante inglesa Nimbus Records acusou defeitos de fabricação nos discos. Segundo a Nimbus, empresários gananciosos estariam diminuindo a qualidade do produto, usando tintas corrosivas e esmaltes de vida curta, o que exporia o alumínio e comprometeria o som. Além disso, afirmou-se que, embora as campanhas apregoem que os discos sejam virtualmente eternos, a vida útil de um CD seria de dez anos no máximo—aproximadamente a metade de um vinil. Tudo leva a crer, porém, que isso não tem fundamento. Nem por isso se deve manuseá-lo descuidadamente: como o LP, ele pode riscar-se, ficar empoeirado ou engordurado, em prejuízo da qualidade do som. "Felizmente aquela onda já passou", suspira Pol.

Segundo ele, defeitos numa produção em série podem ocorrer, apesar do controle de qualidade em quatro etapas, mas as lojas trocam sem problemas o produto defeituoso. Os padrões internacionais de produção admitem um máximo de quinhentos erros de leitura de sons por segundo. Parece muito, mas nem é perceptível pelo ouvido humano. Para assegurar essa qualidade, o disco pronto é submetido a uma inspeção visual — nenhuma luz pode passar por ele, caso contrário não haverá reflexão do laser. Depois o computador e um toca-discos profissional fazem a leitura integral do conteúdo e emitem um relatório. Prova de que o disco compacto veio para ficar, fabricantes e consumidores dão as boas- vindas às novas versões da tecnologia laser. Mais baratos e totalmente compatíveis com os toca- discos a laser disponíveis, os mini-CDs, com 8 centímetros de diâmetro e até 20 minutos de gravação, já podem ser encontrados nas lojas de vários países. Mas o CD-V ("V" de vídeo), embora viável tecnologicamente, ainda precisa diminuir de tamanho (os discos têm o tamanho de um LP) e vencer a dura concorrência com o videotape antes de ser produzido em massa. O sonho dos técnicos, em todo caso, é chegar a um sistema capaz de ler e gravar com a mesma perfeição uma infinidade de sons, imagens e informações. O mundo será, então, mais redondo, brilhante e achatado.

Para saber mais:

(SUPER número 10, ano 3)

(SUPER número 7, ano 10)


Pirataria digital

Uma nova expressão, "musical pirata", entrou para o léxico dos apreciadores de música. Refere-se aos discos e fitas, analógicos e digitais, lançados no mercado de forma irregular, obra de contraventores ou de inocentes audiófilos que não vêem mal algum em gravar algumas músicas para os amigos. Para os auto-denominados "produtores independentes", que ignoram direitos autorais alheios, o advento da tecnologia digital oferece a possibilidade de gerar cópias clandestinas tão boas quanto os originais. No Brasil, onde o preço de um sistema a laser e dos próprios discos ainda é elevado para a grande maioria da população, multiplicam-se os clubes de locação de CDs e os discos acabam sendo copiados em fitas cassetes. Justamente prevendo a proliferação dessas cópias não autorizadas, os grandes produtores multinacionais de música tentaram em vão boicotar o disco laser.

Perdida essa batalha, hoje sua dor de cabeça é outra: segurar a expansão da nova tecnologia DAT (Digital Audio Tape-Recorder, ou gravador de fita digital). Provido de, um circuito que permite converter sinais analógicos em digitais, oferecendo assim uma qualidade sonora igual à do CD, esse novo gravador-reprodutor foi lançado em 1987 no Japão e em pouco mais de um ano vendeu mais de 70 mil unidades. Sua fita, de duas horas de gravação e de tamanho equivalente à metade de um cassete comum, promete rivalizar em breve com o sistema laser, levando sobre este a vantagem de aceitar várias gravações — exatamente o atributo contra o qual investe a indústria do disco. Nos Estados Unidos, produtores de música e fabricantes parecem ter chegado a um acordo: cada gravador conterá um chip que irá determinar um código digital específico na fita, quando esta receber a primeira cópia. Esse código bloqueará novas cópias dessa fita. Assim, os consumidores poderão copiar um CD, mas essa versão não poderá ser usada para produzir outras fitas.


14 de abril de 2015

APARELHO BLUETOOTH EM TOCA-DISCOS SIMULA SOM DE VINIL PARA MÚSICA DIGITAL

Um projeto curioso permite que músicas digitais possam ser executadas e ouvidas como se estivessem em um disco de vinil. A ideia com cara de nostalgia é do norte-americano JESSE ENGLAND.

A invenção, batizada de Universal Record, consiste em um pequeno disco com componentes eletrônicos e tecnologia Bluetooth. A parte externa possui uma superfície plástica vibratória que lembra um vinil compacto. Para ser utilizada, a peça é colocada sobre o prato do toca-discos como se fosse realmente uma "bolachinha". Assim, arquivos musicais podem ser tocados com (ou mesmo sem) o nostálgico chiado de um Long Play.

Para ouvir as faixas, elas devem estar em algum aparelho que utilize ou permita o uso da tecnologia Bluetooth (como um telefone celular). Os arquivos são transmitidos para a curiosa invenção, que direciona o áudio para o toca-discos e, consequentemente, para a saída de som. Com o prato em movimento e a agulha colocada sobre a superfície vibratória, a sensação é de estar ouvindo músicas em um disco de vinil. Genial.

O Universal Record é um dos vários projetos de ENGLAND e não possui previsão para ser comercializado.









2 de julho de 2014

NOVA TECNOLOGIA FAZ CDs FUNCIONAREM COMO DISCOS DE VINIL

Matéria interessante sobre uma demostração de 2010. Saiu na Exame.com.


Nova tecnologia faz CDs funcionarem como discos de vinil

Adaptado por músico Aleksander Kolkowski, aparelho de som da década de 1950 torna-se capaz de gravar sons em CD para que sejam lidos por agulha de vitrola

São Paulo - O músico londrino Aleksander Kolkowski criou uma nova forma de ouvir e gravar música. Por meio de adaptações num Wilcox-Gay Recordette, aparelho de som da década de 1950, ele desenvolveu uma máquina que transforma CDs em LPs.

Para isso, o aparelho precisa de uma fonte sonora exterior. A máquina é compatível com qualquer dispositivo - inclusive microfones.

Uma vez conectada a outro aparelho, a criação de Kolkowski transforma o sinal elétrico enviado pelo dispotivo externo em uma série de furos microscópicos - que são gravados no CD por meio de uma agulha.

Por fim, o CD fica inutilizado para ser usado em CD Players - mas apto a reproduzir até 2 minutos e 50 segundos de som quando posto para tocar em uma vitrola com frequência de 45 rotações por minuto.

Apresentada por seu criador em demonstrações na Europa, a novidade vem fazendo sucesso. Veja a tecnologia em ação no vídeo a seguir (está em inglês):


"Em algumas ocasiões, as pessoas me perguntam sobre tornar a produção comercial, mas esta não é a minha intenção", afirmou Kolkowski em entrevista ao site The Atlantic.

CD x LP

Num CD, o som ou outros tipos de informação são armazenados por meio de pontos escuros e brilhantes, lidos como bits por CD players com a ajuda de um laser de luz infravermelha. Daí, a denominação da tecnologia como digital.

Já no som analógico presente nos LPs ou discos de vinil, a agulha do toca-disco percorre os sulcos de cada faixa, vibrando e produzindo o som - que é amplificado pelo aparelho. Por seu design atraente e caráter nostálgico, o formato mantém milhões de fãs ao redor do mundo.

No Brasil, uma fábrica de LPs registrou aumento de 126% nas vendas de disco de vinil entre março e abril de 2014 e diversas lojas e sites especializados comercializam discos de vinil.


16 de maio de 2014

O DIA EM QUE CORTARAM UMA ÁRVORE E FIZERAM UM LONG PLAY

Sugestão de meu amigo Clóvis Cordeiro, matéria publicada no Blog Porão Criativo.

Quer saber o que acontece quando se fatia uma árvore e transforma em um vinil?



O artista Bartholomäus Traubeck é um gênio. Ele teve a incrível ideia de fatiar um tronco de árvore, transformar num disco e botar pra tocar. O resultado você poderia imaginar: puro barulho. Porém, pasme, não é isso.

Utilizando um leitor digital de um Playstation, Bartholomäus transferiu tudo que a agulha captava do disco da árvore e transformou em ondas sonoras. Já no computador, utilizando o software Ableton, o artista converteu as ondas sonoras para o piano, e o resultado você pode conferir abaixo, é de ficar de boca aberta!



17 de março de 2014

MODERNOS OU ANTIGOS, PROCURA POR TOCA-DISCOS AUMENTA COM A VOLTA DOS LPs

Postarei hoje uma matéria de Juliete Lunkes para o jornal catarinense Notícias do Dia. Apesar da abordagem local, o texto reflete uma realidade abrangente. Afinal, o aumento na procura pelos discos de vinil em nosso país e a retomada das prensagens nacionais conflitam com a realidade do mercado tecnológico brasileiro. Acompanhe:

Em meados de 2008, quando começou a pipocar no Brasil a notícia de que lá fora a venda de discos de vinil vinha aumentando exponencialmente, muita gente duvidou que o bolachão fosse de fato voltar às estantes dos brasileiros saudosistas e mais ainda que ganharia a atenção de jovens que usavam fraldas quando ele começou a sair de cena por aqui. Mais de cinco anos se passaram, a única fábrica de discos da América Latina, que estava parada, voltou a produzir, músicos brasileiros começaram – ou voltaram – a lançar suas músicas em LP e já não restam dúvidas de que o mercado está mesmo aquecido. A questão agora é outra: é fácil e acessível encontrar aparelhos, novos ou antigos, para rodar a velha novidade? E a manutenção para quem for tirar o pó do toca-discos guardado há 20 anos, é viável?

Mais do que a vontade de trazer o velho ritual de volta e a disposição de vasculhar, quem precisa estar preparado antes de tudo é o bolso do colecionador mais saudosista. É entre R$150 e R$5.800 que ele deve deixar na loja de artigos usados se quiser adquirir um toca-discos, uma vitrola ou mesmo radiola, nem sempre funcionando muito bem.

O vasto acervo eletrônico da loja Mania Móveis Usados, no Centro de Florianópolis, conta hoje com aparelhos da década de 1940, como a radiola em perfeito funcionamento que sai pela bagatela de R$4.800, até os toca-discos mais “modernos”, da década de 1980, que ainda precisam passar por revisão e podem ser levados para casa por R$150. Embora a loja comercialize alguns aparelhos que não passaram pelas mãos de um especialista em recuperação, a maior parte dos que são colocados à venda receberam todos os ajustes necessários e dão um banho em muito produto novinho em folha.

De acordo com Vanderlei Cordeiro, proprietário da loja, o que define o valor de cada aparelho não é exatamente a idade dele, mas justamente seu estado de conservação e funcionamento. Normalmente ele põe um lucro de 100% em cima de cada um dos produtos, que chegam até ele de todas as maneiras. “Às vezes as pessoas vêm vender aqui na loja e outras vezes entram em contato pela internet e a gente vai na casa do cliente avaliar o aparelho. Uma vez fui visitar um que tinha um toca-discos guardado no armário há 20 anos e a mulher dele conseguiu convencê-lo a se desfazer”, lembra Vanderlei, que comanda a loja há 18 anos e há sete abriu uma filial não muito longe dali.

Há seis meses exposta no piso superior da loja, a radiola de 1960, de madeira maciça e qualidade sonora surpreendente, ganhou, na semana passada, uma etiqueta de vendida e está aguardando seu novo dono retirá-la. “Apesar de ela ser cara (custava R$5.800) o comprador não é uma pessoa rica, é gente humilde que compra porque realmente gosta”, ressalta Vanderlei, garantindo ser um ótimo investimento.

“Hoje dia tem também esses toca-discos novos para vender por aí, mas acho que as pessoas ainda compram esses antigos porque gostam do barulhinho que eles fazem. A maior parte dos clientes é um pessoal que curtiu o vinil no passado e quer reviver isso”.


Uma coisa leva à outra

Além dos próprios toca-discos, a loja de Vanderlei dispõe também de uma vasta coleção de discos, para quem quiser sair de lá já com material para alimentar seu aparelho. E a lógica é legítima: quanto mais toca-discos saem, mais bolachões são vendidos. E vice-versa.

De acordo com o comerciante, a saída dos discos hoje é surpreendente e chega a até 250 unidades por mês. “Tem gente que vem e fica meia hora olhando, escolhendo. Vem muito cliente de fora também. O que mais sai é rock e MPB, mas principalmente rock”, ressalta. Apesar da alta procura, Vanderlei afirma que, em contrapartida, ainda tem muita gente querendo se desfazer de suas coleções e dos próprios aparelhos, o que garante o reabastecimento constante das prateleiras.

A uma quadra dali, em um dos sebos da cidade mais frequentados por colecionadores de discos, o Elemental, a questão do gênero musical é corroborada pelo funcionário Adriano da Rosa: os roqueiros realmente são quem mais se interessam pelo vinil hoje. “Vem gente de todas as idades comprar, mas os mais jovens geralmente olham mais do que levam”, afirma. Um dos motivos para isso é o preço salgado de alguns títulos, como o “Help” dos Beatles, original da época, que sai por R$150. Apesar de ter elegido seu disco favorito no acervo da loja, o “Arise”, do Sepultura, Adriano afirma que já se desfez de sua coleção e que por isso não compra mais os títulos da própria loja. “Mas eles às vezes levam”, diz, apontado para os colegas. O sebo costuma vender pelo menos 70 LPs por mês.

Novinho em folha

De olho especialmente no público jovem que está descobrindo agora o prazer de ouvir suas bandas favoritas no vinil, marcas como Teac, Crosley e a brasileira Ribeiro Pavani estão investindo forte em toca-discos modernos, mas com carinha retrô. Além das vendas pela internet, algumas grandes redes de lojas de eletrodomésticos e até de supermercados já comercializam as marcas em seus espaços físicos. 

Há quatro anos representando a japonesa TEAC, especializada em aparelhos e áudio e gravação, a distribuidora Link do Brasil percebeu um aumento significativo nas vendas de toca-discos a partir de 2012. “Inicialmente o público predominante era de uma faixa etária entre 50 e 65 anos, pessoas que mantiveram as suas coleções de discos durante anos e agora viram a oportunidade de voltar a ouvi-los. Hoje, com o aumento da produção de discos e os preços que lentamente estão caindo, isso mudou e o jovens entre 25 e 35 anos estão entre o principal público”, explica Sami Douek, responsável pelo setor de desenvolvimento de produtos da Link do Brasil. A TEAC atualmente trabalha com três modelos de toca-discos, que variam de R$ 1.800 a R$ 2.400. O mais moderno deles – e também o mais caro –, lançado em dezembro de 2013, vem com duas caixas acústicas destacáveis, além da tecnologia Bluetooth, que permite a transferência de arquivos de áudio diretamente do computador ou do celular. “Esse produto é o que eu chamo de ‘menina dos olhos’, tem um incomparável custo benefício”, garante Sami. De acordo com ele, o crescimento na venda de toca-discos tem registrado anualmente um aumento de aproximadamente 30%.Entre as principais lojas que trabalham com os produtos da TEAC estão a Fnac, as lojas Colombo, Submarino, Magazine Luiza e Fast Shop, embora apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro eles sejam encontrados nos espaço físicos.

Manutenção e recuperação

Mesmo com a opção de comprar um toca-discos moderno e com cheirinho de novo, parte dos novos e velhos adeptos do LP ainda dá preferência aos modelos antigos, e razões para isso não faltam. Há 25 anos instalada na Lagoa da Conceição, a eletrônica Tecnotronic, comandada por Valter Bevilacqua e o filho Yuri, viu a demanda por recuperação e manutenção de toca-discos aumentar consideravelmente de um ano para cá. “Hoje a gente recebe em torno de dez aparelhos por mês, da vitrolinha aos mais modernos, sendo que uma recuperação pode levar até três meses”, conta Yuri, responsável por dar vida nova a todos os que chegam na eletrônica. Ele conta que aparece todo o tipo de gente na porta do estabelecimento com todos os tipos de aparelhos em mãos, embora os mais jovens ainda optem pelos mais simples e baratos.

Amante do vinil desde criança e não satisfeito apenas com sua coleção que já ultrapassa 400 títulos – e que fica longe da eletrônica, onde só um do Balão Mágico e outro do Iron Maiden circulam para testes –, Yuri também coleciona toca-discos. O rapaz já acumula em casa 25 deles desde começou a trabalhar com o pai, na década de 1990, quando passou ter verdadeira adoração por eles.

Para refazer toda a estrutura dos aparelhos que recebe, desde a restauração da madeira até a parte elétrica, Yuri afirma que é sempre complicado conseguir as peças necessárias. “Tudo é difícil aqui no Brasil, tenho que comprar dos Estados Unidos e é tudo muito caro, o imposto é enorme”, desabafa. Por causa disso, uma restauração completa custa em torno de R$350. Mesmo assim, no alto de sua experiência como técnico e colecionador, ele garante que vale muito mais a pena recuperar um toca-discos antigo do que comprar um novo. “Esses que fabricam agora não são bons, são todos feitos de plástico e na China”, dispara.

12 de março de 2014

UM APARELHO QUE GRAVA DISCOS DE VINIL A PARTIR DE ARQUIVOS DE ÁUDIO

Matéria do site Motherboard, traduzida por Gizmodo Brasil. No mínimo, curioso.

Não são poucos os que defendem que o som dos discos de vinil é superior ao áudio digital, e quer saber? Ver os discos girando deixa tudo mais divertido. É comum as pessoas digitalizarem os LPs, mas e se fosse fácil fazer o processo reverso? Um rapaz criou um dispositivo que facilita a gravação de arquivos de áudio em discos de vinil em tempo real.

O Motherboard conversou com o engenheiro alemão Souri Automaten (observação: o sobrenome ele realmente significa “máquinas” em alemão?) durante a SXSW, e aparentemente, ele projetou a primeira encarnação do dispositivo atual há quase 30 anos (observação 2: pelo jeito o site dele não foi atualizado nesse período). Eis o aparelho em ação:


Diferentemente de outros equipamentos para gravação de discos, a máquina de Automaten é extremamente fácil de ser usada. É isso que a diferencia das demais: praticamente qualquer um pode comprá-la e começar a produzir LPs em casa. Um torno de gravação equipado com uma agulha de diamante faz o corte, e assim que todas as faixas forem preparadas, ele já está pronto para ser tocado. Por US$ 4.000, é bem caro para um hobby, mas, como investimento, pode dar a bandas independentes e pequenos selos uma forma de cortar custos na hora de produzir LPs.

Não seria espetacular ter como criar uma lista de músicas perfeita e gravá-la em vinil para dar para alguém?


1 de novembro de 2013

O ROCK NOS INCRÍVEIS OUTDOORS NORTE-AMERICANOS

Você já viu uma banda de Rock fazer publicidade através de um outdoor? Pode até parecer estranho, mas esse recurso já foi bem utilizado. Se hoje músicos e intérpretes alcançam milhões de fãs instantaneamente através das redes sociais saiba que nem sempre foi assim. 

Há algumas décadas, quando não tínhamos acesso a internet, tal divulgação era feita através do rádio e da TV. Mas foi em 1967 que os norte-americanos transformaram publicidade musical em arte quando um grande outdoor da banda THE DOORS foi colocado na Sunset Strip, trecho icônico da Sunset Boulevard (avenida de Los Angeles, Califórnia). A partir de então, enormes painéis exibindo estrelas do Rock começaram a colorir ainda mais a famosa avenida

Uma curiosidade sobre o THE DOORS: a banda de JIM MORRISON foi residente do famoso  Whisky a Go Go (clube localizado na Sunset Strip) até ser despedida pelos atrasos do vocalista e pela execução da faixa "The End". Foi, literalmente, o fim. 

Há cerca de um ano, o fotógrafo ROBERT LANDAU lançou o livro Rock 'N' Roll Billboards of the Sunset Strip contendo dezenas de imagens dos famosos outdoors que ele fotografou no decorrer dos anos. Confira abaixo alguns desses belíssimos painéis.

 





Enquanto isso, nas placas de publicidade brasileiras...




Pois é, se eu fosse lançar um livro com imagens dos painéis encontrados por aqui o chamaria de APOCALIPSE.


12 de outubro de 2013

VOCÊ JÁ HAVIA VISTO UM SOLO EM UMA BATERIA FEITA COM GELO?

Um disco feito de gelo e que funciona eu já tinha visto. Até postei aqui no Blog.

Mas... um solo feito em uma bateria feita de gelo? A ideia rolou em um hotel de gelo que fica em Jukkasjärvi (Suécia) e o músico que entrou nessa fria foi ROBBAN ERIKSSON, ex-baterista da saudosa banda THE HELLACOPTERS. Aliás, se você acha que nos anos 1990 e 2000 não teve nenhuma banda com sonoridade própria confira o material dos caras, que vai desde um Hard Rock vigoroso até um Punk Rock doidão.

Os vídeos são velhos, mas só descobri hoje. O primeiro foca no solo de bateria em si, enquanto o segundo mostra o making of da loucura.




27 de julho de 2013

COMO CONECTAR SEU COMPUTADOR A UM APARELHO DE SOM

Antes de qualquer coisa eu gostaria de informar que a intenção deste post não é redescobrir a pólvora mas auxiliar a alguns dos caríssimos leitores.

Atualmente é muito comum que as pessoas mantenham uma lista de suas músicas prediletas em seus computadores, para que possam ouvi-las enquanto realizam uma tarefa offline ou navegam pela rede mundial de computadores. Também não é raro que alguns prefiram curtir seus playlists com um volume maior do que aquelas "caixinhas" plugadas oferecem.

Pois saibam que, de uma forma básica, você pode conectar seu computador (PC, Notebook, Mac ou coisa que os valham) a um aparelho de som tradicional (Receiver, Home Theater, 3 em 1, mesa de som ou coisa que os valham) e curtir o bom e velho Rock and Roll com muito mais intensidade. Para tanto você necessita conectar esses aparelhos. E aí entra em cena ele, um dos ícones da gambiarra moderna, o CABO RCA/P2.

Mais que tecnologia, isso é Gambiware

Esse cabo consiste em um conector P2 (plugue de 3,5mm - usado em fones de ouvido) em uma extremidade e dois (neste caso) conectores RCA (usados em aparelhos de DVD - conexão analógica) na outra extremidade. Esses cabos são encontrados facilmente em eletrônicas e até em supermercados. Algumas câmeras fotográficas digitais possuem esse tipo de cabo para conexão da mesma com a TV.

Primeiramente, o plugue P2 deverá ser conectado a saída de som do computador.

Parte traseira de um PC. No chão, junta mais pó que o paiol do seu avô


Em seguida, os conectores RCA devem ser ligados a entrada auxiliar (AUX) do aparelho de som.

Parte traseira de um... de um... WTF?!?

Após certificar-se que os cabos estão conectados corretamente e que os equipamentos estão funcionando em sua plenitude, coloque o aparelho de som na opção AUX (ou função equivalente). Então, execute uma de suas músicas (ou todas elas) através de seu player favorito. Depois ache o volume de seu agrado no computador e no aparelho de som, sem exagero para não danificá-los (por favor, não faça merda).

VANTAGENS: 
- Pode-se ouvir todas as músicas contidas em seu computador em alto e bom som;
- Pode-se ouvir faixas online (como as da coletânea ROCK 'N' ROLL MACHINE) e áudios do YouTube em alto e bom som;

DESVANTAGENS:
- Computador e aparelho de som deverão estar no mesmo ambiente.


Espero que alguém REALMENTE utilize essa dica. Tô me sentindo um daqueles carinhas que concluiu o curso de computação na "Escola Técnica Miguel Dolangue" ontem e criou um "brógue"... lol


5 de maio de 2013

RECOMENDO: AOR DISCO - O PARAÍSO DOS REMIXES COM ROCK

Essa pergunta eu faço aos "tiozinhos" que acompanham o Blog: quem nunca tentou fazer uma "montagem"em fita cassete para curtir em casa ou aparovar em festinha de garagem? Certamente muitos.

Se hoje os modernos softwares tornam a edição de áudio uma tarefa mais simples, saibam (os mais jovens) que há algum tempo a coisa era bem diferente. As músicas eram retiradas de discos de vinil (nada de arquivos mp3) e eram mixadas em tape decks (toca-fitas). Os mais previlegiados tinham acesso a decks de rolo, mixers e mesas de som. 

De um jeito ou de outro, tudo era feito na raça e usando muita criatividade para compensar as limitações tecnológicas de outrora. Possivelmente foi desta forma que grandes operadores de som e DJ's iniciaram suas carreiras. 

E vasculhando pela rede descobri um Blog de primeira grandeza que traz remixes de clássicos do Rock com faixas mais dançantes: AOR DISCO.


Se você quer curtir Rock de um jeito diferente, para dar aquela variada, e balançar o esqueleto esse é o canal.

Destaque para "Eye of the Tiger" (SURVIVOR) editada por MOJO FILTER e "Run Through the Jungle" (CREEDENCE) editada por LESALE'S SATANIC. As faixas foram  originalmente disponibilizadas no SoundCloud.

Acessem o Blog e divirtam-se!
 

16 de fevereiro de 2013

CONHEÇA DEZ FONES DE OUVIDO QUE FAZEM A DIFERENÇA

Matéria do MSN Tecnologia (2013) sobre fones de ouvidos. Vale como referência para quem procura por fones de qualidade.

Por Richard Melville / MSN UK

Qual a vantagem do fone de ouvido?

A indústria de fones cresce e continuará a crescer enquanto mais e mais músicas e filmes forem armazenados em smartphones e tablets. E para tirar melhor proveito desse tipo de conteúdo nesses dispositivos móveis, investir em fones de ouvido realmente bons se faz cada vez necessário. Lembre-se: como o som é controlado e customizado de acordo com o espaço dentro de cada fone, um par de fones que envolve o ouvido - como são os Beats by Dre, aqueles que você vê nas ruas, nos atletas olímpicos e em clipes - proporcionará uma experiência sonora que superara facilmente as caixas de som com o dobro do preço, pois elas não foram customizadas para o espaço que você tem na sua sala. É claro que você pode mudar os móveis de lugar para melhorar, mas por que fazer isso se comprar os fones é bem mais prático?
 
Confira 10 fones testados e compare o resultados.

Se você pensava que o som do fone do Dr Dre era o melhor em graves, reveja seus conceitos. O MDR-XB 910 é projetado para você ouvir música pop e dance, oferecendo toda qualidade de som das baladas de Ibiza no seu auge. Grande, volumoso, prateado e com cabos que não se enrolam, ele é perfeito para usar em casa ou na rua. O novo modelo metálico é mais divertido e menos previsível que os antigos fones pretos que a Sony produzia. E no que diz respeito ao som, eles proporcionam a sensação de que você foi transportado até a pista de dança de uma das melhores das noitadas de Londres.
 
Principais características: destaque no grave, design moderno e cabos que não dão nó.
Perfeito para: todas as músicas de dance e pop, de  Skrillex até Carly Rae Jespen, aquela do 'Call Me Maybe'.
Preço: 149 libras, em torno de R$ 450.

O Focal é top de linha entre os fones profissionais e entra agora no mercado para aqueles que usam só por diversão esperando que seu estilo clássico conquiste os fãs de música. Ele tem um cabo com controle para iPhone e um isolador de som que não bloqueia somente o som de fora, mas que não deixa vestígios do que está ouvindo, por mais alto que seja.

O Focal pode ser encontrado em branco e preto, bonito, mas neutro, para que você não parece um adulto-criança durante uma viagem à trabalho nem o último grito da moda nas ruas. Em termos de som, são todos bem equilibrados, porém carecem de graves mais fortes em volumes baixos, então você precisará aumentar um pouco o volume para ter aquele grave extra. 

Principais características: lindo design e isolamento de som.
Perfeito para: rock e faixas acústicas.
Preço: 199 libras, em torno de R$ 600

Esses fones inteligentes tem um design voltado para adultos, detalhes em couro, alta fidelidade no som e perfeitos para usar em poltronas. O som é muito equilibrado e detalhista.

Ouvir uma complexa gravação ao vivo como de 'Heaven and Hell', em 1970, da banda The Who, no Isle of Wight Festival, dá a impressão de que você está ao vivo no show. O ponto fraco é que apesar de um útil e robusto controle embutido, os fones não são tão resistentes quanto parecem. Eles contam com uma garantia de dois anos, mas não podem ser dobrados e o cabo não é tão bom quanto os de seus concorrentes.

Junto com o fone vem uma capa para a proteção, até porque não é confortável usá-lo em volta do pescoço. São excelentes para usar em casa e ajudarão a descobrir alguns detalhes de suas músicas e filmes favoritos.

Principais características: excelente som, design inteligente e leve.
Perfeito para: todas as músicas - funciona melhor em casa do que nas ruas.
Preço: em torno de 259 libras, ou R$ 789.

Um dos mais resistentes e duradouros fones deste top 10, este fone vem com uma capa de Lycra, simples, mas estilosa. O AKG K619 oferece muito som grave e razões para o investimento - é difícil achar defeitos nele. Inspirados nos modelos para DJ, tem uma sensação robusta, porém leve, e um bom isolamento de som.


É relativamente fraco para músicas pop como as da cantora Taylor Swift, 'We Are Never Ever Getting Back Together', mas para o rock e dance é bem impressionante para o preço. Possui um controle remoto no cabo e um extensor também, apesar ter um comprimento perfeito do bolso para a cabeça.

Principais características: Leve, encorpado e  extremamente resistente.
Perfeito para: rock e dance.
Preço: 99 libras, ou R$ 301.

Com um look moderno diretamente dos especialistas na produção de fones de alta fidelidade (hi-fi), é importante deixar claro que além de serem grandes e confortáveis, também são leves e amplos o bastante para envolver as maiores orelhas sem tocar as laterais.

Isso significa que é confortável para ouvir em casa, no escritório e na rua. Não esquenta as orelhas e isola o som adequadamente. Você ainda pode escolher entre dois cabos grossos revestidos com tecido, um deles com um controle remoto embutido.
Com notáveis detalhes no som é, sem surpresas, o melhor fone deste top 10 e chega até a ser usado em estúdios profissionais.
 
O couro macio, ao lado do metal e do plástico são excelentes também - uma vez que você experimenta, é difícil se acostumar com qualquer outro. Eles podem parecer grandes para algumas pessoas, mas definitivamente valem o preço e a aparência.
 
Principais características: Leve, encorpado e extremamente resistente.
Perfeito para: todas as músicas e faixas com som, promove fidelidade no som mesmo quando usados nas ruas.
Preço: 499 libras, ou R$ 1.500

O design simples e liso é o destaque do produto. Eles são conectados via Bluetooth e wireless em todos os aparelhos que possuem essas tecnologias, smartphones, tablets ou mesmo seu PS Vita. Seu cancelamento de ruído funciona por cerca de quatro horas graças a uma bateria interna que é carregada por um cabo USB (provavelmente o mesmo que você usa para o seu smartphone, a não ser que ele seja um iPhone). A música para automaticamente quando você tira o fone da cabeça e há um aplicativo para ajustar suas preferências. O som é melhor através do modo de cancelamento de ruído de pilhas e pobre sem ele, através do cabo.

A invenção é estendida para o controle de música e o fone tem volume sensíveis ao toque na lateral, talvez isso seja um problema já que pode ser facilmente mudado por acidente.

Em termos de qualidade de som, o sistema contra ruídos funciona perfeitamente e o som é bom, ao invés de maravilhoso. O volume precisa ser alto para que o melhor seja explorado, mas isso diminui o tempo de funcionamento da bateria.

Apesar de tudo, o preço é bem razoável se considerarmos a conveniência do cancelamento de ruído. Esses não são fones de ouvido ruins, mas eles não são os mais convenientes de usar todos os dias. Quatro horas de cancelamento de ruído pode ser pouco para uma viagem.

Principais características: design clássico, confortável, cancelamento de ruído, wireless.
Perfeito para: todos que odeiam fios e ruídos externos.
Preço: 349 libras, ou R& 1.000.

A primeira coisa que chama atenção no fones é o formato, o esqueleto leve. Baseado em fones profissionais usados em estúdio e por DJs - o Sennheiser HD 25s - o Amperiors foi feito com cores diferentes e melhor conforto em contrapartida do HD25, mas manteve a característica de poder manter um dos fones na sua cabeça ao invés da orelha, assim o DJ pode ouvir tanto seu mix como a multidão.

Se você está atrás de um par robusto, com um controle remoto, que bloqueia o som exterior com mais eficiência, esse é o ideal e dispõe da qualidade de som dos fones da marca Sennheiser Momentum. Eles são bem versáteis e encaixam perfeitamente na cabeça, se tornando uma boa opção para usar nas ruas.

Ao ouvir o recente single de Neil Young e Crazy Horse, 'Walk Like A Giant', o grave da música é bem definido e combina com a clareza da voz e com os assovios. Esses fones podem se tornar bem altos quando necessário, e você raramente precisa passar do meio da barra de volume do iPhone.

Principais características: design de DJs, excelente som e bloqueio do barulho externo.
Perfeito para: para ouvir odos os tipos de música e qualquer um que precise usar fones o dia inteiro.
Preço: 259 libras, cerca de R$ 800.

O modelo X1 é destinado para ouvir em casa e ideal para quem precisa de alta fidelidade no som, podendo ser conectado não apenas no smartphone ou tablet, mas também na televisão. São robustos e destinados a durar bastante, além de ser o fone mais confortável testado - envolve suas orelhas e se ajusta na cabeça automaticamente como uma tiara.

É necessário um adaptador dourado para que o fone possa ser usado no smartphones e tablets, mas é ótimo para detalhes em música acústica e clássica e filmes de ação. 

O preço é bem competitivo e deixam para trás muitos fones que são projetados para serem usados nas ruas.

Principais características: grandes, design confortável e som rico.
Perfeito para: usar em casa e esperar os anos de durabilidade passar.
Preço: 69 libras, em torno de R$ 200.

Por ser mais fino que os outros desta seleção, ter a possibilidade de ser usado via wireless e Bluetooth e ainda trazer o estilo clássico da Sony, é considerado o mais amigável para ser usado nas ruas. Para aqueles que procuram praticidade na hora de carregar, ele dobra e por isso cabe nas menores bolsas masculinas junto com o iPad.

Confortáveis após ajustados, eles são seguros, duráveis e ficam tão bem no seu pescoço quanto na cabeça. Há pouco, ou quase nada, para se reclamar com relação à sua construção e estilo. A característica chave, além do design elegante e do wireless, é a conexão via Bluetooth por meio de uma bateria recarregável que fica dentro dos fones. Segundo a Sony, é possível usar 30 horas em modo Bluetooth ou wireless sem recarregar, mas só conseguimos usar 20. Se você tem um smartphone da Sony é possível simplesmente tocá-los e eles sincronizarão automaticamente.

Em termos de som, são equilibrados e neutros, não oferecem um grave para sacudir sua cabeça. Destaque para o rock e pop, apesar da versatilidade do produto.

Principais características: wireless, leveza e boa construção.
Perfeito para: para quem ama música e odeia os fios.
Preço: 249 libras, cerca de R$ 750.

No top da marca House of Marley está um produto da linha mantida pelos descendentes de Bob Marley que possui tiras coloridas na borda dos fones e cabos robustos. São fones de qualidade e confortáveis, apesar de serem pesados.

Cancelamento de ruídos é possível graças a baterias AAA que funcionam incrivelmente bem pelo preço. A performance do som é boa, particularmente com as músicas acústicas detalhadas e que não demandam um grave pesado. Em volumes maiores a qualidade é afetada e são definitivamente melhores quando usados em casa, pois não bloqueiam tão bem quanto os concorrentes o ruído externo.

Principais características: cancelamento de ruído, boa construção e cabo longo.
Perfeito para: uso doméstico.
Preço: 250 libras, ou R$ 760 reais.


E eu que comprei um na 24 de Maio e achei que tava aparovando...

8 de janeiro de 2013

DISCO DE VINIL É FEITO DE VINIL, CERTO? NEM SEMPRE...

Primeiramente, um excelente 2013 a todos os seguidores e leitores do Blog (antes tarde do que nunca).

Vou começar o ano comentando uma matéria recente e outra do ano passado, onde compactos simples (singles) foram confeccionados com água e com chocolate. Não entendeu? Então leia.

Os caras da banda sueca SHOUT OUT LOUDS inovaram ao encaminhar para dez pessoas influentes uma amostra de seu novo trabalho, a música "Blue Ice". O detalhe é que estes dez selecionados teriam que "fazer" o compacto para poder ouvi-lo. Para isso foi criado um kit contendo uma garrafa de água destilada e um molde de silicone. Para fazer o disco era necessário despejar metade do líquido na fôrma, deixar no congelador e retirar o disco de gelo após seis horas. O resultado você confere no vídeo abaixo.


Se eu recebesse um kit desses, curtiria a música e depois faria uma bela caipirinha de limão.

Mas não pense que esses caras foram os únicos pirados a inventar um disco com material "alternativo". No ano passado, o croata MARINKO BISKIC (diretor de uma empresa de chocolates) fez um compacto de sete polegadas com chocolate (conheça a história clicando AQUI). A música é uma espécie de "Bésame Mucho" da Croácia.


Fico imaginando como o cliente da loja de chocolates faz o pedido: "Me veja uma caixa de bombons e um compacto simples, por favor..." lol

É, tem louco para tudo. Eu só queria saber como fica a agulha do toca-discos depois dessas "brincadeiras"...


21 de fevereiro de 2012

ALUNO FOTOGRAFA RANHURAS DE VINIL COM MICROSCÓPIO ELETRONICO

Da Revista Galileu:

Chris Supranowitz é um pesquisador do Instituto de Óptica da Universidade de Rochester. Em um intervalo entre seus estudos de óptica quântica, e entrelaçamento de partículas, Chris decidiu olhar para as ranhuras de um disco de vinil usando o microscópio eletrônico do Instituto - uma experiência muito curiosa. E ele deixa ainda um presentinho para você: imagens das ranhuras. No final (...), uma imagem das ranhuras em 3D (é preciso óculos para vê-la corretamente)
  
Close nas ranhuras de um disco de vinil - as listas pretas são o topo das ranhuras

Aqui uma olhadela mais de perto: zoom em 500 vezes

Uma única ranhura de vinil, ampliada 1000 vezes

Para você comparar, aqui vai um close em um CD

E só para dar mais emoção, aqui vai uma versão das ranhuras em 3D
Mas os óculos que você usou em Avatar não vão funcionar, neste caso 
é preciso um daqueles antigos óculos de lentes azul e vermelha


6 de setembro de 2010

DAS CINZAS AO VINIL

Se você vive reclamando que ninguém te escuta seu problema tem uma solução definitiva. Só que custa um pouco caro: A sua vida e mais uns R$ 5.343,00.
 

A proposta da empresa britânica Andvinyly aos interessados é misturar suas cinzas mortais em um disco de vinil real, que pode conter uma mensagem, um testamento ou suas músicas preferidas. Aliás, a empresa oferece também o serviço de escrever e gravar uma música ao seu respeito.

O pacote básico inclui 30 cópias com selo personalizado e 12 minutos de duração em cada lado. Existe também a opção de transformar partes do corpo em vinil, em tiragem menor (!). O website da empresa oferece vários produtos como posters e camisetas para divulgar seus serviços.

Comentei sobre a possibilidade com minha esposa pra ver se de repente ela aceitava. Ela disse que, se pouca gente me aguenta falando em vida, depois de morto ninguém vai querer. É, acho que não vai rolar.


18 de junho de 2010

DJ AMERICANO LANÇA DISCO HIBRIDO DE VINIL E DIGITAL


Um músico dos EUA resolveu inovar ao lançar seu novo álbum. Trata-se de uma mídia que é ao mesmo tempo CD e disco de “vinil”, podendo ser reproduzido tanto em drives digitais como em antigas vitrolas.
 
 
O DJ Jeff Mills teve a idéia de gravar suas músicas em um disco que pode ser tocado tanto em leitores digitais quanto nas antigas vitrolas, ou, como é do ofício do americano, as pick-ups que animam as festas e baladas onde ele trabalha. Não foram divulgados os dados técnicos de fabricação da mídia, nem mesmo do que é feita a parte analógica – que, pela foto, não parece ser realmente de vinil.
 
Segundo o site Dvice, tudo indica que os discos físicos estão morrendo. Outros tipos de dispositivos de armazenamento de música estão prevalecendo, pela facilidade de cópia de arquivos MP3, por exemplo. As músicas transitam em pen drives, cartões de memória ou no próprio disco rígido dos milhões de usuários do mundo todo. É curioso, portanto, movimentos como o de Mills e outros artistas que, frequentemente, lançam seus álbuns e canções no antigo formato analógico.
     
 
De acordo com o site PSFK, o disco híbrido será lançado pela gravadora Axis Records em uma edição limitada e faz parte da série Sleeper Wakes, que reúne várias faixas de música eletrônica.
 
Mills é conhecido por ter feito um show no Japão onde todos seus equipamentos de DJ estavam escondidos no chão. A impressão que dava era que apenas o músico estava no palco, sem nenhum aparelho visível. 
  
 
Claramente o benefício do novo disco não é espaço, pois apenas uma faixa de algumas dezenas de megabytes está disponível, mas sem dúvida é produto bastante engenhoso.