Glam Rock - Hard Rock - Boogie Rock - Pub Rock - Euro Rock
Mostrando postagens com marcador MELHORES DO ROCK. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MELHORES DO ROCK. Mostrar todas as postagens

16 de maio de 2012

MELHORES DO ROCK: THE SWEET

O SWEET é uma das maiores bandas da história do Rock, tendo sido regravada por dezenas de artistas e influenciado grandes nomes como DEF LEPPARD, POISON, JOAN JETT, MOTLEY CRUE e KISS. Com um som diferenciado e contagiante, misturando Glam, Heavy e Hard Rock, o grupo vendeu mais de 55 milhões de discos pelo planeta.

A história do SWEET começou ainda no final da década de sessenta, quando BRIAN CONNOLLY (voz) e MICK TURNER (bateria) deixaram o WAINWRIGHTS GENTLEMEN (banda que teve IAN GILLAN nos vocais) e se juntaram a STEVE PRIEST (baixo/voz) e FRANK TORPEY (guitarra solo) para formar o SWEETSHOP.  Com esta formação lançaram o compacto “Slow Motion”. O fracasso do single logo ocasionou a quebra do contrato com a gravadora Fontana

A banda assinou com a Parlophone e gravou um novo single, “Lollipop Man”.  Mais um insucesso. Mesmo parecendo cedo demais FRANK deixou a banda, sendo substituído por MICK STEWART. Apesar de lançarem mais dois singles (“All You’ll Ever Get From Me” e “Get on the Line”) o cenário continuava imutável para o grupo.
 
As duas primeiras formações do SWEETSHOP
  
Esses primeiros compactos do SWEETSHOP nunca foram editados em um álbum de carreira, apenas em um LP chamado Gimme Dat Ding, que reunia também a banda THE PIPKINS. Esse disco foi lançado em pelo menos três oportunidades, com capas diferentes. Alguns consideram este como o primeiro album da banda. Alías, trata-se de um vinil bastante raro.
 
Em 1970 ocorreu a mudança que consagraria a formação clássica da banda: MICK STEWART deu lugar a ANDY SCOTT (guitarra solo/voz). O quarteto resolve mudar o nome do grupo para THE SWEET. As mudanças trouxeram bons frutos. No ano seguinte, o Single “Funny Funny” foi lançado com êxito e introduziu a banda na mídia televisiva local. Logo em seguida veio a ótima “Co-Co”, que atingiu o segundo lugar das paradas do Reino Unido. Ambas foram compostas pela brilhante dupla NICKY CHINN e MIKE CHAPMAN, responsável por dezenas de grandes sucessos musicais.
 
Ainda em 1971 a banda lançou seu primeiro album: Funny How Sweet Co-Co Can Be saiu pela gravadora RCA e teve uma estréia abaixo do esperado, não passando da posição 40 nas paradas. Posteriormente a banda lançou os single-hits “Poppa Joe”, “Wig-Wag Bam” e “Little Willy” em questão de poucos meses, sendo que esta última logo atingiu a terceira posição nas paradas norte-americanas. Com o rápido sucesso, a banda teria uma coletânea lançada pela RCA em dezembro daquele ano, chamada Sweet’s Biggest Hits.
 
A banda faria um arregaço no planeta nos próximos dois anos: Em 1973, as sirenes ensurdecedoras de “Blockbuster” soaram forte no topo das paradas britânicas. Na sequência, “Hell Raiser” chutou os traseiros em todo o Reino Unido e a avassaladora “Ballroom Blitz” invadiu as pistas e as paradas. Enquanto isso, a banda ainda colhia os frutos de “Little Willy”, medalha de bronze nos charts norte-americanos.

Em 1974 os gritos de “We Want SWEET!!!” tomaram conta das rádios: Era “Teenage Rampage” deixando as empregadas completamente perturbadas. Em seguida é lançado o impressionante Sweet Fanny Adams. Todas as nove faixas do disco eram hits absolutos: "Set Me Free", "Heartbreak Today", "No You Don't", "Rebel Rouser", "Peppermint Twist", "Sweet FA", "Restless", "Into the Night" e "ACDC". E não para por aí: de julho a novembro saem do forno “The Six Teens” e “Turn It Down”, sendo que esta teve uma aceitação menor nas rádios devido ao conteúdo da letra. Não teria sido a primeira vez que o som do quarteto sofria algum tipo de restrição.
 
 
O glorioso ano do quarteto também marcou o fim da parceria entre a banda e a dupla CHINN/CHAPMAN. Um dos possíveis motivos do rompimento foi o desejo da banda em alcançar nos Estados Unidos o mesmo sucesso que possuía na Europa, produzindo seu próprio material. Ainda houve tempo para o lançamento do disco Desolation Boulevard, que continha a incrível "Solid Gold Brass". Essa foi uma espécie de coletânea lançada com faixas diferentes na Europa (como "Breakdown") e nos Estados Unidos.

Em 1975, o lançamento de Strung Up trouxe um vinil duplo, com um disco ao vivo e outro contendo singles da banda, incluindo a destruidora “Action”, a avassaladora “Burn on the Flame” e a versão definitiva e antológica de “Fox on the Run”, música que atingiu a segunda posição nas paradas britânicas e décima posição nas paradas norte-americanas. A faixa fez estrondoso sucesso no Brasil e consolidou a banda por aqui.
 
No ano seguinte, o grupo lançou o disco Give Us A Wink, com a famosa “capa do olho”. Destaque para a faixa “Lies in Your Eyes” (Top 10 na Alemanha). Em 1977, a banda lançou Off the Record, com as sensacionais “Fever of Love” e “Lost Angels”, além de duas tijoladas que não foram para as rádios: “Midnight to Daylight” e “Windy City” . O álbum foi seguido de “Stairway to the Stars”, single não incluído nos discos de carreira da banda. 
  
 
No mesmo ano, já pela gravadora POLYDOR, lançaram Level Headed, com o single "California Nights" e a balada “Love is Like Oxygen”. Esta foi a última música do quarteto a atingir um Top 10. Em 1978, a banda enfim excursionou pelos Estados Unidos, quando abriu shows para grupos menores como BOB SEGER AND THE SILVER BULLET BAND. No Brasil, a gravadora RCA lançou a série “Disco de Ouro” incluindo o SWEET. O vinil virou referência para os fãs tupiniquins. 
 
Os problemas de BRIAN com a bebida começaram a se agravar. Em um show em Birmingham, onde alguns executivos da gravadora CAPITOL estavam presentes, CONNOLLY subiu ao palco completamente embreagado e a apresentação terminou sem a presença do vocalista. Por essas e outras o vocalista deixou a banda no dia 23 de fevereiro de 1979. Alguns relatos dão conta de que RONNIE JAMES DIO foi convidado a substituí-lo, mas o baixista STEVE PRIEST não teria concordado com o convite. Logo em seguida, DIO assumiu os vocais do BLACK SABBATH.

ANDY SCOTT, STEVE PRIEST e MICK TURNER resolveram então continuar com o SWEET como um trio. Em 1979 o grupo lançou Cut Above The Rest, que abre com a faixa "Call Me". No ano seguinte gravaram Waters Edge, contendo "Sixties Man" e "Give the Lady Some Respect". Este disco foi lançado nos Estados Unidos com o nome VI (famoso vinil da capa vermelha). Em 1981 lançaram Identity Crisis, o último album desta formação. Este também é o disco de carreira mais difícil de encontrar. Uma curiosidade: estes três álbuns contaram com a participação do tecladista GARY MOBERLY. 
 
  
Em 20 de março de 1981, o trio fez seu último show na Universidade de Glasgow, na Escócia. Era o fim de um dos maiores fenômenos do Rock mundial.

Depois de gravar alguns singles em carreira solo, o ex-vocalista BRIAN CONNOLLY resolveu criar a sua versão da banda em 1984, batizada de NEW SWEET e posteriormente BRIAN CONNOLLY’S SWEET. A banda de BRIAN sofreu cerca de seis alterações em sua formação e gravou um álbum chamado Let’s Go (1995), contendo regravações do velho SWEET e três canções inéditas. 
 
Após lançar três singles em carreira solo, ANDY SCOTT reuniu-se com MICK TURNER em 1985 e reformou o SWEET, o qual foi batizado de ANDY SCOTT’S SWEET e contou com as participações de MALCOLM McNULTY (atual vocalista do SLADE) e PAUL MARIO DAY (primeiro vocalista do IRON MAIDEN).  STEVE PRIEST teria recusado um convite para participar da formação. O SWEET de ANDY SCOTT lançou os álbuns Live At The Marquee (1989), A (1992), Alive and Giggin’ (1995), The Answer (1995), Glitz, Blitz and Hitz (1996), Sweetlife (2002) e New York Connection (2012). ANDY também compôs e produziu para a rainha do Glam Rock, SUZI QUATRO.
 
Em 1988 o que parecia impossível aconteceu: os quatro integrantes originais do SWEET se reuniram. MIKE CHAPMAN se juntou ao quarteto para regravar os clássicos “Action” e “Ballroom Blitz” em Los Angeles. Nesse período, o vocalista BRIAN CONOLLY apresentava sérios problemas de saúde causados pelo alcoolismo. Por este motivo tais regravações ficaram horríveis (especialmente "Ballroom Blitz"). Em 1990, uma nova reunião com a formação clássica foi realizada, desta vez para promover o lançamento do Home Video Ballroom Blitz, em Londres (assista, em inglês: Parte 1 e Parte 2). Mas a volta do quarteto parou por aí.

No ano de 1991, o baterista MICK TURNER abandonou o ANDY SCOTT’S SWEET devido a problemas de saúde. No ano seguinte, o lançamento do filme Wayne’s World (Quanto mais idiota melhor) trouxe a música “Ballroom Blitz” de volta ao sucesso na voz da bela TIA CARRERE.

Em 1996, o documentário televisivo Don’t Leave Me This Way (assista, em ingles: Parte 1, Parte 2 e Parte 3) mostrou o triste e melancólico final de carreira de CONNOLLY que, naquela altura, precisava da ajuda de um integrante da banda para chegar à frente do palco. Em 09 de fevereiro de 1997, BRIAN CONNOLLY morreu de ataque cardíaco em um hospital aos 51 anos, para a tristeza de milhares de fãs em todo o mundo. Mesmo com a morte de CONNOLY, os integrantes de sua banda continuaram a se apresentar com o nome de BC SWEET.


Em 14 de fevereiro de 2002, o baterista MICK TURNER faleceu após lutar por vários anos contra a leucemia. MICK foi enterrado em uma sepultura sem nome, em Chorleywood.

Em 2006, depois de onze alterações em seu line-up, o ANDY SCOTT’S SWEET encontra uma sólida formação com ANDY SCOTT (guitarra solo/voz), PETE LINCOLN (voz/baixo) STEVE GRANT (teclado/violão/sintetizador) e BRUCE BRISLAND (bateria).  Por se tratar da única versão do SWEET na ativa, a banda voltou a utilizar o nome THE SWEET.  
 
Em 2007, o SWEET esteve pela primeira vez no Brasil para alguns shows da turnê Sweet Fanny Adams. Apesar de algumas datas canceladas, a banda se apresentou em Porto Alegre e Curitiba. Segundo publicação no site oficial da banda, o show realizado em Curitiba registrou o público mais louco que o quarteto presenciou até hoje. 
 
No ano seguinte, STEVE PRIEST reapareceu em Los Angeles e anunciou o STEVE PRIEST’S SWEET, uma versão “americanizada” e com cinco integrantes. A banda de STEVE gravou Live In America (2008) e Sweet Live Are You Ready (2011). Em 2011 STEVE PRIEST veio ao Brasil para abrir o show do grupo JOURNEY

Em 2010 um fato curioso: a banda de ANDY SCOTT se apresentou sem o próprio. Por questões de saúde ANDY ficou de molho, sendo substituído por MARTIN MICKELS em duas apresentações realizadas na Dinamarca.

A banda de SCOTT ainda sofreu uma última alteração em seu line-up. STEVE GRANT se afastou do grupo dando lugar a TONY O'HARA, que já havia trabalhado na banda. Em março de 2012, o SWEET lançou New York Connection, um excelente disco com regravações de clássicos. Destaque para as faixas “New York Groove” (RUSS BALLARD) e “Blitzkrieg Bop” (RAMONES).

SWEET: nova formação e novo disco
 
Atualmente, ANDY SCOTT e STEVE PRIEST seguem se apresentando com suas respectivas formações e levando o som do SWEET a diversas partes do mundo.


DISCOGRAFIA (formação original):
 
Funny How Sweet Co-Co Can Be (1971)
Sweet Fanny Adams (1974)
Desolation Boulevard (1974)
Give Us a Wink (1976)
Off the Record (1977)
Level Headed (1978)
Cut Above the Rest (1979)
Waters Edge (1980)
Identity Crisis (1982)


DISCOGRAFIA (ANDY SCOTT):

Live At The Marquee (1989)
A (1992)
Alive and Giggin’ (1995) 
The Answer (1995) 
Glitz, Blitz and Hitz (1996)
Sweetlife (2002)
New York Connection (2012)


DISCOGRAFIA (BRIAN CONNOLLY):

Let's Go (1995)


DISCOGRAFIA (STEVE PRIEST):

Live in America (2008)
Sweet Live Are You Ready (2011)


O Especial Melhores do Rock traz um resumo biográfico de grandes nomes do Rock and Roll. São textos próprios, enriquecidos com imagens e links que visam levar ao público um conteúdo diferenciado.


27 de junho de 2010

MELHORES DO ROCK: KISS

O KISS é um dos maiores fenômenos culturais de todos os tempos. O grupo surgiu em 1973 na cidade de Nova Iorque depois que GENE SIMMONS (baixo e vocal) e PAUL STANLEY (guitarra e vocal) desistiram de continuar com o WICKED LESTER. Através de uma “audição” a dupla selecionou ACE FREHLEY (guitarra solo e vocal). Por meio de um anúncio de jornal, encontraram PETER CRISS (bateria e vocal).
 
O KISS desenvolvia um som totalmente original e queria somar a ele uma imagem impactante. Depois de projetar o visual desejado, incluindo a utilização das maquiagens e pirotecnia de palco, a banda buscou conquistar o cenário norte-americano.
  
Ace Frehley, Paul Stanley, Peter Criss e Gene Simmons
   
Porém, o início do KISS foi discreto. O álbum de estréia, KISS (1973), apesar de trazer clássicos como  “Deuce”, “Strutter”, “Firehouse” e “Cold Gin” vendeu muito pouco. Ainda fazendo parte do cenário underground novaiorquino, a banda insistia em conquistar o grande público. O segundo disco, Hotter Than Hell (1974) teve uma produção sonora contestável, embora trouxesse petardos como “Hotter Than Hell”, “Parasite” e “Watchin’ You”.
 
Em 1975 a banda lançou o ótimo Dressed To Kill, que trazia a versão de estúdio do clássico “Rock and Roll All Nite”. Mesmo com três discos lançados e algumas jogadas de marketing para impulsionar as vendas, o KISS não decolava.
  
 
Mas as apresentações da banda, repletas de efeitos especiais e performances primorosas, já incendiavam o cenário musical dos Estados Unidos. Foi então que o grupo resolveu lançar um disco ao vivo. Mesmo parecendo loucura, a gravadora Casablanca (que não tinha mais dinheiro) resolveu apostar. E conseguiu. Alive! (1975), gravado em Detroit, foi um sucesso absoluto de vendas e abriu definitivamente o mercado musical para a banda. Posteriormente, o álbum foi eleito pela Billboard como o melhor disco ao vivo de todos os tempos. Com o sucesso, as vendas dos discos anteriores dispararam.
 
Para o álbum seguinte, a banda trouxe o produtor BOB EZRIN e o resultado foi Destroyer (1976), uma das maiores obras-primas do Rock and Roll, que trazia clássicos como “Detroit Rock City”, “God of Thunder”, “Shout It Out Loud” "King of the Night Time World", "Do you Love Me?" e  “Beth”, balada de PETER CRISS que levou o KISS às paradas musicais.
 
Esbanjando criatividade, a banda lançou no mesmo ano o fantástico Rock and Roll Over que trazia clássicos como "Makin' Love", "I Want You" e "Hard Luck Woman". Em 1977, o KISS foi eleito o melhor grupo de Rock nos Estados Unidos pelo Instituto Gallup. No mesmo ano, a banda foi ao Japão para sete apresentações lotadas no famoso Budokan Hall. Em seguida, a banda gravou os álbuns Love Gun (1977) e Alive II (1977), disco duplo ao vivo com cinco canções inéditas de estúdio.
  
  
A banda havia se tornado uma verdadeira máquina de fazer dinheiro. A quantidade de produtos à venda com o nome da banda era incontável. Aliás, uma das mais incríveis jogadas de marketing foi realizada nesse período, quando a banda virou história em quadrinhos da MARVEL: Os quatro integrantes doaram amostras de sangue à editora, que as misturou na tinta de impressão dos gibis! Em 1978, foi lançada a primeira coletânea oficial do grupo, Double Platinum, que trazia uma nova versão da música “Strutter”.
 
O desgaste com tamanha exposição na mídia começou a afetar os integrantes. Nesse periodo, a banda gravou o filme KISS Meets the Phantom of the Park (1978). A pérola cinematográfica foi exibida aqui no Brasil nos anos 80. Durante as gravações da película, PETER CRISS e ACE FREHLEY resolvem sair do grupo. Tentando evitar a separação, os quatro integrantes lançaram discos solos dentro do próprio KISS, fato único no mundo até hoje. Os lançamentos solo permitiram aos fãs conhecer a linha musical de cada integrante da banda.
 
 
Em 1979, o KISS lança o interessante (porém muito criticado) Dynasty, que trazia influências da Disco Music da época. Logo depois da turnê de divulgação do álbum, o baterista PETER CRISS abandonou o grupo. Em 1980, o KISS gravou o Pop Unmasked. CRISS, que não gravou o disco, apareceu na capa e no videoclipe de “Shandi” por questões contratuais. Com a primeira baixa na formação original, o KISS realizou uma grande audição em seu país visando encontrar o novo baterista. E o escolhido foi ERIC CARR, que trouxe uma batida mais rápida e pesada ao som da banda. Em decadência nos Estados Unidos, o grupo foi a países como a Austrália, onde o fenômeno KISS estava no auge.
 
No ano de 1981, a banda respondeu às duras críticas da mídia lançando o conceitual Music From The Elder. O disco foi rejeitado pela maioria dos fãs, enquanto a imprensa elogiou o álbum produzido por LOU REED. Este foi o único lançamento da banda que não recebeu disco de ouro. Em seguida, o grupo lançou a coletânea Killers (1982) contendo quatro músicas inéditas.
  
Gene Simmons, Ace Frehley, Eric Carr e Paul Stanley
 
No mesmo ano, o KISS gravaria um dos maiores discos de sua carreira, Creatures Of The Night, com as faixas “I Love It Loud” e “War Machine”. O álbum se tornou uma das maiores referências do Rock pesado, tendo influenciado uma geração inteira de roqueiros. O material foi produzido por MICHAEL JAMES JACKSON e dedicado a memória de NEIL BOGART, dono do selo Casablanca que havia morrido pouco antes do lançamento. Apesar de a capa do disco trazer a imagem de ACE FREHLEY, o mesmo não fez parte das gravações, pois a banda já contava com o guitarrista VINNIE VINCENT.
     
Em 1983, o KISS anunciou a sua vinda ao Brasil para três antológicas apresentações. Aquela seria a última turnê com máscaras. O show realizado no Maracanã registrou o maior público da carreira da banda, com mais de cento e cinqüenta mil pessoas. Os shows do KISS no Brasil precederam o surgimento do maior festival de Rock do mundo, o Rock In Rio.
 
Gene Simmons, Vinnie Vincent, Paul Stanley e Eric Carr (fundo)
 
Para evitar um desgaste ainda maior na imagem do KISS e correndo atrás de um fato novo na história da banda, os integrantes resolveram tirar as máscaras e revelar os rostos no canal musical MTV. Nesse período, voltaram ao estúdio para gravar o album Lick It Up (1983), o qual teve boa repercussão. Depois de algumas divergências, o talentoso guitarrista VINNIE VINCENT foi despedido da banda, dando lugar a MARK ST. JOHN.
 
De guitarrista novo e no embalo do glamoroso Hard Rock que começava a ferver nos Estados Unidos, o grupo lança Animalize (1984) contendo a inacreditável “Heavens On Fire”. Na turnê européia de divulgação do disco, MARK ST. JOHN precisou abandonar a banda por problemas de saúde, dando lugar ao excelente BRUCE KULICK.

Paul Stanley, Mark St. John, Eric Carr (ao fundo) e Gene Simmons
  
Ainda influenciado pelo Glam Rock americano, a banda gravou Asylum (1985). Dois anos depois e menos colorido, o KISS lançou o excelente Crazy Nights. A faixa “Crazy, Crazy Nights” fez estrondoso sucesso no Reino Unido.
 
Em 1988, a banda foi à Alemanha para se apresentar no festival Monsters of Rock. No mesmo ano, o KISS lançou o disco Smashes, Thrashes and Hits, uma coletânea remixada com duas faixas inéditas. Nesta compilação, o baterista ERIC CARR cantou a música “Beth”.
  
Bruce Kulick, Paul Stanley, Eric Carr e Gene Simmons
 
Em 1989, o KISS lançou o disco Hot In The Shade, contendo as faixas “Hide Your Heart” e “Forever”, balada que virou tema de novela aqui no Brasil. O disco, apesar de ser um clássico de sua época, foi responsável por trazer uma postura madura ao grupo. A turnê do disco se destacou pela gradiosa produção.
 
Em 24 de novembro de 1991, mesma data da morte de FREDDIE MERCURY (QUEEN) o baterista ERIC CARR morre de câncer, no mais triste momento da história da banda.
 
Logo em seguida, o KISS lançou um de seus melhores discos, Revenge (1992), com destaque para as faixas “Unholy”, “Domino” e “God Gave Rock N’ Roll To You II” regravação de um clássico da banda ARGENT. A faixa “Unholy” foi co-produzida pelo ex-guitarrista VINNIE VINCENT (VINCENT CUZANO). O excelente ERIC SINGER foi o responsável por assumir as baquetas.
 
Bruce Kulick, Gene Simmons, Eric Singer e Paul Stanley
  
Em 1993, a banda lança seu terceiro disco ao vivo, Alive III. No ano seguinte, foi lançado Kiss My Ass, um tributo à banda com participações de LENNY KRAVITZ, STEVE WONDER e GARTH BROOKS. Ainda em 1994, o KISS veio ao Brasil para se apresentar no festival Monsters Of Rock. No ano seguinte, a banda participou de várias convenções realizadas pelo KISS ARMY, o exército de fãs do KISS. Em uma dessas convenções, o baterista PETER CRISS foi convidado a cantar com o grupo.
 
Então a MTV propôs ao KISS a gravação do tradicional acústico realizado pela emissora. O show teria as participações especiais de PETER CRISS e ACE FREHLEY. A banda topou e o resultado foi um sucesso. MTV Unplugged (1995) foi lançado em CD, cassete, vinil duplo, VHS e Laserdisc.
 
Singer, Criss, Simmons, Frehley, Stanley e Kulick
  
Com a repercussão mundial do reencontro, GENE SIMMONS, PETER CRISS, ACE FREHLEY e PAUL STANLEY colocaram as máscaras novamente e partiram para uma enorme turnê mundial. O Home Vídeo Second Coming registrou a volta da formação original.

Com a volta do KISS original, BRUCE KULICK e ERIC SINGER saíram da banda. Em 1997, foi lançado o disco Carnival of Souls, gravado na época em que KULICK e SINGER ainda estavam no grupo. Este álbum traz um Hard Rock típico dos anos 90 e chegou a ser rotulado de Grunge.
 
Peter Criss, Paul Stanley, Gene Simmons e Ace Frehley
 
Em 1998, foi lançado Psycho Circus, primeiro álbum com a formação original em quase vinte anos. ACE e PETER não estavam bem e, por isso, a guitarra solo e a bateria foram gravadas em sua maior parte por músicos de estúdio. O ex-guitarrista BRUCE KULICK teve participação na faixa “Whittin”. A gigantesca turnê de divulgação do álbum trouxe telões com efeitos em terceira dimensão (3D) pela primeira vez na história do Rock. Em abril de 1999, o KISS apresentou a turnê ao Brasil em dois shows. Em 31 de dezembro do mesmo ano, a banda se apresentou em Vancouver, no Canadá. O show foi registrado para o lançamento do disco Alive IV, fato que não aconteceu. No mesmo ano, foi lançado o filme Detroit Rock City, comédia sobre quatro garotos que desejam ir a um show do KISS.
 
Em 2001, a formação original se apresentou pela última vez. ERIC SINGER foi convocado e substituiu PETER CRISS (com artrite), utilizando inclusive a sua maquiagem. Neste ano, foi lançada KISS - The Box Set, caixa com cinco volumes reunindo os principais sucessos do grupo e várias raridades.

Gene Simmons, Paul Stanley, Eric Singer e Ace Frehley
 
Em 2003, CRISS retornou ao grupo e FREHLEY foi quem saiu definitivamente. TOMMY THAYER, produtor do KISS e ex-integrante da banda BLACK N’ BLUE, assumiu a guitarra solo e a maquiagem de FREHLEY. Com a nova formação, a banda gravou na Austrália o disco KISS Symphony - Alive IV, com a participação da Orquestra Sinfônica de Melbourne.
  
No mesmo período, ERIC SINGER esteve no Brasil para participar do primeiro evento oficial de fãs do KISS no país. Em 2004, PETER CRISS saiu definitivamente para o retorno de SINGER, que por um período revezou-se entre o KISS e a banda de ALICE COOPER.
  
Paul Stanley, Tommy Thayer, Peter Criss e Gene Simmons

Em 2006, foi lançada KISS Alive 1975-2000, caixa com quatro volumes que inclui o show de Vancouver, anteriormente desprezado.
 
No dia 05 de abril de 2007, o ex-guitarrista MARK ST. JOHN morreu de hemorragia cerebral. No mesmo ano, PAUL STANLEY sofreu uma taquicardia pouco antes de uma apresentação. O restante da banda, a pedido de PAUL, subiu ao palco e realizou o show como um trio. No ano seguinte, o KISS se apresentou durante o GP da Australia de Formula 1. Ainda em 2008 foi lançado o disco Jigoku-Retsuden, coletânea de regravações feitas pela banda.
  
Em 2009, a banda retornou ao Brasil para dois shows da turnê ALIVE 35. No mesmo ano, GENE SIMMONS, PAUL STANLEY, TOMMY THAYER e ERIC SINGER encontraram inspiração e lançaram o excelente álbum de inéditas Sonic Boom, com influências de praticamente todas as fases da banda.
 
Gene Simmons, Eric Singer, Paul Stanley e Tommy Thayer
  
Após a gravação do álbum, o KISS saiu para inúmeras apresentações nos Estados Unidos, Canada, e Europa, tendo participado pela segunda vez do Festival Rock Am Ring em junho de 2010.

A banda prevê para 2012 o lançamento de um novo álbum que promete superar as expectativas do disco anterior. O nome será Monster e poderá ser divulgado em uma ampla turnê mundial.


DISCOGRAFIA:

KISS (1973)
Hotter Than Hell (1974)
Dressed to Kill (1975)
Alive! (1975)
Destroyer (1976)
The Originals (1976)
Rock and Roll Over (1976)
Love Gun (1977)
Alive II (1977)
Double Platinum (1978)
Paul Stanley (1978)
Peter Criss (1978)
Ace Frehley (1978)
Gene Simmons (1978)
Dynasty (1979)
Unmasked (1980)
Music From The Elder (1981)
Killers (1982)
Creatures of the Night (1982)
Lick It Up (1983)
Animalize (1984)
Asylum (1985)
Crazy Nights (1987)
Smashes, Thrashes & Hits (1988)
Hot in the Shade (1989)
Revenge (1992)
Alive III (1993)
Kiss My Ass (1994)
MTV Unplugged (1995)
You Wanted the Best You Got the Best (1996)
Greatest KISS (1997)
Carnival of Souls: The Final Sessions (1997)
Psycho Circus (1998)
KISS - The Box Set (2001)
The Very Best of KISS (2002)
KISS Symphony - Alive IV (2003)
The Millenium Collection (2003)
KISS Gold 1974-1982 (2004)
The Millenium Collection Vol. 2 (2004)
Chronicles (2005)
The Millenium Collection Vol. 3 (2006)
KISS Alive 1975-2000 (2006)
The Best of KISS (2008)
Jigoku Retsuden (2008)
Sonic Boom (2009)


O Especial Melhores do Rock traz um resumo biográfico de grandes nomes do Rock and Roll. São textos próprios, enriquecidos com imagens e links que visam levar ao público um conteúdo diferenciado.