Glam Rock - Hard Rock - Boogie Rock - Pub Rock - Euro Rock

3 de julho de 2012

SINGLE DO KISS AUMENTA EXPECTATIVA PELO NOVO DISCO

O KISS disponibilizou ontem para venda o single "Helll or Hallelujah". Trata-se da primeira música de trabalho do novo album Monster. O disco só sai em outubro.

 
Independente de o single ter essa função teaser, a impressão é a de que o KISS fará no próximo disco aquilo que poderia ter feito no album anterior: pisar no acelerador. O antecessor Sonic Boom (2009) é recheado de ótimas música na minha opinião, mas ficou cadenceado. Acho que a banda percebeu isso e resolveu gravar um disco mais rápido, mais pauleira. Pelo menos é o que parece.

Para quem ainda não ouviu a nova paulada, basta acessar o link abaixo: 



19 de junho de 2012

CURSO GRATUITO DE JORNALISMO: AULA 01

Lição de hoje: Como dilacerar o ponto de vista de seus entrevistados?



Esta entrevista também fará parte do curso de Relações Humanas, no tópico "O indivíduo Blasé e a insignificância da galáxia ao seu redor" lol

A matéria é velha, mas fala sobre a qualidade sonora do vinil. Vale a pena rever.

E para quem cursa jornalismo vale ressaltar que o código de ética da profissão (item III do art. 7º) cita que o jornalista não pode "impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias".

Se bem que ética não precisa de código: ou você tem ou você não tem.


15 de junho de 2012

KISS "MONSTRUOSO" EM 2012

Se nos últimos dois anos o KISS realizou duas turnês sem exageros e lançou alguns daqueles produtos excêntricos para ganhar um dinheiro extra, desta vez os mascarados partiram para a ignorância.

A banda mais marqueteira da galáxia vai entrar de sola, ou melhor, de plataforma em 2012. Até o final deste ano a banda terá lançado uma nova série de quadrinhos, realizado uma turnê com o MOTLEY CRUE, gravado um album de inéditas e publicado um livro descomunal.
O grupo já iniciou o "bombardeio" aos fãs nesta semana com uma nova revista em quadrinhos chamada "Dressed to Kill" (confira uma amostra do gibi clicando AQUI).

Em julho o KISS fará uma série de shows com o CRUE chamada "The Tour" pelos Estados Unidos, na qual haverá Meet & Greet (encontro com a banda para fotos e autógrafos). No mesmo período disponibilizará o primeiro single de seu novo trabalho de estúdio. Porém o álbum, que se chamará Monster, só sairá em outubro.

Imagem: Kissonline.com

E Monster também será o título do novo livro do KISS. O nome faz jus ao lançamento em todos os sentidos. Além de ser homônima ao próximo disco da banda, a publicação tem características jamais vistas: as duzentas e duas páginas terão 1m x 0,7m de tamanho (cada uma) e mais de 35 kg de peso total (!). 

Imagem: Kissonline.com

Estou certo de que muitos fãs já estão se preparando para comprar o novo disco e até mesmo a coleção de gibis importados. Quero ver encomendar o livrinho aí e receber pelos correios...


7 de junho de 2012

4ª FEIRA DO BOLACHÃO EM CURITIBA

E nos próximos dias 16 e 17 de junho acontecerá a quarta edição da Feira do Bolachão em Curitiba. O evento é idealizado pela e-Paraná, sempre sediado no bom Canal da Música. Uma das melhores oportunidades para você começar ou ampliar a sua coleção de discos.

Na edição anterior voltei pra casa com um KISS japonês, um BADFINGER e dois RAMONES, para alegria da minha esposa (risos)...

Mesmo que você não esteja pensando em gastar, vale a pena dar um pulinho na Feira.


Está dado o recado.


4 de junho de 2012

SÓ MÚSICA: UMA LEGÍTIMA LOJA DE DISCOS EM CURITIBA

O que vocês diriam se eu lhes perguntasse onde compram os discos de suas bandas prediletas? Certamente muitos responderiam que "baixam" as músicas da internet. Pois saibam que essa resposta reflete uma realidade quase absoluta. Quase.

Hoje as músicas em geral podem ser convertidas em arquivos digitais, disponibilizadas em servidores virtuais e acessadas gratuitamente. E com a massificação do acesso à rede mundial de computadores uma grande parcela da população abandonou os formatos físicos, optando pelo download dos arquivos. Tal facilidade fez desaparecer centenas de lojas de CD nos últimos anos. 
  

Mas como bons hábitos não deixam de existir, muitas pessoas ainda compram seus long plays e compact discs como há vinte anos. Afinal, adquirir e ouvir um disco pode exigir um cerimonial de apreciação tão sofisticado quanto um bom livro ou uma garrafa de vinho. Música é cultura, meus caros e minhas caras.

E como bom apreciador e consumidor de Rock, recomendo a todos uma das "mecas" do vinil e do CD. Trata-se da Só Música, uma das mais tradicionais lojas do ramo musical em Curitiba. Localizado na Galeria Cezar Franco, o estabelecimento é dirigido por Clóvis Cordeiro, que conhece como poucos o comércio da capital paranaense e a boa música brasileira. Não por acaso a loja tem como parte de sua decoração uma coleção inteira de discos da velha guarda nacional..
 

Prestes a completar vinte anos de existência a loja segue firme, oferecendo milhares de opções em LP's e CD's novos e usados, nacionais e importados. São discos simples, boxes, pictures discs, edições limitadas e outras raridades. Tudo com preços atrativos e atendimento franco.  

Quem anda por Curitiba e compra discos de vinil sabe do que estou falando.


BATE-PAPO COM CLÓVIS CORDEIRO
Para saber um pouco mais sobre a loja, o blogueiro que vos escreve conversou com o Gentleman Clóvis. Acompanhe:

Há quanto tempo a Só Música está em atividade?
Desde outubro de 1992. Durante dois anos atuou com o nome de "Country & Blues". 

A loja já foi sediada em outro local?
Sim. Nos primeiros seis anos ela existiu na mesma galeria, porém em outra sala. Lá no fundão.

Clóvis Cordeiro
Você gerenciou empreendimentos que marcaram época como Garcez e Hermes Macedo (estou certo?). O que te motivou a entrar no ramo musical?
Sim. Fui funcionário do Grupo HM durante 23 anos. Quando o grupo chegou ao fim eu, recém aposentado, teria que continuar na labuta; achei que seria bom trabalhar por conta e fui fazer o que gosto: lidar com música.
  
Comercialmente falando, você viu a glória e a queda do vinil. Apesar disso, você possui uma clientela muito fiel ao bolachão. Para você, isto é predominantemente saudosismo, colecionismo ou bom gosto?
Acho que são todas as três coisas, mas o bom gosto fala mais alto.

Em algum período de atividade da loja você vendeu mais CD's do que vinil?
Sim. Durante um bom tempo o CD salvou a pátria. Atualmente se eu fosse trabalhar só com ele teria que "pendurar as chuteiras".

Recentemente o vinil voltou a ser fabricado no Brasil num projeto audacioso da Polysom. Qual a sua opinião sobre isso?
É uma iniciativa muito boa. Deve primar pelo lançamento de coisas novas e também pelo relançamento de discos raros. Tomara que a coisa evolua cada vez mais.
Você tem clientes de todas as idades e a maioria (creio eu) busca discos de Rock. Existem muitos jovens que busquem material de outros estilos?
Por incrível que pareça, sim. Às vezes sou surpreendido por jovens procurando material da Velha Guarda (MPB). Noel Rosa, Dorival Caymmy, Ary Barroso, Dolores Duran, Lupicinio Rodrigues, etc... são procurados com uma certa frequencia. 

Como conhecedor da boa música brasileira, você pensa que falta divulgação da música de qualidade ou a maioria da população sempre consumirá o produto comercial?
Sem sombra de dúvida. A nossa música de qualidade, infelizmente, não tem o espaço  na grande mídia. Entristeço-me muito em ver tanta gente boa fazendo trabalho de primeira qualidade sem o  apoio merecido. Sempre gostei de ouvir rádio. Toda a minha cultura musical vem dele e fico horrorizado com o que se ouve na atualidade nesse grande veículo de comunicação. Atualmente, tanto o rádio como a televisão e também muitas gravadoras estão a fim de explorar só a música descartável. Coisa de fácil consumo e gosto duvidoso.
 
O fato de trabalhar com discos lhe deu a oportunidade de conhecer muitas coisas novas. Isso afetou o teu gosto musical?
Não. Ampliei o meu conhecimento em todos os seguimentos musicais, mas o meu gosto não sofreu mudanças. Continuo gostando da nossa MPB, da música de raíz, da música clássica, do Jazz, do Rock, enfim, da música de qualidade. Sendo boa, "o que vier eu traço".

Você tem uma coleção particular de discos e CD's?
Sim, tenho alguns. Muitas vezes ameacei colocá-los à venda mas, contrariando os meus princípios religiosos, ainda me sinto muito apegado a eles. A hora certa há de chegar.

Existe algum disco muito desejado que você ainda não possui?
Existem vários. Gostaria que fossem poucos, mas são muitos.
 
Voltando a falar da loja, a Só Música foi citada em uma revista de circulação nacional como uma de cinco referências para vinil no Brasil. Como você se sentiu sobre isso?
Foi uma surpresa muito gratificante, pois vim saber do fato através de um cliente. O autor da matéria se manteve anônimo. Esteve na loja, fez o trabalho sem eu saber. Posteriormente contatei-o e fiz os meus devidos agadecimentos.
 
Vocè teve/tem clientes ilustres? 
Todos os meus clientes são considerados ilustres, mas levando para o lado da notoriedade posso lhe afirmar que já fui visitado (compraram!E como compraram!) por alguns famosos, principalmente do meio artístico.

Já ocorreu alguma situação inusitada, infame ou engraçada na loja que mereça destaque?
Já ocorreram as três, mas sem destaque.

Você poderia recomendar cinco discos de acordo com o seu gosto musical?
Vamos lá:
Clube da Esquina - Volume 1 (1972)
Stan Getz Plays Jobim (1962)
Coração - Alaide Costa (1976)
Ellis e Tom (1974)
Ballads - John Coltrane (1961)
  
Serviço:
Só Música Discos - CDs - LPs
Compra - Vende - Troca - Importa
Rua Emiliano Perneta, 30
Galeria Cezar Franco - Loja 19 (Próximo a Praça Zacarias)
Fone (41) 3222-4339

21 de maio de 2012

ROCK DE LUTO: ROBIN GIBB

Faleceu neste domingo (20) o cantor ROBIN GIBB, um dos irmãos que formavam o BEE GEES. Ele vinha lutando contra o câncer.
 
ROBIN, com seus irmãos MAURICE (falecido em 2003) e ANDY BARRY, foi responsável por dúzias de sucessos românticos como "I Started a Joke" e "Massachusetts". Em carreira solo, compôs baladas que marcaram os anos oitenta como "Juliet" e "Like a Fool".
 
O BEE GEES não integrava nenhum rol de grandes bandas de Rock. Pelo contrário: foi responsável pela trilha sonora do principal registro cinematográfico da Disco Music, o filme "Os Embalos de Sábado a Noite". Ainda assim foram indicados ao cobiçado Rock and Roll Hall of Fame em 1997.
 
Penso que os GIBB devem ser respeitados e reconhecidos como uma das principais referências da história da música. Por isso a minha singela homenagem.

Abaixo, dois clipes: "Boys Do Fall in Love", que varreu as rádios nos anos oitenta e fez sucesso com a turma roqueira e "This is Where I Came In", última música de trabalho do irmãos.




Descanse em paz, ROBIN.

P.S: Grato pela correção, Benedito.


16 de maio de 2012

MELHORES DO ROCK: THE SWEET

O SWEET é uma das maiores bandas da história do Rock, tendo sido regravada por dezenas de artistas e influenciado grandes nomes como DEF LEPPARD, POISON, JOAN JETT, MOTLEY CRUE e KISS. Com um som diferenciado e contagiante, misturando Glam, Heavy e Hard Rock, o grupo vendeu mais de 55 milhões de discos pelo planeta.

A história do SWEET começou ainda no final da década de sessenta, quando BRIAN CONNOLLY (voz) e MICK TURNER (bateria) deixaram o WAINWRIGHTS GENTLEMEN (banda que teve IAN GILLAN nos vocais) e se juntaram a STEVE PRIEST (baixo/voz) e FRANK TORPEY (guitarra solo) para formar o SWEETSHOP.  Com esta formação lançaram o compacto “Slow Motion”. O fracasso do single logo ocasionou a quebra do contrato com a gravadora Fontana

A banda assinou com a Parlophone e gravou um novo single, “Lollipop Man”.  Mais um insucesso. Mesmo parecendo cedo demais FRANK deixou a banda, sendo substituído por MICK STEWART. Apesar de lançarem mais dois singles (“All You’ll Ever Get From Me” e “Get on the Line”) o cenário continuava imutável para o grupo.
 
As duas primeiras formações do SWEETSHOP
  
Esses primeiros compactos do SWEETSHOP nunca foram editados em um álbum de carreira, apenas em um LP chamado Gimme Dat Ding, que reunia também a banda THE PIPKINS. Esse disco foi lançado em pelo menos três oportunidades, com capas diferentes. Alguns consideram este como o primeiro album da banda. Alías, trata-se de um vinil bastante raro.
 
Em 1970 ocorreu a mudança que consagraria a formação clássica da banda: MICK STEWART deu lugar a ANDY SCOTT (guitarra solo/voz). O quarteto resolve mudar o nome do grupo para THE SWEET. As mudanças trouxeram bons frutos. No ano seguinte, o Single “Funny Funny” foi lançado com êxito e introduziu a banda na mídia televisiva local. Logo em seguida veio a ótima “Co-Co”, que atingiu o segundo lugar das paradas do Reino Unido. Ambas foram compostas pela brilhante dupla NICKY CHINN e MIKE CHAPMAN, responsável por dezenas de grandes sucessos musicais.
 
Ainda em 1971 a banda lançou seu primeiro album: Funny How Sweet Co-Co Can Be saiu pela gravadora RCA e teve uma estréia abaixo do esperado, não passando da posição 40 nas paradas. Posteriormente a banda lançou os single-hits “Poppa Joe”, “Wig-Wag Bam” e “Little Willy” em questão de poucos meses, sendo que esta última logo atingiu a terceira posição nas paradas norte-americanas. Com o rápido sucesso, a banda teria uma coletânea lançada pela RCA em dezembro daquele ano, chamada Sweet’s Biggest Hits.
 
A banda faria um arregaço no planeta nos próximos dois anos: Em 1973, as sirenes ensurdecedoras de “Blockbuster” soaram forte no topo das paradas britânicas. Na sequência, “Hell Raiser” chutou os traseiros em todo o Reino Unido e a avassaladora “Ballroom Blitz” invadiu as pistas e as paradas. Enquanto isso, a banda ainda colhia os frutos de “Little Willy”, medalha de bronze nos charts norte-americanos.

Em 1974 os gritos de “We Want SWEET!!!” tomaram conta das rádios: Era “Teenage Rampage” deixando as empregadas completamente perturbadas. Em seguida é lançado o impressionante Sweet Fanny Adams. Todas as nove faixas do disco eram hits absolutos: "Set Me Free", "Heartbreak Today", "No You Don't", "Rebel Rouser", "Peppermint Twist", "Sweet FA", "Restless", "Into the Night" e "ACDC". E não para por aí: de julho a novembro saem do forno “The Six Teens” e “Turn It Down”, sendo que esta teve uma aceitação menor nas rádios devido ao conteúdo da letra. Não teria sido a primeira vez que o som do quarteto sofria algum tipo de restrição.
 
 
O glorioso ano do quarteto também marcou o fim da parceria entre a banda e a dupla CHINN/CHAPMAN. Um dos possíveis motivos do rompimento foi o desejo da banda em alcançar nos Estados Unidos o mesmo sucesso que possuía na Europa, produzindo seu próprio material. Ainda houve tempo para o lançamento do disco Desolation Boulevard, que continha a incrível "Solid Gold Brass". Essa foi uma espécie de coletânea lançada com faixas diferentes na Europa (como "Breakdown") e nos Estados Unidos.

Em 1975, o lançamento de Strung Up trouxe um vinil duplo, com um disco ao vivo e outro contendo singles da banda, incluindo a destruidora “Action”, a avassaladora “Burn on the Flame” e a versão definitiva e antológica de “Fox on the Run”, música que atingiu a segunda posição nas paradas britânicas e décima posição nas paradas norte-americanas. A faixa fez estrondoso sucesso no Brasil e consolidou a banda por aqui.
 
No ano seguinte, o grupo lançou o disco Give Us A Wink, com a famosa “capa do olho”. Destaque para a faixa “Lies in Your Eyes” (Top 10 na Alemanha). Em 1977, a banda lançou Off the Record, com as sensacionais “Fever of Love” e “Lost Angels”, além de duas tijoladas que não foram para as rádios: “Midnight to Daylight” e “Windy City” . O álbum foi seguido de “Stairway to the Stars”, single não incluído nos discos de carreira da banda. 
  
 
No mesmo ano, já pela gravadora POLYDOR, lançaram Level Headed, com o single "California Nights" e a balada “Love is Like Oxygen”. Esta foi a última música do quarteto a atingir um Top 10. Em 1978, a banda enfim excursionou pelos Estados Unidos, quando abriu shows para grupos menores como BOB SEGER AND THE SILVER BULLET BAND. No Brasil, a gravadora RCA lançou a série “Disco de Ouro” incluindo o SWEET. O vinil virou referência para os fãs tupiniquins. 
 
Os problemas de BRIAN com a bebida começaram a se agravar. Em um show em Birmingham, onde alguns executivos da gravadora CAPITOL estavam presentes, CONNOLLY subiu ao palco completamente embreagado e a apresentação terminou sem a presença do vocalista. Por essas e outras o vocalista deixou a banda no dia 23 de fevereiro de 1979. Alguns relatos dão conta de que RONNIE JAMES DIO foi convidado a substituí-lo, mas o baixista STEVE PRIEST não teria concordado com o convite. Logo em seguida, DIO assumiu os vocais do BLACK SABBATH.

ANDY SCOTT, STEVE PRIEST e MICK TURNER resolveram então continuar com o SWEET como um trio. Em 1979 o grupo lançou Cut Above The Rest, que abre com a faixa "Call Me". No ano seguinte gravaram Waters Edge, contendo "Sixties Man" e "Give the Lady Some Respect". Este disco foi lançado nos Estados Unidos com o nome VI (famoso vinil da capa vermelha). Em 1981 lançaram Identity Crisis, o último album desta formação. Este também é o disco de carreira mais difícil de encontrar. Uma curiosidade: estes três álbuns contaram com a participação do tecladista GARY MOBERLY. 
 
  
Em 20 de março de 1981, o trio fez seu último show na Universidade de Glasgow, na Escócia. Era o fim de um dos maiores fenômenos do Rock mundial.

Depois de gravar alguns singles em carreira solo, o ex-vocalista BRIAN CONNOLLY resolveu criar a sua versão da banda em 1984, batizada de NEW SWEET e posteriormente BRIAN CONNOLLY’S SWEET. A banda de BRIAN sofreu cerca de seis alterações em sua formação e gravou um álbum chamado Let’s Go (1995), contendo regravações do velho SWEET e três canções inéditas. 
 
Após lançar três singles em carreira solo, ANDY SCOTT reuniu-se com MICK TURNER em 1985 e reformou o SWEET, o qual foi batizado de ANDY SCOTT’S SWEET e contou com as participações de MALCOLM McNULTY (atual vocalista do SLADE) e PAUL MARIO DAY (primeiro vocalista do IRON MAIDEN).  STEVE PRIEST teria recusado um convite para participar da formação. O SWEET de ANDY SCOTT lançou os álbuns Live At The Marquee (1989), A (1992), Alive and Giggin’ (1995), The Answer (1995), Glitz, Blitz and Hitz (1996), Sweetlife (2002) e New York Connection (2012). ANDY também compôs e produziu para a rainha do Glam Rock, SUZI QUATRO.
 
Em 1988 o que parecia impossível aconteceu: os quatro integrantes originais do SWEET se reuniram. MIKE CHAPMAN se juntou ao quarteto para regravar os clássicos “Action” e “Ballroom Blitz” em Los Angeles. Nesse período, o vocalista BRIAN CONOLLY apresentava sérios problemas de saúde causados pelo alcoolismo. Por este motivo tais regravações ficaram horríveis (especialmente "Ballroom Blitz"). Em 1990, uma nova reunião com a formação clássica foi realizada, desta vez para promover o lançamento do Home Video Ballroom Blitz, em Londres (assista, em inglês: Parte 1 e Parte 2). Mas a volta do quarteto parou por aí.

No ano de 1991, o baterista MICK TURNER abandonou o ANDY SCOTT’S SWEET devido a problemas de saúde. No ano seguinte, o lançamento do filme Wayne’s World (Quanto mais idiota melhor) trouxe a música “Ballroom Blitz” de volta ao sucesso na voz da bela TIA CARRERE.

Em 1996, o documentário televisivo Don’t Leave Me This Way (assista, em ingles: Parte 1, Parte 2 e Parte 3) mostrou o triste e melancólico final de carreira de CONNOLLY que, naquela altura, precisava da ajuda de um integrante da banda para chegar à frente do palco. Em 09 de fevereiro de 1997, BRIAN CONNOLLY morreu de ataque cardíaco em um hospital aos 51 anos, para a tristeza de milhares de fãs em todo o mundo. Mesmo com a morte de CONNOLY, os integrantes de sua banda continuaram a se apresentar com o nome de BC SWEET.


Em 14 de fevereiro de 2002, o baterista MICK TURNER faleceu após lutar por vários anos contra a leucemia. MICK foi enterrado em uma sepultura sem nome, em Chorleywood.

Em 2006, depois de onze alterações em seu line-up, o ANDY SCOTT’S SWEET encontra uma sólida formação com ANDY SCOTT (guitarra solo/voz), PETE LINCOLN (voz/baixo) STEVE GRANT (teclado/violão/sintetizador) e BRUCE BRISLAND (bateria).  Por se tratar da única versão do SWEET na ativa, a banda voltou a utilizar o nome THE SWEET.  
 
Em 2007, o SWEET esteve pela primeira vez no Brasil para alguns shows da turnê Sweet Fanny Adams. Apesar de algumas datas canceladas, a banda se apresentou em Porto Alegre e Curitiba. Segundo publicação no site oficial da banda, o show realizado em Curitiba registrou o público mais louco que o quarteto presenciou até hoje. 
 
No ano seguinte, STEVE PRIEST reapareceu em Los Angeles e anunciou o STEVE PRIEST’S SWEET, uma versão “americanizada” e com cinco integrantes. A banda de STEVE gravou Live In America (2008) e Sweet Live Are You Ready (2011). Em 2011 STEVE PRIEST veio ao Brasil para abrir o show do grupo JOURNEY

Em 2010 um fato curioso: a banda de ANDY SCOTT se apresentou sem o próprio. Por questões de saúde ANDY ficou de molho, sendo substituído por MARTIN MICKELS em duas apresentações realizadas na Dinamarca.

A banda de SCOTT ainda sofreu uma última alteração em seu line-up. STEVE GRANT se afastou do grupo dando lugar a TONY O'HARA, que já havia trabalhado na banda. Em março de 2012, o SWEET lançou New York Connection, um excelente disco com regravações de clássicos. Destaque para as faixas “New York Groove” (RUSS BALLARD) e “Blitzkrieg Bop” (RAMONES).

SWEET: nova formação e novo disco
 
Atualmente, ANDY SCOTT e STEVE PRIEST seguem se apresentando com suas respectivas formações e levando o som do SWEET a diversas partes do mundo.


DISCOGRAFIA (formação original):
 
Funny How Sweet Co-Co Can Be (1971)
Sweet Fanny Adams (1974)
Desolation Boulevard (1974)
Give Us a Wink (1976)
Off the Record (1977)
Level Headed (1978)
Cut Above the Rest (1979)
Waters Edge (1980)
Identity Crisis (1982)


DISCOGRAFIA (ANDY SCOTT):

Live At The Marquee (1989)
A (1992)
Alive and Giggin’ (1995) 
The Answer (1995) 
Glitz, Blitz and Hitz (1996)
Sweetlife (2002)
New York Connection (2012)


DISCOGRAFIA (BRIAN CONNOLLY):

Let's Go (1995)


DISCOGRAFIA (STEVE PRIEST):

Live in America (2008)
Sweet Live Are You Ready (2011)


O Especial Melhores do Rock traz um resumo biográfico de grandes nomes do Rock and Roll. São textos próprios, enriquecidos com imagens e links que visam levar ao público um conteúdo diferenciado.


29 de abril de 2012

CD DE GARY GLITTER É VENDIDO POR MAIS DE R$120 EM LEILÃO VIRTUAL

Você desembolsaria R$ 120 para adquirir um CD usado? E se a compra fosse feita em um leilão da internet? E se o artista em questão houvesse cumprido pena por envolvimento com pornografia infantil? Pois nenhum desses fatores impediu uma acirrada disputa na internet.

 
Um usuário do site de leilões eBay disponibilizou nesta semana um exemplar original (e muito raro) do álbum On, do cantor GARY GLITTER. Trata-se do ultimo trabalho de estúdio de um dos ícones do Glam Rock europeuO disco foi lançado em 2001 com exclusividade pelo extinto site oficial de GARY. A tiragem foi limitadíssima (apenas cinco mil cópias) e em poucos meses o material desapareceu. Nesse período, o cantor já era investigado por posse de material pornográfico infantil. Pouco tempo depois foi condenado e preso por envolvimento com menores de idade no Vietnam. Na última terça-feira (24), o exemplar em questão foi arrematado após dezessete lances ao preço de 39 libras esterlinas (cerca de R$ 120) não incluindo a taxa do correio. 

On é totalmente desconhecido do público brasileiro e traz uma sonoridade que lembra o GARY GLITTER da década de 1980. Os destaques da bolachinha ficam por conta das faixas "Up  for You" (com direito a batida eletrônica e slide guitar) e "Hotshot" (faixa que mais se aproxima dos clássicos dos anos 1970) além das regravações de "Hooked on Hollywood" do álbum Silver Star (1977) "Ready to Rock" do disco Leader II (1991) e "Hello Hello I'm Back Again" do LP Touch Me (1973).
 
Ouçam abaixo o disco NA ÍNTEGRA.