O último hiato de cultura, diversão e confraternização em um 2016 de dificuldades e desafios. Foi o que a vigésima edição da Feira do Vinil do Canal da Música proporcionou ao público, pelo menos por um dia.

Antes mesmo do horário oficial da feira cheguei com minha esposa e as
três caixinhas de LPs trazidas graças ao caríssimo Jorge e seu táxi
salvador. Foi minha primeira feira como expositor dentro do Canal da
Música. Instalado no espaço destinado, peguei a credencial e
informações complementares com o gente finíssima Marco Dusch. Então, era
a hora de disponibilizar o material ao público e (tentar) fazer uma
grana.
Ainda sem ter perspectiva de como seria aquele
sábado fui surpreendido pelo repórter do Canal 9 para uma rápida
entrevista. Sem reação, topei de imediato. A matéria foi ao ar na
segunda (19) e abordou toda a feira. Muito bacana.
Para o lanche, minha esposa sugeriu um Food Truck. E lá foi a primeira dama comprar uma das melhores coisas que comi em minha vida, um sanduba de costela desfiada e bacon, com salada, molho e pão Ciabatta. Fodástico, embora caro. Do lado de fora, ao lado do espaço gastronômico, arte, toys, músicos locais e a presença do lendário KID VINIL.
Desde que cheguei ao Canal da Música cogitei a possibilidade de adquirir o novo lançamento do MOTOROCKER, a versão limitada em Long Play para o clássico álbum Igreja Universal do Reino do Rock.
Mas sem cascalho para gastar com "caprichos", deixei a ideia de lado.
Eis que um dos expositores da feira, o qual tinha a venda o LP em
questão, visitou minha mesa e pediu para reservar um de meus bolachões
(eu estava sem máquina de cartões). Foi a deixa para posteriormente eu
sugerir um "bem bolado" e finalmente adquirir o "santo graal" vinílico
da malária.
Logo em seguida o MOTOROCKER
chegou ao Canal da Música para uma rápida sessão de autógrafos, já que
duas lojas responsáveis pela distribuição estavam expondo no local,
a
Melômano Discos e a
Neves Records. Foi muito satisfatório poder conversar com os caras da banda e tirar uma "chapa" com o quinteto.
Faltava vender alguns LPs para obter uns trocos. Com várias opções
baratas e colecionadores interessados, as coisas aconteceram. Mais uma
vez, foram os mais assíduos fãs de KISS que não marcaram presença. Ou
pelo menos não manifestaram-se, já que novamente levei excelente e raro
material da banda para venda.
O ponto alto da feira é o
contato com as pessoas. Figuras de TODAS as
tribos passam pelas caixas de discos. Basta um dos lados da mesa começar
a conversa e um bom papo está garantido. Dos vendedores e visitantes,
pude contatar os meus amigos de longa data Benedito e Rey (da
Discos Raros), o gente fina Diego (do blog
De Volta Para o Vinil), o Umberto
(da
UP LPs) e outros tantos.
Dos clientes, o Senhor Álvaro (foto) foi um dos primeiros. Procurava por
capas genéricas para seus LPs órfãos. Terminamos o papo falando de
TRAVELING WILBURYS e YAMANDU COSTA. Além dele, o Marcelo (cliente desde
minha primeira feira), a Kawane (que reservou seus LPs pela internet), e
o João "
Guitar Man" Vitor, da banda
CANELA SECA (posso dizer
que "contribui" pro nome da banda há cerca de dois anos) marcaram
presença. Isso sem falar em todos os demais. Agradeço a cada um, sem
exceção.
Em suma, a consagrada e multi atrativa Feira do Vinil do Canal da Música não deixou a desejar em sua proposta original, tampouco em seus adicionais.
Até a próxima!