Glam Rock - Hard Rock - Boogie Rock - Pub Rock - Euro Rock

13 de fevereiro de 2024

DISCO NOVO DO EX-GUITARRISTA DO KISS

No dia 23 de fevereiro, teremos novo material de um dos maiores Riff Makers de todos os tempos: trata-se de 10,000 Volts, nono álbum de estúdio do genial ACE FREHLEY. O lançamento traz 11 faixas e terá inúmeras e belíssimas opções em LP e CD (para alegria e tristeza de colecionadores...).


Duas faixas já foram divulgadas e lançadas, sendo "Walkin' On The Moon" e a faixa-título. Ambas trazem aquele Hard Rock básico e despojado com a marca registrada da guitarra de FREHLEY.

Abaixo, videoclipe e tracklist:


01. 10,000 Volts
02. Walkin’ on the Moon
03. Cosmic Heart
04. Cherry Medicine
05. Back Into My Arms Again
06. Fightin’ for Life
07. Blinded
08. Constantly Cute
09. Life of a Stranger
10. Up in the Sky
11. Stratosphere

14 de janeiro de 2024

LEMBRA DO GEIER STURZFLUG? TEM DISCO NOVO DOS CARAS

Um nome de sucesso do New Wave alemão (NDW) volta a lançar material inédito: os caras do GEIER STURZFLUG apresentaram nesta semana o álbum Alles In Eimer, com 14 faixas, disponível em CD e nas plataformas digitais. Engana-se quem pensa que os caras ressurgiram dos mortos. Isto, pois, esse é o sexto disco de estúdio lançado por eles nos últimos seis anos (!).

Se você curte Euro Rock, certamente já ouviu a faixa "Bruttosozialprodukt" lançada pelos caras em 1982. Ela está presente no Volume 3 da cultuada coletânea Rock 'N Roll Project. 

O som da banda circula muito pelo Ska e, eventualmente, pelo Reggae. Porém, no lançamento em questão, o foco é o Rock.

Quem comanda os vocais é FRIEDEL GERATSCH, membro fundador e presente na banda desde o começo. Ele faz várias críticas políticas em seus trabalhos. Bruttosozialprodukt é um desses casos.  O segundo nome importante na banda é o compositor e saxofonista CARLO VON STEINFURT (ou THOMAS PASSMANN-ENGEL). que participa desde 1996. O terceiro integrante em destaque é RAINER HUNDSDOERFER. Ele fez os vocais em apresentações recentes nas quais FRIEDEL não aparece.

Um fato que eu desconhecia é que os caras foram descobertos pelo cantor PETER KENT (o cara da música “It’s A Real Good Feeling”). KENT, aliás, foi o produtor do primeiro álbum da banda.

Gostei bastante da qualidade do material: um Rock básico, porém honesto. Recomendo!

Abaixo, capa e playlist do Spotify.



01. Alles im Eimer
02. Zu viel Spaß
03. Unten Oben
04. Mein Herz ist ein Rad
05. Sommer 2030
06. Dududu
07. Komm schon
08. In Vollkommenheit
09. Ne gute Zeit
10. Das höchste der Gefühle
11. Sommer in Berlin
12. Siegerlied
13. Hausbeben
14. Liebe Leben Leberwurst

7 de janeiro de 2024

UM BLUES DE GAITA DIFERENTÃO

Quando alguém pergunta o que se VÊ quando se ouve um Blues, a resposta geralmente não varia: um músico na varanda de uma casa do século passado, um andante carregando seu violão na beira da estrada enquanto canta o que fez quando "acordou esta manhã", ou ainda um músico estiloso em um bar intimista e escuro.

E geograficamente, onde isso ocorre? Grandes clássicos têm diretamente a ver com o cenário do contador da história. Muitas faixas colocaram Chicago, Memphis, Texas e outras localidades no mapa da música mundial.

E que tal o Blues da floresta russa? Nunca ouviu falar? Nem eu. Até agora.

Certamente, esse é um cenário que jamais viria à minha mente. E o aparentemente desconhecido ANDRII YURLOV tratou de mudar isso. Ele acabou de lançar o álbum Northern Low Blues, contendo 12 faixas, disponível em algumas plataformas digitais.

O som é basicamente um blues instrumental com uma gaita de boca cheia de personalidade. Não é melancólico, nem festeiro, mas é bem bacana. Ouça e veja se a trilha encaixa-se no teu gosto musical.

Abaixo, capa e playlist do YouTube.



01. Intro
02. Strong Wind
03. Frozen Forest
04. Crossroad
05. Northern Way
06. Calm of the Night
07. Forest Patrol
08. Leaving Traces Along the Way
09. Snow Shuffle Blues
10. Cold Foggy Morning
11. Walk Under the Northern Light
12. Outro

30 de dezembro de 2023

FOGHAT LANÇOU SEU 17º DISCO DE ESTÚDIO

A banda britânica FOGHAT lançou recentemente décimo sétimo álbum de estúdio. Trata-se de Sonic Mojo, contendo 12 faixas. O material está disponível em CD, LP colorido e plataformas digitais. O novo material tem uma ótima sonoridade e traz alguns covers para faixas de B.B. KING e CHUCK BERRY. Um prato cheio pra quem curte o lado Blues da banda.

Da formação clássica, apenas o baterista ROGER EARL. Aliás, a banda teve várias alterações em sua formação ao longo do tempo. Destaco os saudosos DAVE PEVERETT (vocal e guitarra base) e ROD PRICE (guitarra solo), ambos da fase de ouro da banda.

Embora tenha emplacado mundialmente o sucesso "Slow Ride", Rockão que entrou até em trilha de videogame, a banda foi, em minha opinião, subestimada. Além de performances maravilhosas, a discografia dos caras é riquíssima, indo desde o Rock e o Blues com Slide Guitar até o divertidíssimo Boogie Rock. Mesmo assim, muitas pessoas só conhecem o hit supracitado. Vale a pena investir um tempo em (re)descobrir o material da banda.

Abaixo, capa e tracklist do Spotify.



01. She’s A Little Bit Of Everything
02. I Don’t Appreciate You
03. Mean Women Blues
04. Drivin’ On
05. Let Me Love You Baby
06. How Many More Years
07. Song For The Life
08. Wish I’d A Been There
09. Time Slips Away
10. Black Days & Blue Nights
11. She’s Dynamite
12. Promised Land

23 de dezembro de 2023

ROCK AND ROLL PARA O NATAL (12)

Décima-segunda postagem do tipo. Mistura de temas natalinos e faixas de Rock. 

Para conferir as edições anteriores, clique AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.












Um Feliz Natal a todos!

9 de dezembro de 2023

14 ANOS DE BLOG!

É com alegria que o Blog Roqueiro Curitibano comemora seus 14 anos de existência!


Essa modesta página, que nasceu sem maiores pretensões, tornou-se uma representação do verdadeiro roqueiro curitibano, seja aquele que vai aos duplex dos paredões de som, seja aquele que fica em seu quarto ouvindo sua coleção de discos.

Foi em 2009, num momento de transição, que resolvi criar o blog. Naquele período, as páginas pessoais eram muito apreciadas. Isto, pois, o Facebook ainda estava decolando; o WhatsApp e o Instagram nem existiam, assim como os smartphones.

De lá pra cá, tudo mudou. Os blogues simplesmente perderam a relevância. Afinal, vivemos a era das mensagens instantâneas e dos vídeos curtos. Porém, sou um daqueles heróis da resistência. Gosto desse formato.

Quero agradecer, do fundo do coração, a CADA UM DE VOCÊS que curtiu, que comentou, que seguiu, que compartilhou.

Vocês são foda!

8 de dezembro de 2023

DAN MCCAFFERTY: FAIXAS RARAS SÃO LANÇADAS EM NOVO DISCO

O saudoso vocalista do NAZARETH, DAN MCCAFFERTY, voltou a ser assunto dez anos após deixar a banda. Ontem, foi lançado In Memory Of Dan McCafferty: No Turning Back, álbum com nove faixas. O material tem opções em CD e LP, além das plataformas digitais.

O disco traz três faixas consideradas inéditas: "Children's Eyes", "Occident" e "No Turning Back". A primeira foi composta em parceria com DETLEF WIEDEKE, um dos caras que faziam backing vocals no MODERN TALKING (!); as outras duas foram produzidas ao final dos anos 1990 por CHRISTOPH BUSSE. Duas dessas faixas, no entanto, já estavam disponíveis há anos na internet.

O resto do material é bem conhecido. As faixas "Into The Ring", "Starry Eyes" e "Sunny Island" foram originalmente lançadas no segundo disco solo de DAN, de 1986. Aliás, o produtor CHRISTOPH BUSSE compôs e fez backing vocal para esse disco.

Como bônus, dois covers do NAZARETH, "Love Hurts" e "Dream On", cantados pelo grego PANOS KALIFIS.

Abaixo, capa e playlist do Spotify.



01. Children's Eyes (Inédita)
02. Into The Ring
03. Starry Eyes
04. Sunny Island
05. Occident (Inédita)
06. No Turning Back (Inédita)
07. Going Home
08. Love Hurts (cover do NAZARETH cantada por PANOS KALIFIS)
09. Dream On (cover do NAZARETH cantada por PANOS KALIFIS)

OBRIGADO, KISS!

No último dia 02, os quatro atuais integrantes do KISS fizeram o último show de suas vidas pela banda. A derradeira apresentação foi em Nova Iorque, no lendário Madison Square Garden.

Embora o KISS já tenha realizado (e furado) turnê de despedida anteriormente, parece que dessa vez a decisão é final. Alguns fatores corroboram pra isso, como a idade dos caras, o desgaste da voz do guitarrista PAUL STANLEY e, talvez, a necessidade de mais tempo pra gastar tanto dinheiro (risos).

De qualquer forma, utilizo este post para deixar o meu agradecimento à banda. Isto, pois, para mim, o KISS foi a porta de entrada para o mundo do Rock And Roll.

Ainda nos anos 1980, meu pai tinha uma fita cassete TDK DC60 (eu ainda a tenho guardada!) com músicas extraídas de alguns LPs, dentre eles a coletânea Rock Esperto, da Som Livre (alguma semelhança com a capa do blog?). Um dos lados da K-7 tinha, na sequência, as faixas "Rock And Roll All Nite" (do KISS) e "Mamma Mia" (do LEFT SIDE). Eu simplesmente pirava quando ouvia essas duas músicas, algo transcendental. Mesmo sendo uma criança, eu compreendia claramente o poder daquelas trilhas. A piração era tamanha que eu vivia pedindo ao meu Tio Edson que emprestasse seus LPs do KISS. Ele era fã da banda, tendo, inclusive, ido a um dos lendários shows do KISS no Brasil em 1983.

Tempo depois, quando eu estava cursando o ginásio, minha turma foi transferida de sala. O novo espaço tinha apenas carteiras de braço. Em uma delas, havia um enorme adesivo de banda de Rock. Aquilo mexeu com toda a piazada. Parecia um feitiço. Do nada, um falou que gostava de IRON MAIDEN. Outro mencionou o GUNS ‘N’ ROSES. Quando perguntado, eu disse que a banda com a qual eu mais me identificava era o KISS. A partir de então, a Kissmania elevou-se para outro nível. 

Paralelo a isso, comecei a conhecer outras bandas, mas sempre “fiel” aos caras pintadas. Tive uma das mais variadas coleções de itens do KISS, alguns bem raros. Nos anos 2010, porém, tive que vender toda a minha coleção de discos por motivo de força maior. Isso foi frustrante, mas não um problema, já que a música havia deixado de ser algo “físico”. A minha “playlist” já estava além de qualquer coleção.

Hoje, o Rock é meu hobby, minha cultura, minha válvula de escape. Impossível viver sem ele. 

Confesso que hoje o KISS não ocupa o mesmo espaço na minha vida musical, até mesmo porque aprendi a gostar de muita coisa. Mas certamente guardarei com carinho as lembranças da minha adolescência militante, quando botava os LPs Destroyer e Creatures Of The Night para tocar no último volume naquele quartinho repleto de pôsteres.

O artista passa, a obra fica.

Obrigado, KISS!