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27 de setembro de 2012

DJ TANCK AVISA: O ROCK ESTÁ DE VOLTA

Essa é para quem curtiu Rock and Roll nas noites de Curitiba nos anos 1970, 1980 ou 1990: preparem as suas jaquetas de couro e as velhas calças jeans, pois o bom e velho Rock está voltando.


O recado é do DJ Tanck, famoso Disc Jockey paranaense e produtor de eventos. Segundo ele, a lendária equipe de som Sparks retomará as atividades em um grande evento previsto para os dias 09 e 10 de novembro. O local (especula-se Sociedade Primavera) será confirmado em breve. Serão duas noites de muito som, sendo a primeira dedicada exclusivamente ao Rock e a segunda com muito Flashback. A produção ficará por conta de Robinson Barbosa, membro original da Sparks Systems e irmão do saudoso DJ Reverson Barbosa, um dos idealizadores da coletânea Rock N Roll Project.

Quem tem mais de trinta anos poderá relembrar os velhos tempos do Rock nas noites curitibanas. Naquela época, as pessoas iam a clubes e sociedades para curtir e dançar o Rock  de maneira intensa.

A trilha sonora ficava por conta de DJ's e operadores que formavam equipes de som, verdadeiras organizações de sonorização. Algumas das equipes mais conhecidas e lembradas em Curitiba são S.O.S, Octopus, Pop Light Sound, Raick's, Big Power, Thundermug, Party Box, Star Life, Papanacius 3, Eccus Tape, Chimoke, Moustache, Shok Som Five, Phocus, Black Box, Impactus, Poluysom, Wonder Som Pop, Exportasom e Kilowatsom, além da própria Sparks.

Uma das marcas registradas desse período eram os duplex, famosos "paredões" formados por caixas de som e usados pelas equipes para sonorizações e disputas ensurdecedoras.

Portanto, fiquem ligados. 


E enquanto a galera não liga os amplificadores, aumente o volume e curta as montagens de som usadas da época (que graças ao YouTube estão disponíveis).
 

 

23 de setembro de 2012

POR ONDE ANDA? DEVO

Os norte-americanos do DEVO formaram um dos maiores fenômenos da história da música. Fundado na década de setenta por GERALD CASALE e MARK MOTHERSBAUGH, o grupo fez sua primeira apresentação em 1972.

Misturando Rock de sintetizadores e bateria eletrônica com humor inteligente e visual singular, a banda explodiu logo no primeiro disco, Q: Are We Not Men? A: We Are Devo! (1978). O lançamento incluía um cover de "Satisfaction", dos ROLLING STONES.

 
O terceiro album, Freedom of Choice (1980), trouxe a excelente "Whip It" ao sucesso. Já no topo, a banda lançou o disco Oh, No! It's Devo (1982) com a sensacional "That's Good". Por aqui, a faixa foi exaustivamente tocada nos bailes Rock da capital, sendo consequentemente incluída na idolatrada coletãnea Rock 'N' Roll Project.


Voltando ao DEVO, a banda declinou após 1984 (ano do lançamento do disco Shout). Os dois albuns seguintes - Total Devo (1988) e Smooth Noodle Maps (1990) - simplesmente não vingaram. Com problemas junto a gravadora Enigma e dando atenção a projetos paralelos e atividades extra-musicais (MARK tinha uma empresa de publicidade) o grupo parecia ter chegado ao fim da linha.

Mas após uma reunião e a participação no Festival Lolapalooza em 1996 os caras resolveram dar sequência ao projeto. Em 2010 lançaram o disco Something for Everybody, provando que  não perderam a mão para produzir bom material. As ótimas faixas "Don't Shoot (I'm Man)" e "What We Do" receberam dois videoclipes sensacionais (não deixe de conferí-los abaixo).
 

 
Atualmente, a banda segue em atividade (saiba mais no site oficial do grupo).

É como diz aquele ditado: DEVO, não nego e curto enquanto puder...lol

 

12 de setembro de 2012

SUZI QUATRO NÃO VEM

E a decepção do dia ficou por conta do cancelamento da apresentação da cantora SUZI QUATRO em Curitiba, anteriormente prevista para o próximo dia 22. A rainha do Glam Rock já havia adiado a data, originalmente marcada para 19 de maio, por conta de um acidente sofrido no desembarque de um avião na Ucrânia.

Imagem: Blog Velhidade

Segundo nota contida no Portal do Disk Ingressos "A apresentação da cantora Suzi Quatro, que estava marcada para o dia 22 de setembro, no Curitiba Master Hall, em Curitiba, foi cancelada por motivos de força maior sem previsão de agendamento para uma nova data.Os ingressos adquiridos serão devolvidos no mesmo ponto de venda onde foi efetuada a compra, a partir do próximo dia 14 de setembro a partir das 14horas, mediante a devolução do bilhete.  Informações:41-3315-0808. Pedimos desculpas a todos os fãs e ao público em geral". 

Apesar da alegação da nota, a página do fã-clube da cantora no Facebook (que mantém contato com a mesma) citou problemas com a produtora do evento e disse que a intenção é remarcar a apresentação por outra empresa, mas não para as mesmas datas.

E aí, o que vocês acham?


30 de agosto de 2012

E AÍ, QUEM VAI NO SHOW DO ROBERT PLANT?

No dia 27 de outubro Curitiba terá o previlégio de receber uma das maiores lendas do Rock and Roll, Sir ROBERT PLANT. O ex-vocalista do LED ZEPPELIN e do THE HONEYDRIPPERS fará única apresentação no Teatro Guaíra. Ele será acompanhado pela banda THE SENSACIONAL SPACE SHIFTERS. Os ingressos começam a ser vendidos hoje.

Mas a oportunidade ímpar de assistir a um dos ícones do Rock mundial pode ser barrada por um fator: o preço dos ingressos. A proporção entre o custo para se trazer um cara desse e o número de cadeiras disponíveis inflacionou o preço dos bilhetes. Resumindo: R$ 840 na platéia, R$ 640 no 1º Balcão e R$ 460 no 2º Balcão.

Excuse me, Sir Robert, mas a sabugada vai ser um pouco maior (Foto:91 Rock)

Os fãs mais abonados apenas franzirão a testa na hora de abrir a carteira. Aos demais, sugiro que conversem com os gerentes de suas contas bancárias. Dizem que as taxas de juros baixaram muito...

Nem me perguntem se eu vou. Se eu gastasse uma grana dessa num único ingresso acho que minha mulher me dava um "Meet and Greet" com o JOHN BONHAN. Se é que vocês me entendem...


16 de agosto de 2012

PERCEBEU A DIFERENÇA?

Excelente matéria publicada no Instituto Ciência Hoje do portal Universo Online no fim do mês passado. Vale a pena conferir:

Por Celio Yano

Pessoas mais velhas costumam dizer que já não se faz mais música como antigamente. Estudo realizado na Espanha e publicado na semana passada (26/7) na revista Scientific Reports dá certa razão a elas.

Após analisar quase meio milhão de músicas populares do Ocidente – com ajuda de um computador, é claro –, pesquisadores descobriram que, apesar de haver padrões que se repetem em canções compostas entre 1955 e 2010, algumas características mudaram ao longo desse período. A saber: o volume das gravações é cada vez maior, a variedade de passagens de acordes é mais restrita e a complexidade instrumental, menor.

Substituição do disco de vinil por suportes digitais como o CD pode ter contribuído 
para a tendência de volumes cada vez maiores das músicas. (foto: Roger Kirby/ Sxc.hu)
Para os autores do trabalho, essa descoberta sugere que nossa percepção sobre o que é novidade na música pode ser guiada pelas mudanças nessas características. Por outro lado, há aspectos que se mantêm inalterados em composições populares das últimas cinco décadas. O mais notável é o uso de acordes (conjunto de notas) – ré menor com sétima (Dmin7), por exemplo, aparece em canções atuais com a mesma frequência que nos anos 1960.

“Se em uma nova composição tudo mudasse, não conseguiríamos associá-la a música – seria talvez apenas um ruído”, diz o engenheiro espanhol Joan Serrà, do Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial, do Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha (IIIA-CSIC, na sigla em espanhol), um dos responsáveis pelo estudo.

“É preciso haver uma referência para os ouvintes basearem suas expectativas sobre o que está por vir; ao mesmo tempo, se eles souberem de antemão tudo o que vão ouvir, perderão o interesse pela música”, acrescenta. Para Serrà, a música é “um delicado balanço entre previsibilidade e surpresa”. A evolução musical ao longo da história refletiria essa receita.

Ajuda de computador

As informações sobre as canções foram obtidas do banco de dados Million Song Dataset, que, como o nome diz, reúne dados sobre um milhão de músicas populares contemporâneas. O estudo se baseou, mais precisamente, em 464.411 dessas gravações, todas com informações catalogadas sobre volume, frequência e timbre.

Gráficos mostram forma de onda de três diferentes gravações da música 'Black and White', de Michael Jackson: a primeira (acima), do álbum 'Dangerous' (1991); a segunda (no centro), de 'HIStory' (1995); e a terceira (abaixo), de 'The ultimate collection' (2007). Aumento progressivo do volume da música pode ser observado pela amplitude cada vez maior das ondas sonoras. (imagem: Song Yanbo/ Wikimedia Commons)
As músicas utilizadas na pesquisa pertencem a gêneros diversos, como rock, pop, hip hop, metal e eletrônico, e demorariam mais de três anos e três meses para serem ouvidas caso fossem executadas de forma contínua.

“Transformando uma grande quantidade de músicas em números que posteriormente são analisados por computador, podemos aprender muita coisa sobre as músicas que antigamente seria impossível notar”, explica Serrà. “Podemos compreender as canções de um modo que os ouvidos humanos não podem.”

Tendências

Uma das mudanças que vêm ocorrendo ao longo das últimas décadas que mais chama a atenção diz respeito ao volume das gravações, que é cada vez maior. Essa tendência já era aventada e tem até nome – loudness war (guerra do volume) –, mas até hoje não havia sido comprovada cientificamente.

A explicação é que as gravadoras procuram produzir discos com amplitude sempre mais elevada por considerar que uma canção com volume menor atrairá menos interesse do público. A atitude é criticada por fãs de música, porque, por outro lado, provoca distorções no áudio.

O fenômeno começou a ser mais bem observado nos anos 1980, com o advento do CD, que, diferentemente do disco de vinil e da fita cassete, armazena as gravações em formato digital. Nos meios analógicos, o aumento do volume não provoca grandes prejuízos à música, mas no suporte digital a gravação de sons com amplitude maior resulta em perda de qualidade.

Outra diferença observada pelos pesquisadores entre as canções antigas e as atuais é a variedade de passagens de acordes. “Por exemplo, em 1962, havia cinco possibilidades de transição a partir de Dmin7. Em 1999, só encontramos quatro.”

Finalmente, há uma mudança relacionada ao timbre (característica sonora que permite distinguir sons de mesma frequência produzidos por fontes diferentes). Segundo Serrà, as músicas estão mais ‘pobres’ em termos de variedade de instrumentos e técnicas de gravação, o que resulta em ‘texturas musicais’ mais simples. “A paleta timbral é mais estreita hoje do que há 50 anos.”

Para o pesquisador, as tendências descobertas objetivamente podem ser consideradas uma receita para se fazer uma música que soe como original. “Uma faixa antiga pode perfeitamente parecer moderna desde que se baseie em progressões harmônicas comuns e tenha a instrumentação alterada e o volume elevado”, diz.

 

13 de agosto de 2012

FIQUEI SEM FEIRA, MAS NÃO SEM VINIL

Sabendo que não poderia comparecer na última edição da Feira do Bolachão que rolou anteontem resolvi passar na Só Música, a loja de discos do meu amigo Clóvis Cordeiro. Como a grana tá curta o negócio foi "peneirar" e optar por variar um pouco na escolha.

Apesar de poder levar apenas quatro LP's, gostei das escolhas. E por isso recomendo:

Q'65 - Afghanistan (1970)


Para quem curte um Rock setentista mais psicodélico (não é exatamente a minha praia) o disco desses holandeses é uma boa opção. Apesar de pertencer ao lado mais "viagem" daquela década, o grupo chegou a ter um single ("You're the Victor") lançado em 1966 com produção do genial PETER KOELEWIJN (o cara que produziu e compôs para a banda LEFT SIDE). O lado B traz a fodástica "Rock and Roll Medley". A capa é linda e psicodélica como o som dos caras.


RAMONES - Subterranean jungle (1983)


Não tenho o que falar sobre os RAMONES. É uma das bandas que mais admiro. Esse é o sétimo disco lançado pelos caras. Considero o tracklist bastante linear (Rá!). Destaque para as faixas "Time Bomb" e "Psycho Therapy".


ACCEPT - Kaizoku-Ban (1984, 1985)

 
O mundo do "Rock Pauleira" tem muitos reis e o ACCEPT é um deles.  Esse album reúne seis pancadas ao vivo, com UDO DIRKSCHNEIDER matando nos vocais. "Head Over Heels" é uma das faixas. Vinil lançado na série nacional "Heavy Metal Heart".


BILLY IDOL - Cyberpunk (1993)

 
Sou fã de BILLY IDOL, também conhecido como "o cover do Supla no restante do mundo". lol. Muitos consideram esse album uma porcaria e estão certos (risos). Totalmente "eletrônico", o disco pouco se aproxima dos bons tempos do cantor. O vinil é duplo e valeu pelo preço. Ainda assim, a faixa "Shock to the System" parece salvar a lavoura.


9 de agosto de 2012

5ª FEIRA DO BOLACHÃO EM CURITIBA

Aviso de última hora: neste próximo sábado (11) será realizada a quinta edição da Feira do Bolachão no Canal da Música, aqui em Curitiba. 

 
No mesmo formato das últimas edições, o evento terá vendedores de discos de vinil do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, além de lanchonete e DJ's ao vivo. 

Mas atenção: só haverá feira no sábado. Aliás, tal fato inviabilizará a minha presença, lamentavelmente.

Já que não poderei ir, faça-me um favor: vá e confira a quinta edição desta excelente opção para o seu fim de semana. Melhor do que assistir a ginástica ritmica dos jogos olímpicos.


Depois me contem como estava.


ROCK DE LUTO: CELSO BLUES BOY

Faleceu nesta semana (06) o guitarrista CELSO BLUES BOY. Ele tinha 56 anos e teve cancer na garganta. O músico estava morando em Santa Catarina há cerca de uma década.

CELSO foi o legítimo representante do Blues no Brasil. Em um país onde a música descartável impera, lançou mais de uma dezena de discos, criou inúmeros clássicos do estilo e acabou se tornando amigo de seu maior ídolo: BB KING.

O BLUES BOY definiu-se bem quando disse: "Eu era uma alternativa no meio do escracho da música pop". Uma imagem marcante do músico era o cigarro entre as cordas da guitarra. Lembro de assistir um show dele onde uma fã se aproxima da frente do palco e traga o cigarro pendurado no instrumento.

Abaixo, dois vídeos: uma execução antológica de "Aumenta que isso aí é Rock 'N' Roll" em 1985 e um show recente lançado no DVD "Quem foi que falou que acabou o Rock 'N' Roll?" gravado no Circo Voador.




Descanse em paz, BLUES BOY.